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Condicionamento

CONDICIONAMENTO

Nossa vida é feita de muitos condicionamentos

Somos “treinados” todo o tempo: corpo e mente

Disciplina, rotina, ordem, para tornar a vida mais “fácil”, mais segura

Temos horário para tudo: dormir, acordar, alimentar, trabalhar…

O corpo fica condicionado e “pede” sono, alimento, descanso, atividade, repouso

Nossa mente é um pouco mais complicada para treinar

Pudéssemos manter apenas bons pensamentos ou lembranças

Barrar entrada de pessimismo, tristeza e medos

Conservar bons sentimentos, apagar os ruins, afastar o que machuca…

Nossa mata interna fica, por vezes, escura, fria, sem vida

Abrir frestas para entrada do sol é importante, criar trilhas de fuga

A mente mantém ativo aquilo que não está resolvido

Enquanto não for trabalhado e solucionado

Inútil tentar condicionar!

Alda M S Santos

Que bagunça!

QUE BAGUNÇA!

Dizem que nossa casa é reflexo do que somos.

Alguns, independente do tamanho, a mantêm arrumadinha.

Vou além: nosso interior é uma casa, e o tratamos como tal.

Como em nossas residências:

Temos moradores fixos ou temporários, desejados ou não.

Temos apenas transeuntes e observadores esporádicos.

Temos visitas desejadas e indesejadas, umas mais frequentes que outras, com pretensão de moradoras.

Temos pseudo moradores que se assemelham a algumas visitas, nada contribuem.

Temos alguns inquilinos temporários, ajudam por um tempo, mas deixam estragos.

Temos admiradores que gostaríamos de convidar para a sala de visitas, mas não passam da porta.

Outros que nem queremos tanto, entram, vasculham cada espaço sem convite e se vão.

Há os que chegam de supetão, barulhentos, alegres e bagunceiros, e que acabamos por nos encantar e deixá-los ficar, apenas na sala de visitas. Dão cor e movimento ao espaço.

E há ainda aqueles que chegam devagar, primeiro na porta, depois de um tempo na sala, batendo papo, na cozinha, tomando um café ou lavando uma xícara…

Quando assustamos já estão no quarto, ajeitando nossa bagunça, segurando nossas mãos e ouvindo nossos traumas, chorando com nossas dores, rindo de nossos desastres, aplaudindo nossas poucas vitórias, refrescando-se em nosso banheiro, tomando um vinho conosco.

Acabam por tornar-se moradores indispensáveis. Alegram, dão vida, perfumam, colorem, renovam o oxigênio, tiram teias de aranha, clareiam tudo. 

Como em nossas residências, mantemos em nós alguns espaços mais arrumados que outros, mais visitados que outros, alguns até secretos.

Como em nossas residências, essa seleção de visitantes e moradores é essencial para a limpeza, conservação e saúde do espaço em que vivemos.

Bom lembrar que fechar portas e janelas não é uma opção!

Nossa casa-mente-alma agradece!

Alda M S Santos

No grito?

NO GRITO?
Invadir, abrir, arrombar, conquistar.
De qualquer modo, a qualquer custo,
Na pancada, no muque, no grito,
Com a força que vem da mente,
Com a força dos músculos…
Até descobrir que o melhor músculo
A ser utilizado é o coração.
E esse age no silêncio.
Grito calado que vem de dentro.
Essa é sua maneira de gritar
De se fazer ouvir e tudo conquistar.
Mantenha-o em ação!
Alda M S Santos

Ventos

VENTOS

Uma brisa, um ventinho leve, uma ventania

Aprecio seus efeitos estimulantes ou calmantes.

Se felizes, senti-lo na pele é extremamente prazeroso.

Causa euforia, animação, energia.

Se tristes, tem o poder de relaxar, de acalmar.

Um desânimo, uma alma angustiada, um coração apertado

Uma saudade, uma mente inquieta, um corpo cansado…

Na sacada, no alto de um prédio,

No alto de uma montanha, sentados na relva.

Na rede, na varanda, de madrugada, olhando a lua

Pedalando furiosamente numa estrada qualquer

Numa motocicleta, sem capacete, com cuidado.

No lombo de um cavalo trotando em trilhas na mata.

Num carro, vidros abertos, música alta, velocidade máxima…

Apertando o pé e seguindo em frente.

Sentindo o vento secar as lágrimas insistentes

Desarrumando os cabelos já rebeldes.

Levando embora o que é ruim, trazendo o que é bom!

Arrumando as gavetas da alma e do coração…

Alda M S Santos

Meditação

MEDITAÇÃO

Simples ato de afastar qualquer pensamento da mente 

Voltar-se para a própria respiração

Para dentro de si mesmo.

Aparentemente simples, básico e natural, 

Não é tão fácil assim!

Nossa mente está sempre carregada

Com os ruídos de fora

Com os movimentos constantes de dentro.

Necessário, porém, principalmente quando se busca algo.

Entendimento, discernimento, calma, soluções, aceitação.

