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poemas e reflexões da vida cotidiana

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Superação

Haja lágrimas!

HAJA LÁGRIMAS!

Nem bem uma lágrima seca

Um soluço passa

A descrença começa a perder força

Vem outra tragédia para irrigar a emoção

Puxa vida! Haja lágrimas!

Deus, tenha piedade de nós

Cuide de nosso Brasil

Não nos deixe perder a fé em dias melhores

Em boas pessoas, na capacidade de lutar

E seguir em frente

Mesmo com tudo balançando todo o tempo

Despencando e querendo nos levar daqui

Será que seria tão ruim ir embora?

Vontade de chorar e chorar…

Alda M S Santos

Natural é querer viver…

NATURAL É QUERER VIVER…

O saudável é querer viver

O natural, até instintivo, é preservar a vida

A alegria em se renovar, em gerar brotos e buscar o sol

Em renascer em cores a cada decepção cinzenta

Em querer brilhar ainda que haja sombras

Em buscar oxigênio quando se sentir sufocar

Em estender raízes em busca de hidratação e nutrientes

Quando tudo parecer seco e sem esperanças

Perder umas folhas e galhos e manter raízes

É típico de tudo que vive, mesmo depois de parecer morrer …

O corpo se reabastece, fecha feridas, cicatriza, se fortalece

A mente se refaz em inúmeros circuitos, conecta-se com o bem

A alma resplandece de prazer, paz e luz

O coração clama por amor!

Uns momentos, horas, dias, temporadas de tristeza são normais

Talvez até necessários para tornar a vida mais valiosa

O que não é normal é desprezar o viver

Fazer dele um tanto faz como tanto fez

O que não é natural ou saudável é preferir o morrer

Isso é patológico, carece tratamento, não é fraqueza

É uma doença das mais cruéis: a da alma

Lutar pela vida é dever de todos nós

Pela nossa e pela dos outros que nos são caros

Ou simplesmente que estão por perto…

Somos todos responsáveis!

Alda M S Santos

#setembroamarelo

Instrumentos do bem

INSTRUMENTOS DO BEM

Numa reunião aberta de AA, junto de minha mãe,

Comemorando os 44 anos de tal grupo da irmandade,

Diante de muitos depoimentos de superação

Fui refletindo no quanto Deus nos usa a todo momento uns para os outros.

Ali havia um grupo de leigos, mas que tinha um mal em comum: a dependência alcoólica.

O fundador do AA precisou passar por esse mal para poder entender e ajudar desde então…

Tantos outros casos de ajuda!

Pessoas que perdem entes queridos em acidentes, para drogas ou situações violentas,

E criam grupos de ajuda.

Uma boa parte das pessoas que foram abusadas “caça” os abusadores.

Quantos grupos sem fins lucrativos criados a partir da dor de um ser humano?

Com o objetivo único de superar, ajudando a superação dos outros?

Isso é questão de caráter, de essência, de bondade da alma.

Quem foi abandonado, torturado, traído, abusado ou maltratado de qualquer forma,

Jamais gostaria de ver aquele tipo de sofrimento no outro!

E o que puder fazer para impedir isso, não medirá esforços.

Claro que há outros que não conseguem retirar lição do sofrimento,

E resolvem suas angústias e medos causando em outros o mesmo mal…

Felizmente, não são todos…

Mas a certeza de ter feito todo o possível, às vezes, é o bastante para a paz de espírito de cada um de nós …

Deixemos Deus nos usar, ser instrumentos do bem !

Alda M S Santos

Nossos fracassos

NOSSOS FRACASSOS

Eram dois, um preto grande e um amarelado, brigando feio.

Latidas e mordidas se intercalavam na disputa pela cachorrinha marrom que olhava assustada.

Uma mordida, um ganido, e o cão amarelo foge, orelhas baixas.

O preto segue atrás da cadelinha pequenina que foi protegida, vitorioso.

Logo à frente o perdedor já está atrás de outros cães e cadelas, recuperado.

E, provavelmente, envolvendo-se em outras brigas similares, com vitórias ou derrotas…

Aceitássemos assim tão bem e rapidamente as perdas, os fracassos, nossa vida teria menos problemas e complicações emocionais,

Sem ficar remoendo, amargando, acalentando fracassos e dores.

