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Fantasia de Carnaval

FANTASIA DE CARNAVAL
A julgar pelo tanto que amo dançar
Carnaval deveria ser para mim ótimo lugar
Mas ele não me traz prazer ou alegria
Exceto por poder fugir da confusão
E na natureza encontrar a solução
Ali na mata mato a fome, sacio desejos na poesia
Aquela que me traz paz, harmonia
Coloca-me em contato com meus sonhos
E minhas mais doces fantasias
Alda M S Santos

Fantasia

FANTASIA

E se todo dia fosse Carnaval
E aquela fantasia bela, secreta
Pudesse sair da gaveta, afastar todo mal
E fazer nosso viver sempre especial?

Quem sabe uma deusa, uma fada
Um anjo, uma alma encantada
Pudesse atrair, hipnotizar, enfeitiçar
E nada de bom deixasse passar?

Quem sabe um amor declarado
Sob o intenso luar revelado
Nem precisaria samba ou marchinha
Se nunca por aqui ficasse sozinha

Nesse carnaval, qual sua fantasia?
No dia a dia, qual seu sonho, sua rebeldia?

Alda M S Santos

Pierrô, Arlequim ou Colombina?

PIERRÔ, ARLEQUIM OU COLOMBINA?

“Pierrô apaixonado que vivia só cantando…”

Vai Carnaval, vem Carnaval

E sempre serão encontrados

Pierrôs apaixonados, cantando ou chorando

Arlequins preguiçosos e malandros

Colombinas encantadoras, confusas e disputadas

Amores e desamores de teor teatral

Cenários tragicômicos, amores frustrados

Uma “peça” a nos pregar peças

Personagens que atravessam a linha do espaço e do tempo

Gênero, cultura, classes sociais

Histórias e releituras da mesma sátira social

O circo, o palhaço, a arte, a plateia

A vida imitando a arte

Ou a arte imitando a vida?

Rótulos quebrados ou reforçados

Amor não é só flor, é cego, é também dor

Palhaço não é só sorrisos ou alegrias

Cantar não imuniza contra qualquer dor

E, com toda certeza, Carnaval ou não

Vez ou outra, em algum momento da vida,

Não estamos a salvo, seremos tomados por um Pierrô, Arlequim ou Colombina

Independente se somos homem ou mulher

Palhaços somos, cantando ou chorando…

Alda M S Santos

Sim é sim!

SIM É SIM!
Sim é sim!
No campo, numa cachoeira, numa praia deserta
No sofá, na rede, no tapete da sala diante da TV
Sim é sim!
Gosto do meu carnaval assim
Minha festa da carne, do prazer
É possibilitar paz, descanso, sossego, e tranquilidade
A corpo, mente, alma, coração
Busco a sinfonia dos pássaros
O farfalhar das folhas na copa das árvores sob a brisa ou vento forte
O canto das marés numa praia deserta com a areia fina sob os pés
A rede na varanda, a chuva no telhado
O bom livro sobre a grama macia…
Quero qualquer lugar em que ouça apenas a natureza
Associada à minha natureza
Com quem amo por perto, mesmo que na imaginação
No coração, na oração, sob a divina proteção …
Sim é sim!
Quero uma vida toda de prazeres assim…
Alda M S Santos

Está chegando a hora

ESTÁ CHEGANDO A HORA

É preciso que a gente se divirta

Não precisa ser só no carnaval ou épocas especiais

Bloco nas ruas, bailes nos salões ou escolas de samba na avenida

Nem precisa gostar do tumulto do carnaval

Pode querer se estirar no sofá e assistir um filme

Preferir ir para o mato, deitar na rede, olhar o céu

Ouvir as marchinhas cantadas pelos pássaros

Ou assistir ao desfile das borboletas e beija-flores…

Mas de diversão todos gostam

Aquela que usa o carnaval ou qualquer data festiva

Como mera desculpa para interagir, sorrir, brincar

Tempo para encontrar e socializar com os amigos

Do trabalho, da escola, da igreja, da família

Da academia, do Pilates ou aqueles de tempos idos…

Qualquer um que queira espalhar alegria

Porque de tristeza estamos todos saturados…

Quem se diverte e se alegra com a diversão dos outros

Tem Deus, sim, é mais feliz, mais saudável, vive mais…

Vamos curtir enquanto há tempo

Porque ele passa ligeiro e nos arrasta junto

Tal qual trenzinho nos bailes

“Ai, ai, ai, ai, ai, ai, ai

Está chegando a hora

O dia já vem raiando meu bem

Eu tenho que ir embora…”

