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poemas e reflexões da vida cotidiana

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Amo a chuva

Chuva, chova!

CHUVA, CHOVA!
Chuva, chova!
Só faltava você, seu cheiro
Seu tilintar no meu telhado
Seu pinga, pinga na minha janela
Para embalar meu sono,
Para encantar meus sonhos…
Mas venha com bastante calma,
Pois posso ficar tentada,
A ir aí pra fora
Fazer bagunça junto a ti…
E adeus sono….
Alda M S Santos

Pancadas de chuva

PANCADAS DE CHUVA
Facebook alertava hoje cedo: Previsão do tempo para BH:
Pancadas de chuva! Não saia de casa, Alda!
Onde, quando? – eu me perguntei!
Se for pancada de chuva pode bater com vontade
Abusar de raios, trovões, ventania e muita água.
Mas traga um frescor, por favor!
Prometo me esbaldar! Sem guarda-chuvas!
Não tinham noção do calor e abafamento por aqui.
E não é que ela veio, mesmo?
Não foram “pancadas”, apenas uns leves tapinhas.
Mas que delícia ver a água e a temperatura caindo
Sensação enorme de bem estar e prazer.
Que continue a noite toda!
Huuummmmmm!
Alda M S Santos

Chuva!

CHUVA
Chuva lava as plantas
Lágrimas lavam a alma
Chuva irriga a terra
Lágrimas irrigam o coração
Juntas, chuva e lágrimas,
Geram beleza, vida e recomeços…
Unidas, fazem brilhar Sol e sorrisos,
Em todos os corações dispostos a amar…
E deixam a alma em êxtase.
Alda M S Santos

Alheia chuva

ALHEIA CHUVA

Lá fora ela cai constante, despretensiosa.

Sabe-se fundamental.

Alheia àqueles que não a apreciam.

Aumenta, diminui, lava, limpa, irriga…

Gera vida!

Leva consigo o que há pelo caminho.

Não escolhe beneficiários, atende a todos, sem exceção.

Tantos correm para não se molhar,

E eu, cá dentro, não recebo suas gotas na pele,

Mas na minha alma ela cai, penetra fundo.

Nostalgia, saudade, preguicinha boa,

Reflexão, oração, prazer…

Lá fora continua seu tamborilar, incontrolável.

Cá dentro, a certeza de nossa pequenez perante tal magnitude!

É infinita a gratidão por fazer parte disso tudo.

Alda M S Santos

Tapetes de Amor

TAPETES DE AMOR

A noite foi chuvosa, a manhã está fresquinha, depois de uma tarde muito quente no dia anterior.   

Céu nublado, ruas molhadas, lindos ipês floridos formam tapetes coloridos sobre a calçada. 

Algumas pessoas se escondem em agasalhos, semblante fechado, chateadas por terem que se levantar. Outras se “colorem” e se “abrem” para o novo dia, assim como as flores receberam o calor, a chuva, a brisa suave, a queda das flores. 

Deus, como Pai zeloso, prepara nosso caminho. Ouvimos “bom dia” da natureza, das pessoas… Até um tapete de flores Deus prepara para o nosso caminho. 

A natureza confia e espera. Nós, humanos, tão sábios, tantas vezes, ao invés de agradecer a chuva, nos enraivecemos com o trânsito que apresenta problemas, enxergamos as ruas com lixo acumulado, mas não notamos as árvores que agradecem a bênção recebida, reclamamos de tantas folhas e flores que sujam o quintal e as ruas, mas não admiramos o lindo tapete perfumado que formam, resmungamos ou acenamos a cabeça a um bom dia simpático que recebemos, ao invés de agradecer por estar vivo, poder se levantar, ter a chance de sempre recomeçar.

Seja de flores ou não, Deus sempre prepara um tapete para nosso caminho. Basta que a gente mantenha olhos e coração abertos para identificá-lo e curti-lo. Pode ser a família, o trabalho, um amigo, a natureza…

Qual é seu tapete hoje?  

Alda M S Santos 

Pessoas normais adoram a chuva

PESSOAS NORMAIS ADORAM A CHUVA

Desde criança quando digo que amo um dia de chuva ouço que não sou normal. Se completo que quanto mais barulhenta mais eu gosto, dizem que sou caso perdido.

Pequena, já gostava de andar na chuva, na enxurrada e de ouvir as goteiras nos baldes espalhados pela casa. Ficava no basculante da sala, nas pontas dos pés, vendo a água cair, as pessoas passarem correndo. Chegava ao colégio com as congas encharcadas e a alma lavada. Estava tudo perfeito.

Na juventude andava de motocicleta com chuva. Isso sim é liberdade! Os pingos queimavam no rosto!

Gosto de dormir com chuva, acordar, ir trabalhar, passear, assistir filme debaixo do edredom, ler, namorar… Tudo é melhor com chuva. Nadar também! As águas do mar, rio ou piscina ficam “quentinhas” quando chove.

Não sei exatamente o porquê dessa paixão! Nem considero os motivos óbvios de sobrevivência. Tampouco desconheço os malefícios das enchentes e alagamentos. Meu avô morreu eletrocutado por um raio numa noite de tempestade, dentro de casa. Sofremos com enchentes na infância e até hoje há riscos. Porém, isso não é a chuva que causa, mas o abuso, descuido e descaso dos homens.

A chuva potencializa em mim bons sentimentos. Fico mais terna, doce, romântica, mais apta a absorver e distribuir coisas boas por aí.

O cheiro de terra molhada, as gotas caindo nas poças d’água, os bichos procurando abrigo ou se esbaldando. A aparente fúria dos trovões e relâmpagos é um espetáculo a mais. Chuva leva à introspecção. Traz Deus pra mais perto. Tempo para repor energias mentais, reavaliar situações, sonhar, planejar…

Sou daquelas que já se alegram por antecipação com a previsão de chuva. Logo imagino um filme bem romântico com um lindo casal a dançar na chuva, um livro bom, uma música suave, um passeio de ônibus sentada na janela observando tudo. Mas nada, nada se compara ao prazer de caminhar na chuva, olhar para o céu e senti-la no rosto, encharcar-se, deixar escorrer água pelos cabelos, correr e pular feito criança levada. Quando a chuva passa, sair a observar as plantas e bichos. A luminosidade agradecida de todo ser vivente.

Se sentir-se assim é ser anormal, sou uma anormal feliz. Muito prazer!

Alda M S Santos

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