Busca

vidaintensavida.com

poemas e reflexões da vida cotidiana

Categoria

mar

Princesa

PRINCESA

Um nome dado a um pequeno barco
Princesa… estimulante, quem será ela?
Lanchas, iates, barcos à vela
Todos carregam o nome dela

Uma inspiração, natureza bela
Uma musa a inspirar o pescador
Barco é parte deles, quase sua costela
Elas também o são, homenagem singela

Mar; barco, peixe, pescador, magia
Ali há encanto, juntos são poesia
Ao vento, motor, remos ou vela há harmonia
O amor se faz ali sob o Sol,. entrega e sintonia

Princesa… quem será essa musa bela
Será uma menina, uma mulher, uma donzela?
Sei que é lindo inspirar docemente uma alma
E ganhar assim seu coração por tabela

Alda M S Santos

O mar sentiu minha falta

O MAR SENTIU MINHA FALTA

O mar me faz muita falta
Mas também faço falta para o mar
Somos complementares, somos ondas a balançar
Ora em baixa ou alta maré
Somos natureza viva, persistente, insistente
Mantendo nossa essência sem nunca perder a fé
A beleza superficial de suas verdes águas
Sob um céu de intenso azul
Areia branca, Sol que aquece de norte a sul
Nem sempre permite ver a riqueza de sua profundidade
Da vida que carrega em si, basta mergulhar
Para poder divagar, apreciar
Lá, cá, em mim, em você, e começar a viajar
Até não querer mais voltar…

Alda M S Santos

O mar e ela

O MAR E ELA
Parece o tempo todo em ebulição
Faz barulho, movimenta-se continuamente
Ora ritmadamente, ora em confuso compasso
Às vezes parece que para, silencia
Mas está apenas a buscar mais energia do fundo
Não se aquieta, borbulha, ferve
Espuma, transborda, encanta-se
E se desmancha na areia…
O mar ou ela?
Ah, tanto faz! São a mesma coisa…
O mar e ela…
Alda M S Santos

Não dê as costas


NÃO DÊ AS COSTAS

Não dê as costas para o mar
Ele pode te surpreender, te derrubar

Não dê as costas para as oportunidades
Elas se vão quando chega a idade

Não dê as costas para seu irmão
A bondade é uma virtude do coração

Não dê as costas para uma verdadeira amizade
É ela que te salva quando tudo parece maldade

Não dê as costas para sua família
Ela é presente de Deus que em ti confia

Não dê as costas para o amor
Sem ele nessa vida nada tem valor

Não dê as costas para Deus
Ele sabe bem todas as necessidades dos seus

Não dê as costas para si mesmo, não se perca, seja acessível
Pois tudo de mais belo e intenso precisa de você para se tornar possível

Alda M S Santos

De frente para o mar

DE FRENTE PARA O MAR

Não importa onde se esteja
Ali, pensamento fica cheio de atitude
Frente a ele tudo é de intensa beleza
Perdidos ficamos diante de sua magnitude

Não precisa haver sereia
Ele já tem seu próprio encanto
Num barco, na água ou na areia
Somos invadidos por seu canto

Em águas suaves ou bem revoltas
O mar parece nos chamar, hipnotizar
Dá para seguir, não mais voltar

Que há nesse misterioso lugar
Que não se cansa de enfeitiçar
E a todos nós querer levar?

Alda M S Santos

Somos água, somos ilha

SOMOS ÁGUA, SOMOS ILHA
Água, sempre água, por todos os lados
Corrente, fluida, represada,
Doce, sobre pedras, oceânicas, salgadas
Na garganta, escorrendo dos olhos
Em nosso entorno, sobre ou sob nós
Não importa, todas têm seu ciclo
Sobe e desce, evapora, “some”, condensa
Mas sempre volta, ora calma, ora bravia
Ensinando a viver essa magia
A superarmos os momentos letargia
Com calma, alegria, sem muito nos preocupar
A circularidade da água é prova dos ciclos vitais
Somos água, somos ilha, somos ciclo
Somos poesia…
Alda M S Santos