Tudo bem, somos racionais, refletir sobre nossas ações faz parte de nossa essência humana

Sofrer, chorar, nos revoltar com perdas, idem

Até mesmo para evitar fracassar sempre no mesmo ponto, machucando a nós mesmos e aos outros.

Porém, não podemos ficar estacionados lamentando derrotas.

Precisamos passar logo pelas fases de negação, acusação dos outros, de nós mesmos, desejo de vingança, de autopiedade, vitimização, raiva

Até chegar, finalmente, à superação e ao aprendizado

Mais fortes, talvez menos crédulos, mais vividos

Mais perto de Deus…

Alda M S Santos

Terapia e florais

TERAPIA E FLORAIS

Meio a contragosto ela observava os peixinhos, respiração acelerada

Aguardando um terapeuta que ouviu mais que falou:

“Você precisa se permitir vivenciar isso, sofrer, chorar”

“Tente não resolver tudo sozinha”

“Você não precisa ser forte todo o tempo”

“Entenda que isso não é real, que passou, que você está bem”

“Segundo Freud, sonhos e pesadelos são modos de se trabalhar no inconsciente o que incomoda no consciente”

“O tempo irá diminuir a intensidade dos pesadelos se trabalhar isso em você”

Ela saiu de lá com uma receita de florais

Para amenizar ansiedade, culpas, medos, traumas, melhorar a qualidade do sono

E um pouco incrédula da eficácia

Mas disposta a tentar amenizar pesadelos massacrantes…

Ocupar corpo e mente e afastar qualquer mal…

Alda M S Santos

Um tempo para nós

UM TEMPO PARA NÓS

Todos precisamos de nossa individualidade,

Um tempo para nós,

Para mergulharmos no silêncio de nós mesmos

Avaliarmos atitudes, sentimentos, posicionamentos,

Fazermos nossas reflexões, questionamentos, redirecionamentos.

Tempo este quase sempre confundido com solidão!

Desses momentos de liberdade conosco

É que surgem as mais preciosas decisões.

Tantas vezes somos companhia para todo mundo

Exceto para nós mesmos!

Quase sempre a mão que nos salva

O coração que nos ampara

A alma que nos acolhe, mesmo sofrida

Vem de dentro de nós mesmos,

De uma nova reorganização.

Nunca devemos recusar ajuda

A começar pela nossa própria!

Alda M S Santos

Preconceitos? Canseira!

PRECONCEITOS? CANSEIRA!
Preconceito hoje em dia virou palavra da moda, aquele que se forma sem fundamento, um pré-conceito, ou seja, formado sem exame crítico e sem conhecer algo do que se examina antes de defini-lo.
Sempre existiram, os mais diversos: de gênero, de opção sexual, de condição financeira, culturais, religiosos, contra os deficientes, de raça…
Hoje em dia, a lei “protege” as vítimas de preconceitos, mas isso, definitivamente, não garante que ele seja eliminado, sequer diminuído.
Os que estão sempre em “alta” são os raciais e os de opção sexual: racismo e homofobia.
A última manchete é: “advogado de 70 anos agride e chama cabeleireira de macaca em BH”.
“Pessoas próximas queriam dar uma surra nele, advogados queriam minimizar o problema.”
Nunca consegui conceber o que leva uma pessoa a julgar a outra inferior por qualquer razão que fosse, mas a questão racial é a mais revoltante e inconcebível.
Acredito ser de uma baixeza profunda: de caráter, de coração, de alma.
Vindo de uma pessoa de boa formação (?), vivida (!), conhecedora das leis terrenas (?) é ainda mais inaceitável.
Muitos diziam: não sabe que é contra a lei?
A questão não é essa! A lei maior não deve ser a dos homens, mas a de Deus: somos todos iguais perante Ele, irmãos entre nós.
Somos um país “liberto” da escravidão há 135 anos, mas continuamos escravizados por pensamentos mesquinhos e desumanos.
Ainda somos “senhores”, “capatazes”, ainda que em nossas veias corra o sangue mestiço de uma raça lutadora e guerreira.
A cada vez que a mídia divulga um caso desses, mais gente se amedronta, outros se revoltam dizendo que “não se pode fazer mais nada que é preconceito”.
Não consideram o quanto nossa dívida histórica com os negros é gigante, vergonhosa.
Enquanto nossa mente for pequena e limitada precisaremos de leis para coibir certas desumanidades.
O preconceito está entranhado em nós e da pior forma, velado.
Quando olharmos para os diferentes de nós e não julgá-los inferiores pelo que quer que seja, poderemos nos ver livres dessas leis.
Enquanto isso, prisão, ônus financeiro, vergonha para quem tiver essas atitudes. É o mínimo!
Alda M S Santos

Valorizando a vida

Setembro Amarelo: quantos indivíduos sabem o que isso quer dizer?

