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Meu céu

MEU CÉU

Meu céu sou eu quem faço

Lá fora pode estar cinzento
Mas cá dentro eu escolho as cores
Desato nós, bordo, crio laços
Em meu coração marco o compasso

Não que seja algo fácil não me ferir
As nuvens negras às vezes pesam
Cansa ser forte, tentar sorrir
Sob a tormenta, lutar, resistir

É preciso focar no essencial
No que nos dá prazer de viver
Aguardar calmamente o sinal
Para o amor que a vida nos oferecer

Pego a paleta, minha aquarela
Azul, verde, vermelho, rosa ou amarela
Abuso das cores, na alma faço uma sentinela
A guardar o arco-íris que pinto na minha janela

Meu céu sou eu quem faço…

Alda M S Santos

Lapidação

LAPIDAÇÃO
O que somos, aquilo que nos tornamos
Vem sendo em nós lapidado ao longo do tempo
A cada momento diferente do viver
Uma camada nos é acrescentada
Ou, diferentemente, uma nos é retirada
Nosso ser é uma joia que vem sendo lapidada
Vamos sofrendo polimentos a cada amargura ou decepção
A cada medo, perda ou frustração
A cada confiança quebrada ou partida
A cada tristeza profunda sofrida
A cada caminhar ou estrada pelo outro interrompida
Nossa cerâmica abre trincas, fendas, fragiliza
Nossa alma sofre, chora, parece ruir
Mas a cada amor ou amizade que se vive
A cerâmica brilha, a alma se alegra
Se reconstrói, se refaz, fica mais bela
Nova camada polida e brilhante aparece
Mesmo que ainda possa doer ou amargar
Ela enfrenta novamente o viver
Mais experiente, mais forte, nem sempre mais feliz
Mas mais preparada para sofrer menos danos
No próximo polimento, na próxima lapidação
Viver é parecer inteiro, é construir laços
A despeito da alma ainda estar em pedaços
Alda M S Santos

Brilho

BRILHO
Buscamos o brilho das estrelas
Queremos a beleza e encanto da Lua
Almejamos um céu azul e ensolarado
Ou um destino de sombra e água fresca
Mas nem sempre o caminho até eles é brilhante
Ou a trilha sob nossos pés é plana
Tantas vezes teremos estradas esburacadas
Não haverá flores, perfume, brilho ou companhia
Mas não podemos desistir
É preciso persistir, insistir
E saber aproveitar quando houver luz sob nossos pés
Para seguir adiante, acreditando que tudo é possível
E que a roda da vida gira
Ora luz, ora escuridão
Ora companhia, ora solidão
Mas vale manter o brilho
Dentro de nós, sob nós…
Em frente! Enfrente!
Alda M S Santos

Nossa estrela

NOSSA ESTRELA

Quanto menos luz externa

Mais a luz interna se faz necessária

Para não nos perdermos na noite escura…

Felizmente, a bateria dela é recarregável

Não se estoca, não se acumula

Possui vários modos de acionamento

Só se esgota por falta de atividade

Quanto mais se usa, mais se tem

Quando a vida ficar mais escura lá fora

Quando os medos forem grandes

Os pesadelos maiores que os sonhos bons

Mais nossa estrela precisará brilhar dentro de nós

E quanto mais ela brilhar dentro de nós

Mais ela poderá atingir nosso entorno

E meu brilho com seu brilho

Pode nos iluminar e iluminar parte desse mundo

Enquanto estivermos por aqui

Quiçá quando dele partirmos também…

Brilhemos juntos, coração com coração!