Sobre o mar

SOBRE O MAR
Um grande hotel sobre águas salobras
Vários andares em direção ao céu
Luxo em cada detalhe, luz, brilho e cor
Parque aquático, restaurantes, cassinos
Shows, espetáculos, teatros e festas
Vivendo dias e noites de esplendor
Tudo para diversão, descanso e lazer
Mas tudo isso está navegando
Flutuando sobre águas, um leve balançar
O mar lá embaixo em movimento
Quase não dá para acreditar
Mas a cidade vai ficando para trás
E o navio MSC segue seu rumo
E a gente por aqui mantendo nosso prumo
Tentando não nos perder nesse convés
Entre tanto sobe e desce, ir e vir
Costurando a vida em doce e colorido viés
Alda M S Santos

Além do mar

ALÉM DO MAR

Estou aqui na terra a levitar
Ora pés e mente no chão
Ora coração a divagar
O que haverá do outro lado do mar?

Gostaria de saber, de atravessar além do mar
Buscar o final da linha do horizonte
E com o pote de ouro do arco-íris me encontrar
Será que há para lá uma ponte?

Um dia Alguém andou sobre as águas
Para fazermos o mesmo a fé nos bastaria
Mas somos muito incrédulos, não garantimos a travessia

Ainda hei de atravessar essa ponte
Algo de muito belo e mágico irei encontrar
Busco a magia daqui enquanto aguardo essa hora chegar

Alda M S Santos

Quero um mar

QUERO UM MAR

Quero um mar de ondas calmas, areia molhada

Espirrando na minha pela nua, arrepiada

Quero um mar de vastos caminhos

A me levar com doçura e carinho

Quero um mar de brisa suave e refrescante

A tornar meus cabelos rebeldes, esvoaçantes

Quero um mar de vento forte o bastante

Para levar o que machuca para bem distante

Quero um mar de possibilidades e encantos

Um mar de pura alegria, sem qualquer pranto

Quero um mar, quero amar, sem machucar

Sem amargura, sem tontura, sem frescura

Quero um mar, um amar que a alma cura…

Alda M S Santos

Vivendo do mar

VIVENDO DO MAR

Para uns a diversão, lazer, contemplação

Para outros o trabalho, a lida, o ganha-pão

Seja no pescado em alto-mar

Ou nas atividades à beira-mar

Muitos fazem dali seu dia a dia, seu lugar

Nativos já conhecem sua impar linguagem

Quando está bravo, de ressaca, qual sua mensagem

Quando a maré vai subir ou baixar

Se vai chover ou o quanto irá ventar

Sabem direitinho até onde se pode brincar

Respeitam a natureza, de onde vem seu sustento

A pele já castigada pelo sol, são gratos a todo momento

Turistas vêm para passear, conhecer, se apaixonar

Pela cultura, encantos naturais, querem fundo mergulhar

Se gostarem certamente irão voltar

Talvez até venham a fazer dali o seu novo lar

Bom mesmo é que nativos e turistas

Saibam cuidar, amar, preservar

Esses maravilhosos encantos que a Criação veio nos presentear…

Alda M S Santos

Mundo encantado

MUNDO ENCANTADO

À beira-mar ela segue seu caminhar

Cabelos ao vento, onda que é música no pensamento

Nada há melhor ali que na areia andar descalça

Sol que aquece, que é luz, que abraça

Segue chutando as águas, maré baixa, praia vazia

Parece outro mundo, foi transportada, pura magia

Quer seguir caminhando, nunca parar

Será onde depois da curva vai dar?

O desejo é de apenas seguir em frente

Afastar qualquer angústia ou medo da mente

Ir até um mundo encantado, magicamente habitado

Fadas, bruxas, duendes, sereias, anjos, enfim

Que digam “tá tudo bem, venha para junto de mim”

E ali eu me sentiria voltando para casa

Finalmente, sentaria e descansaria as asas…

Quer ir comigo?