Temos visto divulgados na mídia casos de suicídio que nos alarmam e impressionam. Pais de família que matam esposa e filhos e se matam em seguida, jovens que têm “tudo” e, do nada, tiram a própria vida. Tantas vezes, para nós “normais”, por motivos banais. Os dados são alarmantes. Apenas no Brasil são 32 suicídios por dia, segundo dados do CVV(Centro de Valorização da Vida). Mais que mortes por câncer ou Aids.  

A morte por suicídio tem sido estigmatizada, como foram as mortes por sífilis e Aids. Evita-se falar do assunto. Considera-se fraqueza moral, não doença.

O Setembro Amarelo vem como uma campanha de alerta para salvar as pessoas dessa morte anunciada. 

Ninguém se mata de uma hora para a outra. Essa ideia vem germinando na mente dos indivíduos, crescendo, sendo alimentada, amadurecendo por uns tempos. Podemos ter ao nosso lado, todos os dias, uma bomba relógio, prestes a explodir, e sequer percebermos. 

Num mundo em que parece que temos tudo à mão, acesso às informações, educação, lazer, saúde, recursos materiais, físicos, tecnológicos e terapêuticos, nos falta o principal: o recurso humano. 

Com tantas facilidades conquistadas seria de se esperar que a vida fosse mais valorizada. Mas o tiro tem saído pela culatra. Conquistar e manter certos bens e direitos tem criado dois grandes problemas. Primeiro, é um terreno propício para germinar muitas doenças mentais que levam ao suicídio, como depressão, bipolaridade e dependências químicas. Segundo, cria seres alienados, com viseiras, que olham só para frente e não veem o olhar do ser humano ao seu lado que grita por socorro. Quando vê, ignora, não quer se envolver, não tem tempo, paciência ou habilidade, ou ainda reclama: ” fulano só anda emburrado e de mau humor”. São exatamente esses que ficam mais abismados com tantos casos de suicídio. 

O Setembro Amarelo vem pra cutucar mesmo, provocar, induzir os doentes a buscar ajuda e os saudáveis a oferecê-la. Sem pretensão de querer prever o futuro, uma hora podemos ajudar, noutra podemos precisar de ajuda. Precisamos aprender a identificá-los e ajudá-los. 

Vamos preservar a vida: a nossa, a dos outros. 

Alda M S Santos

Dorme que passa

Sabe quando a gente quer algo, insiste, chora, pede, reza e, nada? Uns até brigam, chantageiam, causam confusões, deprimem. Lembro- me da infância, quando expressávamos alguma vontade mirabolante, para o olhar adulto, ou, simplesmente, uma vontade de brincar na rua e nossos pais diziam, “dorme que passa”. E não é que passava mesmo? Tudo era tão simples! Mesmo que tivéssemos ido dormir chorando, ao amanhecer nem lembrávamos mais.

Não sei se era a cama, a confiança, o carinho recebido. Talvez outros desejos tomassem a frente, ou os “problemas” e desejos fossem mais simples mesmo. Fato é que quase tudo se resolvia depois de uma noite de sono.

Mas a gente cresce. Os desejos e vontades tornam-se grandes também. Tentamos alcançá-los, refletimos, lutamos, buscamos ajuda, rezamos. Muitas vezes, conseguimos, substituímos ou desistimos. E ficamos bem.

O problema se dá quando a vontade insiste, o desejo de obter algo é forte. Pode ser qualquer coisa, material, profissional, pessoal, emocional, não importa. Muitas vezes, insignificante para o outro, mas fundamental para nós. Gostaríamos de ter à mão a eficácia da receita de nossos pais. Dormir e, ao acordar, tudo ter passado.

Tudo isso faz um pouco de sentido. O sono descansa o corpo, acalma a mente, apazigua a alma. Pode não resolver os problemas, tornar reais os sonhos ou realizar os desejos, mas nos torna mais aptos a nos encarar sem eles ou mais fortes para correr atrás do desejado.

Quando estivermos “down”, vamos dormir? Pode ser que passe!

Alda M S Santos

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