Alda M S Santos

Nosso Sol

NOSSO SOL

Giramos em órbita gravitacional em torno de nosso Sol

Em contínuos movimentos de translação gerando nossas estações

Ora quente, ora frio, escuro ou claro

Tranquilos ou tempestuosos

Somos mantidos ali todo o tempo, seguros

Sabedores do que poderemos enfrentar

Em forma elíptica ou circular, seguimos

Como um astro ou planeta que sabe sua trajetória constante

Ou que “se perde” no espaço sideral se escapar de sua órbita

A questão é sempre saber quem ou o que é nosso Sol

Aquele do qual não podemos nos afastar

Aquele que sustenta nossas atividades e sonhos

Que mantém nossa órbita imaginária em curso

Que nos faz brilhar

Que ativa sempre nossa vida,

E não nos deixa escapar…

Alda M S Santos

Fases e faces

FASES E FACES
Fases, faces, brilho e sombra
Prerrogativas da Lua, das pessoas
Minguante, minguando, definhando em C invertido
Um ser recolhido perdendo luz, abraçando sombras, até ser Nova
Sombra total, escuridão, brilho oculto na outra face
Aquela escondida de todos, preservada, um ser em tempo de esperas
Sol, Lua, céu, pessoas…
Fases: construção do novo, maré, podas, plantação
Crescente, crescendo expectativas, alimentando esperancas, recebendo luz até ser Cheia, redondamente linda
Cheia de si, de brilho e orgulho, transparência
Sol, Lua, céu, pessoas…
Fases… dos seres vivos, dos amantes
Toda sombra esconde um brilho
Todo brilho esconde uma sombra
Fases, faces, brilho e sombra
Prerrogativa da Lua, das pessoas
Minguando, se escondendo, crescendo, aparecendo
Enquanto houver céu e sol
Dentro e fora de nós…

Alda M S Santos

Estrelas

ESTRELAS

Deite-se sem medo!

Na relva fria no campo, na areia úmida da praia, na rede na varanda

Na laje de casa, na cobertura de um arranha-céu, num banco da praça

Sozinho ou acompanhado, não importa…

E olhe para o céu, para as estrelas, para a imensidão além de nós…desconhecida

Sempre pensamos nas pessoas que amamos e se foram, “viraram estrelinha”

Sempre procuramos uma estrela cadente para fazer um pedidos

A cada vez tudo é diferente, nova posição, mais ou menos brilho

Sensação intensa, louca de alçar voo, subir, subir…

Alcançar aquela maravilha toda, aquele brilho, aquelas vidas…

Será que elas também nos observam de lá, que também querem nos abraçar?

Quantas estrelas temos a brilhar do lado de lá?

Alda M S Santos

Foto: Everaldo Alvarenga

Acendendo nossa luz

ACENDENDO NOSSA LUZ

Dons que todos temos, mas que pouco desenvolvemos

Acender ou apagar, ligar ou desligar

A energia necessária para viver e fazer nossa luz propagar

Uns encontram uma faísca de luz num completo breu

Outros apagam até um holofote

Uns transformam nossos cacos de vidro em diamante

Nossas pedras em ouro, nossas dores em esperança

Outros, apagam nosso sorriso com críticas, veem nossa alegria como algo irritante

Uns buscam o que há de bom até nos defeitos

Outros, ao contrário, querem, a todo custo, encontrar o que há de ruim nas qualidades

Na triste incapacidade patológica de verem qualidades em si mesmos

Tentam também não enxergá-las nos outros

Pior, enaltecem apenas o ruim dos demais e até de si mesmos

Visam apagar tudo que o outro tem e o faz um ser único, especial

Inconscientemente, acabam apagando a própria luz

E, talvez, um possível gerador de luz e brilho que o outro poderia vir a lhe ceder…

Alda M S Santos

Devolve meu interruptor

DEVOLVE MEU INTERRUPTOR

Há caminhos que trilhamos sozinhos

Entre luzes e sombras

Precisa ser assim!

Apenas nossa luz interior o ilumina

Mas é necessário ficarmos atentos.

Para não caminharmos na escuridão,

Precisamos tirar o interruptor das mãos dos outros.

Nossa luz precisa depender mais de nós mesmos!

Alda M S Santos

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