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Eu amo você

Quando tive saudades

QUANDO TIVE SAUDADES

Quando tive saudades, teu canto ficou mais harmônico e doce…
Quando tive saudades, teu cheiro foi mais forte e inebriante…
Quando tive saudades, teu gosto foi mais saboroso e suave.
Quando tive saudades, teu toque foi mais aveludado e macio.
Quando tive saudades, a beleza que emanas foi mais encantadora…
Quando tive saudades, com sentidos potencializados,
Eu a matei!
Alda M S Santos

Quando o amor não é o bastante

QUANDO O AMOR NÃO É O BASTANTE

Quando vemos tantas pessoas que amam e, ainda assim, sofrem, podemos chegar a uma difícil conclusão: o amor é supervalorizado.

Vejamos uma mãe que luta dia após dia por um filho dependente químico, que o ama, acredita, investe, recomeça incansavelmente e, ainda assim, ele retorna ao vício, maltrata-a, maltrata-se. O amor dela se mantém, porém, nem sempre alcança seu objetivo.

O amor de um filho pelos pais que o ignoram, que não assumiram a função tão sublime recebida de Deus, deixando-os crescer à própria sorte. Mesmo assim, tantos filhos tentam, pelo amor, tirar os pais de vidas desregradas e infelizes.

Uma esposa que, independente dos adjetivos que receba de todos, insiste no amor ao marido que em nada a dignifica, que trai, que ofende física e psicologicamente, que não a completa, ou em nada ajuda relacionado aos filhos, ao lar ou à família.

Uma pessoa que trabalhe num asilo, que dedique seus dias a dar amor, atenção, carinho, e só vê simples rasgos de brilho naqueles olhos cansados e nebulosos pela tristeza do abandono.

Finalmente, talvez o maior de todos, alguém que ame outro alguém, romanticamente, e espera que esse amor seja o bastante para fazê-los estar juntos, porém, não é o que acontece. Muitas vezes não há reciprocidade, noutras há empecilhos diversos que impedem a aproximação. Tantas vezes o momento não é o adequado, ou a distância, a saúde, as famílias, o trabalho…

Certo é que o que mais vemos, até mais que amores plenos, são amores frustrados. Será que isso acontece porque supervalorizamos o amor, ou porque esperamos que ele faça milagres?

Avaliando essas situações chego a três conclusões.

Primeiro, o amor não poderia resolver tudo sozinho. Não salva um filho das drogas, os pais da infelicidade, os idosos do abandono, a esposa amargurada ou os amantes frustrados.

Segundo, o amor faz, sim, muitos milagres. O filho drogado, os pais desregrados, os idosos abandonados, os amantes, todos estariam muito piores se não fosse o amor que recebem, sentem ou distribuem.

E terceiro, quem recebe amor é privilegiado, mas quem é capaz de senti-lo ou doá-lo é quem sai no lucro, verdadeiramente. Pode até não obter grandes resultados, pois depende de vários sentimentos que estão no outro, dos quais não tem controle, mas impede que a situação do outro seja ainda pior.

Há também muitos que se salvaram com o amor recebido; pais, filhos, cônjuges, idosos, amantes. O amor é incansável!

Jesus sempre pregou o amor acima de tudo. Sempre sofreu e deu o máximo do amor por nós: Sua Vida.

O amor que se doa sempre retorna em dobro. Coração que ama está sempre cheio, vivo, vibrante, ainda que seja de lágrimas ou saudades.

Supervalorizar o amor pode parecer ingênuo, porém, subestimar sua força e seu poder certamente não é muito inteligente!

Alda M S Santos

Mais no meu blog http://www.vidaintensavida.wordpress.com

Trocas

O que nos torna humanos? 

Observando o corre-corre da vida diária, seja na rua, na família, no trabalho, nos jornais ou na TV, ninguém seria capaz de negar o quanto as desigualdades são inúmeras. Vemos pessoas diferentes: altas, baixas, gordas, magras, brancas ou negras, entre outras. Possuem em comum o fato de serem seres humanos. Isso deveria, a princípio, dar a elas as mesmas condições de evolução física, psicológica, espiritual ou material. Na prática não é o que acontece. O que determina que algumas pessoas tenham mais habilidades, dons e capacidade de conquistas que outras? Veio em seu DNA? Recebeu de Deus? Foi desenvolvido? 

Se veio no DNA, não escolhemos. Se recebemos de Deus, qual seria o critério por Ele utilizado para fazer tal distribuição, considerando-O um Deus de amor? Se é desenvolvido pelas pessoas, seria a partir de que base? 

Sabemos que, via de regra, as pessoas com saúde física e mental, espiritualizadas e com algumas conquistas emocionais e materiais são mais felizes. Enfrentam com mais recursos as adversidades que se apresentam. Delas poderia ser “cobrada” uma atitude mais positiva perante a vida.

