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lembrança

Eu pago!

EU PAGO!

Saudade chega sem avisar
Não se importa se vai alegrar
Ou se naquele momento vai machucar
Fica enquanto quer, faz lágrima rolar
Ocupa o vazio que deixaram as lembranças
Do amor que sempre foi motor da esperança

Saudade é quando o que é palpável se vai
Deixando em seu lugar apenas o (in)maginável
E a imaginação por vezes é boa companheira
Em outras tantas atiça uma dor traiçoeira
Faz-nos viajar dentro e fora de nós
Apertando laços, refazendo o amor, desfazendo os nós

Saudade não tem idade, não tem maldade
Só marca o peito de quem viveu com intensidade
Um sentimento tão confuso, dicotômico, controverso
De um viver rico, ímpar, encantador, desejável, diverso
Se a saudade é o preço a pagar por uma vida de verdade
Pago satisfeita, cada marca que foi felicidade

Alda M S Santos

Nosso baú de lembranças

NOSSO BAÚ DE LEMBRANÇAS

Às vezes é preciso botar ordem
Na bagunça, na grande desordem
Que se tornam nossas lembranças
Machucando,  provocando lambanças

Pegar esse baú para organizar
Jogar fora o que já não tem lugar
Aquilo que fere, machuca, faz chorar
Selecionar, classificar, separar, guardar

As que ainda doem, mas são preciosas
Deixar lá no fundo bem guardadas
Para quando preciso serem acessadas

Bem em cima, facilmente alcançáveis
Guardar em caixinhas bonitas e douradas
As lembranças de amor, as mais abençoadas

Alda M S Santos

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