Alda M S Santos

Tão doce mar…

TÃO DOCE MAR…

Parece impossível acreditar que tanta imensidão de água

De sal, de areia, de rocha, sol e ar

Nos atinja tão fundo, nos leve a divagar

E possa ser tão doce a nosso olhar

Tão profundo, mas nos traz tanta leveza

Tão indecifrável, nos permite questionar

Encantados diante de tanta beleza

Como podemos não fazer parte desse lugar?

Se um dia eu me perder

Quero aqui me encontrar

Tenho absoluta certeza

Que diante do mar irei me achar…

Alda M S Santos

Como pode?

COMO PODE?

Como pode alguém diante de tanta beleza viver

E não estar aqui todos os dias

Por pura diversão ou prazer?

Como pode ouvir esse som que inebria

Que acalma, que acaricia

E não abusar dessa magia?

Como pode diante de tão vasto e lindo mar

De uma praia que traz brisa e calor

Não se entregar a tanto esplendor?

Como pode nessas margens, caminhar

Sob árvores, na água ou na calçada se aboletar

E não se aninhar num canto e sonhar?

Como pode?

Alda M S Santos

Nunca, nunca!

NUNCA, NUNCA!

Nunca, nunca vou me cansar

De admirar, de longe olhar

De descalça caminhar…

Nunca, nunca vou perder

O desejo de ali ficar

Das águas chutar, de bem fundo mergulhar…

Nunca, nunca vou desistir

De um dia bem perto morar

E todas as manhãs ali ver o sol despontar

Nunca, nunca vou desanimar

Quero poder ir até o horizonte

Até onde o sol se encontra com o mar

E ali me perder, ou me achar…

Nunca, nunca!

Alda M S Santos

Oi, mar!

OI, MAR!

Oi, mar, eu voltei

Como prometi aqui estou

Você, como tem passado?

Senti falta de estar ao seu lado

Oi, mar, quero de novo me achegar

Você permite que eu me aproxime

E venha em suas águas me banhar?

Oi, mar, não preciso muito para ser feliz

Saúde, família, Deus, amigos podem bastar

Ser também da vida eterna aprendiz

E ter alguém a quem (a)mar

Oi, mar, você já deve saber

Que o amor não tem lugar

Mas certamente tem ciência

Que não há melhor lugar que você

Para aqueles que desejam a(mar)…

Eu te amooooooo!

Alda M S Santos

Oceano

OCEANO

Ora calmo, ora tempestuoso

Leves ondas, ressaca brava, tormenta

Nossas vidas como oceano perigoso

Tem céu claro e também nebuloso

Ora teremos que fundo mergulhar

Ora precisaremos saltar

Noutras vezes o jeito é resistir, esperar

Só não podemos desistir, desanimar

Há piratas saqueadores a enfrentar

Mas também navios valentes a nos salvar

Muitas vezes na superfície boiar para não cansar

Ou apenas esperar e confiar

A calmaria passa, a tempestade também

O segredo está em aproveitar o que de bom cada uma tem

Porque sempre têm algo a nos dizer

É só chega do outro lado quem soube com o viver, aprender…

Alda M S Santos

Fascinação

FASCINAÇÃO

Não há fascínio tão grande

Quanto aquele diante do mar

Tanto faz se é a primeira

A segunda ou a vigésima vez a olhar

Um mundo de mistérios que amedronta e encanta

Beleza que se move, aquieta, envolvente

Dispara o coração, aciona a imaginação

E nos atrai para si, lentamente

Águas calmas ou revoltas

Numa dança contínua e sensual, cativante

Vai e volta, canta, silencia, conquista

Aos nossos pés repousa, apaixonante…

Entregues ficamos

Fascinante…

Alda M S Santos

(A)mar cura toda amargura

(A)MAR CURA TODA AMARGURA

A ciência comprova que praia cura muitos males

Inúmeros!

O sorriso no rosto corrobora a ciência

Pelo simples fato de estar ali, independente de toda a química envolvida

Banhar-se naquelas águas salgadas

Sentir o sol, a brisa, a areia, a maresia é rejuvenescedor…

Mas cura mesmo é porque deixa a mente menos carregada

O coração mais leve, mais cheio de saudade boa

A vida mais suave…

Dizem que é de graça

Não é bem assim!

