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preconceitos

Jardim (des)humano

JARDIM (DES)HUMANO

Um dia Deus quis encher a Terra de jardins
Num colocou rosas, cravos, violetas e jasmins
Tantas flores lindas, coloridas, perfumadas
Todas elas por beija-flores e abelhas apreciadas
Num outro jardim gigante colocou pessoas, humanos
Pretos, brancos, amarelos e vermelhos
Mas o que aconteceu foi (des)humano
No jardim das flores havia diversidade, harmonia
Quanto mais perfume, maior a magia
Quanto mais cores, mais insetos atraía
Mas no jardim dos humanos havia primazia
Brancos se achavam superiores
Excluíam as demais cores, covardia
Matavam, do poder abusavam, picardia
O jardim humano nem parecia divino
Se quiser aprender algo seja das flores inquilino…

Alda M S Santos.

Somos aquareláveis

SOMOS AQUARELÁVEIS

De todas as cores que a natureza nos possibilita

Seria muita falta de imaginação e desperdício de nossa (in)consciência ficar apenas no branco

A Criação nos permitiu essa diversidade

De cores, tons, nuances, misturas e raças

Brancos, amarelos, pretos, marrons, vermelhos…

E todas as suas misturas e miscigenações

Mulatos, morenos, marrons, bombons…

E aí está nossa beleza, nossa grandeza, nossa leveza

Mas, nem sempre sábios, somos excludentes

Nossa (in)consciência é branca

Hierarquizamos cores, raças, costumes

O pódio de nossa existência é branco, precisa ser aquarelável, multicor

Nossos corações são ensinados a odiar/excluir o diferente

E acabar vendo isso como normal e natural

Mas nossa essência, nossa base, nossa massa é o amor

Em todas as cores…

Qual a cor do seu amor?

Manter essa essência é trabalho diário…

Alda M S Santos

Dói

DÓI

O que mais doeu e machucou a 44% dos brasileiros

Não foi ouvir do Bolsonaro tais insanidades tão alardeadas

Estamos acostumados a ouvir asneiras de congressistas e candidatos

O que mais doeu foi ouvir tais falas reproduzidas

Na boca daqueles que admiramos e amamos

“Bandido bom é bandido morto”

“Doenças advindas de viadagem não devem ser tratadas pelo estado”

“O erro da ditadura foi torturar e não matar”

Entre tantas que doeram a tantas minorias…

O que doeu e dói é ver máscaras caindo

E isso devemos agradecer a ele!

Não, não apoio corrupção ou roubos

Já votei achando estar certa e estava errada

Mas existem roubos e roubos

Uns levam apenas dinheiro, bens materiais

Outros levam nossa sensação de pertencimento, nossa dignidade de ser humano

Cada qual sabe como sua dignidade é atingida

Sinceramente, espero estar errada

Espero que ele não cumpra nem metade do que “prometeu”

Que consiga apagar o que suas falas atiçaram nas pessoas

Despertou preconceitos arraigados que nele encontraram guarida

Que isso possa mesmo cessar.

Decepcionada, amedrontada!

Que ele possa mesmo fazer um Brasil melhor

Farei minha parte no trabalho e no que sempre fui

Na luta pelo amor e igualdade de todos

Com as armas que sempre dispus

Que não preciso de autorização para portar

Que não mudam a cada eleição…

Alda M S Santos

Qual a cor da sua consciência?

QUAL A COR DA SUA CONSCIÊNCIA?
Consciência branca, negra, amarela, multicor?
Qual a cor da sua consciência?
Enquanto essa pergunta for feita
É sinal que alguma delas está sendo preterida
Excluída, discriminada, maltratada
Qual a cor da sua consciência?
Minha consciência tem a cor do amor
Aquele que, se verdadeiro, nada exclui
Minha consciência tem a cor da saudade
Aquela de algo ainda não vivido
Aquela em que todos são diferentes e belos
Iguais no jeito de ser diferentes!
E amados principalmente por suas diferenças.
Minha consciência é multicor, como o amor!
Alda M S Santos
#carinhologos

Histórias de Pataxós?

HISTÓRIAS DE PATAXÓS? 

Humanos que se sobrepõem a humanos

Brancos sobre negros, brancos sobre índios,

Brancos sobre brancos, negros sobre negros, 

Ricos sobre pobres, pobres sobre miseráveis,

“Cultos” sobre incultos, um religioso sobre o ateu,

Um pagão sobre o outro… 

Homens sobre mulheres…

São muitas as “supremacias”!

Até quando seremos tão desumanos?

Até quando cometeremos os mesmos erros com nova roupagem? 

Exclusão será sempre exclusão!

Não importa do que venha travestida! 

Quantas gerações de curumins Pataxós terão que nascer, ou qualquer outro excluído, para sonharmos com inclusão social, cultural, religiosa, financeira? 

Quando seremos verdadeiramente humanos?

Quando?

Alda M S Santos

Preconceitos? Canseira!

PRECONCEITOS? CANSEIRA!
Preconceito hoje em dia virou palavra da moda, aquele que se forma sem fundamento, um pré-conceito, ou seja, formado sem exame crítico e sem conhecer algo do que se examina antes de defini-lo.
Sempre existiram, os mais diversos: de gênero, de opção sexual, de condição financeira, culturais, religiosos, contra os deficientes, de raça…
Hoje em dia, a lei “protege” as vítimas de preconceitos, mas isso, definitivamente, não garante que ele seja eliminado, sequer diminuído.
Os que estão sempre em “alta” são os raciais e os de opção sexual: racismo e homofobia.
A última manchete é: “advogado de 70 anos agride e chama cabeleireira de macaca em BH”.
“Pessoas próximas queriam dar uma surra nele, advogados queriam minimizar o problema.”
Nunca consegui conceber o que leva uma pessoa a julgar a outra inferior por qualquer razão que fosse, mas a questão racial é a mais revoltante e inconcebível.
Acredito ser de uma baixeza profunda: de caráter, de coração, de alma.
Vindo de uma pessoa de boa formação (?), vivida (!), conhecedora das leis terrenas (?) é ainda mais inaceitável.
Muitos diziam: não sabe que é contra a lei?
A questão não é essa! A lei maior não deve ser a dos homens, mas a de Deus: somos todos iguais perante Ele, irmãos entre nós.
Somos um país “liberto” da escravidão há 135 anos, mas continuamos escravizados por pensamentos mesquinhos e desumanos.
Ainda somos “senhores”, “capatazes”, ainda que em nossas veias corra o sangue mestiço de uma raça lutadora e guerreira.
A cada vez que a mídia divulga um caso desses, mais gente se amedronta, outros se revoltam dizendo que “não se pode fazer mais nada que é preconceito”.
Não consideram o quanto nossa dívida histórica com os negros é gigante, vergonhosa.
Enquanto nossa mente for pequena e limitada precisaremos de leis para coibir certas desumanidades.
O preconceito está entranhado em nós e da pior forma, velado.
Quando olharmos para os diferentes de nós e não julgá-los inferiores pelo que quer que seja, poderemos nos ver livres dessas leis.
Enquanto isso, prisão, ônus financeiro, vergonha para quem tiver essas atitudes. É o mínimo!
Alda M S Santos

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