Mas, e aquelas que desde o nascimento já são acometidas pelos problemas: miséria física, material, emocional, espiritual? Vêm de um lar onde reina a pobreza extrema, em todos os aspectos da vida humana? Falta-lhes alimento para o corpo e para a alma. Seria justo que se cobrasse delas, com o mesmo rigor, a mesma evolução das demais? 

Há aqueles que acreditam que somos um mesmo espírito vivendo em vários corpos, várias vidas, e que estaríamos, de acordo com a evolução de cada um, resgatando dívidas passadas, daí viriam as diferenças. Cada religião explicaria de uma forma diferente as desigualdades. Certo é que quem professa uma fé, conforma-se melhor com a própria situação e é até feliz.

Religiões à parte, o que temos pra lidar são as desigualdades que batem às nossas portas, invadem nossas casas, corpos e mentes de todas as maneiras. Independente de qual seja a causa das diferenças, podemos minimizá-las. Seja qual for a situação em que nos encontremos, sempre haverá alguém melhor ou pior que nós, que tem mais ou que tem menos, que pode mais ou que pode menos. 

Cabe a nós, então, manter os olhos em trânsito: lá na frente, para crescermos sempre, lá atrás, para oferecer a mão a quem tem menos.

Se a humanidade que nos faz uma espécie única não for o bastante para ajudar, usando de tudo que possuímos, material, mental ou espiritual, que independente de religião, possamos nos lembrar que: ” A quem muito foi dado, muito será exigido; e a quem muito foi confiado, muito mais será pedido”.(Lucas, 12-48)

Que possamos crescer em nossa humanidade, sempre. 

Alda M S Santos 

Anjos

Bom dia!

Eu amo você!

Eu amo: Uma expressão tão bonita, mas tão indevidamente utilizada que tem se tornado sem sentido, descartável, desvalorizada. Tornou-se corriqueira, trivial. Eu amo dormir, amo viajar, amo pizza, amo ginástica, amo vinho, amo dançar, amo Denzel Washington e amo você! Será que poderíamos colocá-los assim, no mesmo grau de importância? 

Para mim, coisas e situações a gente gosta. Pessoas a gente ama. E não são todas também não. Algumas a gente apenas gosta, aprecia, outras nem isso, são indiferentes ou até desgostamos. 

Nesse caso não sei se Denzel Washington seria pessoa ou coisa! 

Já parou para pensar a quantas pessoas poderíamos verdadeiramente dizer “eu amo você”? Confesso, já disse que amo, quando deveria dizer que gosto, para coisas, tipo amo aquele livro ou filme. Mas nunca disse que amo para uma pessoa sem verdadeiramente amá-la. 

Como saber se realmente amamos alguém? Claro, tem aquelas máximas: quando ela está sempre no nosso pensamento, viver sem ela é um tormento, a distância machuca e a presença torna tudo brilhante, queremos contar tudo pra ela, precisamos que nos conte sobre si, necessitamos fazer parte de sua vida, a urgência de tocar e ser tocado é grande… Esse “amor” mais passional, que quase todos conhecem, pode até nem ser amor, só o tempo é capaz de dizer. 

Às pessoas que eu amo, sempre tenho necessidade de dizer que amo, mesmo que não consiga! Apenas um bate-papo, um encontro, um alô, sempre têm que terminar com um “eu te amo”, “Deus te abençoe”, “se cuida”. Se isso não for feito, fica faltando algo. A elas desejamos o melhor, lutamos por sua vida, caminhamos juntos. São aquelas que nos despertam sorrisos facilmente, sentimos aquele bem-estar só de estar em sua presença. Mas também são as capazes de provocar as dores mais profundas, de nos arrancar lágrimas. Quando o mal as atinge é como se atingisse a nós mesmos. Quando nos magoam, dói, sofremos. E fazemos por elas coisas inimagináveis. 

Esse, de certa forma, é um amor condicionado à reciprocidade. É preciso retorno para se manter. Pode haver entre pessoas próximas ou distantes, mas precisa de alimento. 

Há ainda o amor soberano, o amor incondicional, aquele que não espera nada em troca, nem perfeição, nem reciprocidade. Aquele que Jesus tem por nós. O amor que nos permite dar a vida pelo outro. Literalmente, morrer no lugar do outro, se preciso for, ou não, apenas dando tudo que temos de melhor. 

 Nós, humanos, somos capazes de sentir tal amor? Se o verdadeiro amor fosse apenas esse, a quantas pessoas poderíamos dizer realmente, sem exageros, “amo você”?

Independente disso, somos humanos, falhos, e o amor que somos capazes de sentir não deve ser escondido ou aprisionado. Se sentimos que amamos de verdade, devemos dizê-lo. 

Ah, e Denzel Washington é uma pessoa que gosto!  

A vocês que eu amo, certamente sabem, pois digo sempre: eu amo vocês! 

E você, já disse a alguém hoje “eu amo você”?

Alda M S Santos

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