PURO ENCANTO
O galho, frágil ainda, quebrou
Tombou, ficou ali dependurado
Carregando na ponta um botão fechado, interrompido
Os espinhos não a protegeram
A violência venceu a fragilidade
Bem que tentou manter-se de pé, mas em vão
E ali ficou, lutando para sobreviver, desabrochar
Usando de energia reserva
Buscando a luz, a vontade de viver
Enfim, numa bela manhã
Abriu-se para a vida, para o amanhecer
Com perfume, cor, encanto
Ressurgiu, renasceu
E embelezou a vida no seu entorno
Só secou, morreu, se entregou, depois de cumprir seu papel
De fazer deste um mundo mais belo
Linda roseira minha…
Alda M S Santos
Deixe um comentário