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Nas voltas da vida

Borboleta voou

BORBOLETA VOOU

Uma borboleta, linda, suave
Colorida, leve, encantadora
Passou por duras e incompreensíveis penas
Lagarta, casulo, criou asas
Borboleteou por aqui, incansável
Voou amou, flores tocou
Intensa, semeou vida, polinizou
Viveu sua metamorfose, aceitou
Lutou suas batalhas, recuou, avançou
Pediu trégua, venceu…
Ao Criador sempre agradeceu
Enfim, pousou…
Mas toda borboleta sabe que há fases
Logo estará voando do lado de lá
Borboleta tão bela assim de lá irá tudo aqui enfeitar
Saudades imensas no coração deixou
Mas os lugares que aqui voou, pousou, enfeitou
Nunca deixará de estar…
Seu brilho intenso, perfume delicado de flor
Será para todos que ficaram
A prova irrefutável de um grande amor
Vá com Deus, Borboleta
Outras flores precisam de ti…

Alda M S Santos

O dia em que a terra não parou…

O DIA EM QUE A TERRA NÃO PAROU…

Quando não nos posicionamos perante a vida

Quando não escolhemos caminhos ou não fazemos opções

Por inércia, ignorância, covardia, dúvidas ou medos

A vida não deixa de acontecer, o planeta não deixa de girar

A Terra não para pra nos esperar

As pessoas seguem as trilhas que escolheram

A vida se impõe, alguém “escolhe” por nós

E somos “obrigados” a aceitar a escolha de outros que caiu em nosso colo

O caminho a nós imposto, bonito ou feio, plano ou cheio de aclives

Sem nossa análise, avaliação ou aprovação

Delegamos a outros, por inércia ou inaptidão, o controle de nossas vidas

E percebemos que aquele “dia em que a Terra parou”

Existiu apenas na canção, nos sonhos loucos de Raul Seixas

Ela seguiu em ensandecida rotação e translação e fomos lançados fora de órbita

Para um lugar melhor ou pior…

A Terra, indiferente à nossa “preguiça”, continuou a girar…

A Terra continua a girar…

Alda M S Santos

Placas tectônicas

PLACAS TECTÔNICAS
O movimento das placas tectônicas causa graves acidentes na superfície do planeta
Terremotos, maremotos, tsunamis e vulcões assustam
Mas são sinais da vida ativa no interior da Terra
A cada vez que elas se movimentam
Grandes desastres naturais são gerados resultando em morte, terror, destruição
Uma nova posição elas tomam, nova organização se dá: sobrevivência
Quem está melhor preparado sabe o que fazer, como lidar, seleção natural
Nem sempre os mais altos e bonitos edifícios mantém-se de pé
Muitas vezes são os primeiros a ruir e tombar ao chão,levando consigo muitos outros
O que vale é a estrutura firme, a base forte, a flexibilidade das colunas
Desconsiderar a força da vida interna que se rebela e se revela não é sábio
Nos terremotos naturais os sobreviventes conhecem a regra: o tripé da vida
Apoiar-se em algo sólido e firme, abaixar-se, proteger-se
E esperar a lava quente, a fumaça tóxica, os destroços serem levados oceano afora …
Nesse grande planeta azul, somos dele pequenas miniaturas
Onde estamos nos apoiando quando nossas placas tectônicas se movimentam perigosamente?
Alda M S Santos

 

Em letra cursiva

EM LETRA CURSIVA

A vida é tecida em letras cursivas

Sobe, gira, desce, desce mais, faz uma volta

Um laço, um nó, curvas, círculos, segue em frente

Volta, faz um corte aqui, coloca uns pingos acolá

As letras são as mesmas, mas a escolha delas difere

E o modo de traçá-las também.