Alda M S Santos

No contrafluxo

NO CONTRAFLUXO

Estradas cheias, acidentes

Corpos e mentes em ebulição, expectativas

Marchinhas, samba, dança, folia, abadás

Fantasias, plumas e paetês

Mata, estrada de terra, bichos, rede na varanda

Fogão à lenha, cachoeira, rios, pássaros a cantar

Uns no fluxo, outros no contrafluxo

Nesse carnaval cada qual

Escolhe o fogo que quer acender…

E que a diversão seja certa!

Alda M S Santos

Aceita uma máscara?

ACEITA UMA MÁSCARA?

Nós, humanos, temos o dom do aprendizado constante

Nascemos aprendendo e vamos fazê-lo até a derradeira hora

Mesmo os mais turrões.

Eu mesma tenho aprendido muito nos últimos tempos

Nos últimos meses bati meu recorde

Após esse carnaval, então, aprendi a última

Vendo tanta gente retirar as máscaras de foliões

E recolocar as máscaras do dia-a-dia

Esconder-se atrás de máscaras gélidas, sorrisos botox

Percebi o quanto elas são úteis em várias ocasiões

Podem evitar certos desgastes e estresses.

A máscara do sorriso, da satisfação, do “dane-se”

A máscara da simpatia, a máscara da aprovação…

Nunca fui dessas! Só de olhar para mim percebem o que vai lá dentro.

Mas isso traz sofrimento, angústias, tristezas.

Nem sempre estar abertos e de cara lavada nos livra do mal.

É a munição que o inimigo usa contra nós.

Para os jogadores, mostrar todas as cartas não é muito inteligente.

Ao verem meu rosto e minhas palavras viam o baralho inteiro.

Viam!… A partir de hoje usarei algumas máscaras e maquiagens.

Disfarçar alguns sentimentos, bons ou ruins, é autopreservação.

Não se assustem! Provavelmente demorarei a me adaptar a elas.

Só sairei às ruas quando estiver bem “trajada”.

Quem precisa que eu use não notará diferença.

Quem realmente me conhece não será “enganado”.

Estarei “escondida” em meus olhos, em meu sorriso.

Neles não cabe máscara alguma.

Quem se ocupar de olhá-los merecerá a verdade.

Alda M S Santos

Baile de Máscaras

BAILE DE MÁSCARAS

O quanto de nosso modo de ser pode ser captado pelo outro? 

Tantas máscaras, tantas maquiagens, perucas, fantasias…

Escondem olhares, disfarçam sentimentos, escondem o essencial

Em pleno carnaval é aceitável.

Porém, a quarta-feira de cinzas chega e o desfile de máscaras e fantasias continua.

Para quê? Autoproteção? 

Quem consegue ver através de tantas camadas?

Não superficialmente, mas perceber a essência? 

Somos sensíveis e observadores o bastante? 

E aqueles tão transparentes?

Quantas críticas! Autenticidade é crime!

Pedras e pedras são lançadas!

Críticas, juízos, muitas opiniões! 

Quase sempre, o número de pedras nas mãos dos “carrascos” é proporcional às máscaras que usam.

Para mim, carnaval dura quatro dias, se tanto.

Fora isso, cara lavada.

“Pedras? Junto todas. Um dia vou construir um castelo!”, já dizia Fernando Pessoa.

E completo: guardarei as lágrimas também.

Podem ser úteis na construção.

Alda M S Santos

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