Desenvolve a concentração, melhora a disciplina, reduz o estresse. 

Esse “esvaziar-se” de tudo

Abre espaço para novos brotos germinarem

Mais fortes, mais vivos…

É uma questão de acreditar e praticar.

Pode ser muito prazeroso e benéfico.

Pode crer! 

Alda M S Santos

Na mente…

NA MENTE…

Será quantos possuem a habilidade de criar mentalmente o que desejam?

Capazes de antever o que se quer, se busca?

Projetar, mentalmente, ideias, pensamentos, objetivos, sonhos?

Esse “dom” antecipa de certa forma o futuro

Satisfatório e estimulante até certo ponto

Pode se tornar frustrante se gerar estagnação.

Por mais “real” que uma imaginação seja, rica e fértil

Estará sempre aquém do real. 

Ideal é a união de ambas: imaginação e realidade.

Alda M S Santos

Respire!

RESPIRE! 

“Respire! Você não sabe respirar!”

Ah, sim, obrigada! Devo ter esquecido! 

“Inspire fundo, distenda o abdômen, expire e contraia, suavemente!”

Tão simples, ato involuntário, mas deficiente e esquecido. 

Logo pensei: isso aqui não vai prestar!

Sou agitada, gosto de movimento. Suavemente? Pois, sim!

“Devagar, tudo lentamente, você está ansiosa!”

E eu persisto, sei que preciso! 

Ok, suavemente, lentamente, devagar, calma: novas palavras para o meu dicionário.

Percebo, aos poucos, que a respiração profunda e suave

Permite, além da oxigenação do sangue,

Um melhor domínio da mente, muito importante, 

O maior controle das emoções, essencial 

Sentir cada parte do próprio corpo viva

Contrair e alongar todos os músculos tensos

E, aos poucos, ir relaxando é muito prazeroso.

Após 4 aulas de yoga, começo a entender que nem tudo está perdido: Há jeito para mim! Até aprendi a respirar! 

Suavemente, chego lá!

Alda M S Santos

Redemoinho

REDEMOINHO

Tudo se passa em câmera lenta

Chega, olha em volta

Espaço grande, luz forte 

Muitas pessoas conhecidas ali 

Recebe as boas vindas

Parece perdida, descalça, meio assustada 

Procura alguém…

Olha nos olhos de cada um que passa

Todos fixam nela o olhar meio encabulados

Continua a circular

Procura alguém, não sabe quem

Mergulha num redemoinho de imagens

Chora, senta, soluça

Alguém cobre seus ombros com uma colcha

“Esse vestido é fino, transparente, vai congelar.”

Reconhece a voz, o olhar, o cuidado

Levanta-se, vira-se e ele desaparece pela porta 

Vai atrás, chega numa porta e só vê nuvens, como de dentro de um avião. 

Sem medo, lança-se espaço abaixo…

Para as nuvens…

E tudo é paz! 

Alda M S Santos

Nudez

NUDEZ
Nascemos todos nus. Todos. Corpo, mente, alma, coração. Ao longo de nossas vidas vamos nos vestindo. Nossos corpos, nossas mentes, nossos corações, nossas almas, todos vão ganhando adereços.
Apesar de não ser tão difícil cobrir o corpo, temos preferências por certas cores, modelos, estilos de roupas. Tanto que nos dizem: “vi um vestido que é a sua cara”!
Nascemos nus, corpos iguais, masculinos ou femininos, mas nos diferenciamos de acordo com nosso tipo físico e nossas preferências. Às vezes, aceitamos opiniões, conselhos, mas pouco mudamos.
A nossa mente é seletiva. Muitos acessórios tentam entrar, mas ela recusa o que é supérfluo ou pouco utilizado. Desperdício de memória.
Já nosso coração é bem confuso! Quer coisas que a mente recusa. Não aceita imposições da razão.
Há certas “vestimentas” que ficam grandes demais, escondem outras “peças”, cores cinzentas, desvalorizam o que ele já tem, apertam, machucam, dão calos, sangram.
Mas ele é insistente, de opinião! Quando quer algum “modelo”, não desiste! Não importa que todos digam que não ficou legal.
Como não deveria deixar de ser, acaba por se dar mal algumas vezes. Sofrem corpo, mente, coração.
Mas o tempo ensina. Como aprendemos que certas minissaias não ficam bem em alguns tipos físicos, também aprendemos que certos “amores” não cabem em nossos corações. Entendemos que não devemos colocar qualquer um pra dentro dele.
Todo aprendizado torna-se a vestimenta da alma. Clássica, não segue modas. Ela é leve e pacífica. Quanto mais vestes, mais leve fica. Como um buquê de rosas, mesmo cheinho, é leve, colorido, lindo, encantador. A simplicidade dita a beleza da nudez da alma.
E, diferentemente do corpo, sua nudez é muito seletiva. Não se mostra pra qualquer um.
Aí está nosso maior encanto!
Alda M S Santos

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