Infinitas palavras, frases, textos e histórias

Vão sendo compostos com a nossa marca

As nossas digitais, a nossa caligrafia original

Algumas letras são mais caprichadas

Outras até mesmo ilegíveis, até para quem escreve

Uns textos são mais longos, histórias mais complexas

Uns bem simples e fáceis de ler…

O importante é que isso é tarefa intransferível

Nós selecionamos, nós compomos, nós vivemos,

Ainda que o único leitor sejamos nós mesmos…

Alda M S Santos

Best-Seller

BEST-SELLER
Na vida nós escrevemos nosso conto de fadas.
Não há borrachas ou corretivos, não há como “desescrever”.
Apenas viramos a página e escrevemos novo capítulo.
Não há “felizes para sempre”.
Ora somos protagonistas, ora coadjuvantes,
Ora mocinhos, ora bandidos…
Por vezes, é uma comédia romântica, outras um drama,
Pode até se tornar um suspense ou uma tragédia,
Mas somos nós que construímos dia a dia nossa felicidade!
Com o papel, a caneta e a cor que dispomos e escolhemos.
Que seja um best seller!
Alda M S Santos

Milhagem

MILHAGEM
Dúvida: Onde troco minhas milhas de vida?
Existe um programa de milhagem que posso resgatar?
É que já tenho algumas acumuladas e não sei quando expiram.
Posso escolher destino, data, companhias?
Se não for pedir demais, pode ser só de ida?
Alda M S Santos

Não há garantias

NÃO HÁ GARANTIAS

Que a fé não arrefeça

Que o mal desapareça

Que a esperança não desfaleça

Que o amor prevaleça

Não há garantias!

Mas que a vida sempre aconteça,

E a gente se fortaleça!

Alda M S Santos

Nas voltas da vida

 Hoje, numa formação em serviço com um contador de histórias, foi-nos pedido para construir uma árvore da vida. Nela, iríamos escrevendo pessoas que marcaram nossa infância, momentos bons e ruins, pessoas mais importantes, o que gostaríamos de ser ou fazer ainda. 

A árvore tornou-se um breve resumo de nossas vidas. Uns choraram, se emocionaram, se entristeceram ou se alegraram. 

Eu, feliz, percebi que quase não tenho momentos ruins tão marcantes, ou tantas coisas a mudar em mim ou realizar. Mas algo me intrigou. Lembrei das pessoas marcantes. Precisava selecionar três. Obviamente, marido e filhos. Porém, as outras não foram esquecidas. Apenas não foram registradas. 

Pus-me a pensar em todas as pessoas que marcaram minha vida, que eu tinha certeza que ficariam para sempre e não estão mais presentes, exceto por uma doce, terna e até dolorosa lembrança. Os amigos de esconde-esconde da infância, as confidentes para todo o sempre do colégio, o amor platônico, o beneficiário de nosso primeiro beijo, primeiro amor, juras eternas da adolescência… 

Tantos amigos que chegaram, ficaram, nos fizeram felizes por um tempo e se foram nos caminhos nem sempre retos da vida. 

Até hoje pessoas entram e saem de minha vida. Nunca me acostumarei. Não é que não seja agradecida às maravilhosas pessoas que amo, que me amam, que são o alimento diário de minhas alegrias. A questão é que em minha vida caberiam todas aquelas que entraram e se foram.

 A partida de alguém que amamos sempre é dolorosa. Alguns a gente reencontra, outros, talvez noutro plano. Porém, em mim, estão guardadas no coração. Remexer lá é doloroso, mas prazeroso. Cada qual tem seu lugar. Todas são insubstituíveis! 

A roda da vida está sempre girando. Trazendo e levando pessoas que foram ativas e importantes, que amamos. Só não há jeito para a morte. Penso que Deus as mandou para nós e nós para elas com um propósito. Se elas se foram é porque já o cumpriram. 

Como humanos emocionais resta-nos lembrar e reviver, ou esperar que nesse vai e vem da vida elas retornem e que a gente possa ser novamente feliz. 

Alda M S Santos

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