Chegar até ele e se manter ali tem um preço

Mas vale a pena ser pago…

Saber se livrar do negativo exige uma certa habilidade

Para conectar-nos com nossa mais rica natureza

Venham todos!

Há mar!

Amar cura todo o tipo de amargura!

Alda M S Santos

O mar e ela

O MAR E ELA

Parece o tempo todo em ebulição

Faz barulho, movimenta-se continuamente

Ora ritmadamente, ora em confuso compasso

Às vezes parece que para, silencia

Mas está apenas a buscar mais energia do fundo

Não se aquieta, borbulha, ferve

Espuma, transborda, encanta-se

E se desmancha na areia…

O mar ou ela?

Ah, tanto faz! São a mesma coisa…

O mar e ela…

Alda M S Santos

Sobre as águas

SOBRE AS ÁGUAS

Queria ser capaz de correr sobre as águas

Com toda a confiança de nunca afundar

Até chegar do outro lado do horizonte

Onde o mar se encontra com o céu

Ou sobrevoar as águas tal qual pássaro

E mergulhar vez ou outra em busca de um peixe

Num barco também não seria nada mal

Numa maré baixa deixar-me levar

Debruçar sobre ele e jogar água para todos os lados

Sei lá!

Sinto uma atração irresistível pela água

Uma atração que causa-me medo e prazer

Parece que ela me chama todo o tempo

Será que se eu atendesse esse chamado seria capaz de voltar?

Conseguiria? Quereria?

Daqui fico a observar, a sonhar, a imaginar

Com os pezinhos na areia

Na beira do mar…

Alda M S Santos

Além do horizonte

ALÉM DO HORIZONTE

Além do horizonte tudo parece mais belo

Mesmo que inalcançável, inatingível

Ainda que fique apenas no mundo das ideias

Pode ser atrás de uma densa mata

Além do mar, no alto de uma montanha

Sentindo o doce cheiro de natureza

A terra úmida, a areia quente, a clorofila ou a maresia

Levando-nos ao nosso estado humano natural

Apesar de estarmos meio desconectados do todo

Respiramos profundamente, mergulhamos fundo nessa imagem

Aquela que nos instiga a alçar voo

Ainda que seja apenas nas asas da imaginação…

Vamos?

Alda M S Santos

Pura sedução

PURA SEDUÇÃO

Ele vai, ele vem

Infinitamente, lindamente

Ora mais calmo, ora mais revolto

Leva o que encontra na areia da praia

O que em suas águas salgadas se dilui

Ou que serve de alimento a quem faz de suas águas seu habitat

Por lá se mistura, fica, se esvai …

O que faz mal ou é inútil ele devolve

Não quer para si…

Mar que recebe, atrai, absorve nosso olhar

Seduz-nos com seu encanto molhado, com seu canto ritmado

Olhar que grita silêncios que mais ninguém ouve

Silêncios que mais ninguém entende

Nossos pensamentos, nossos sentimentos ele escuta

Faz com eles uma bela sinfonia marítima

Por vezes transforma-os numa intensa e constante maresia

Noutras numa grande ressaca viciante

Mas ninguém passa incólume pelo mar…

Difícil é resistir ao desejo de ali ficar…

Pura sedução!

Alda M S Santos

Sempre mais divertido

SEMPRE MAIS DIVERTIDO

Há coisas que nunca mudam

Crianças são sempre crianças

De ontem, de hoje, de amanhã

Em todo e qualquer lugar…

Na praia querem fazer castelo de areia

Querem construir piscininhas de água do mar

Querem fazer barreiras de contenção

Sem necessidade de qualquer sofisticação

Outra criança que chega logo é um amiguinho

Usam brinquedos plásticos tanto quanto embalagens descartáveis

Ou somente as mãozinhas e a imaginação

E logo, logo um castelo está formado

Uma piscina para se divertir,

Uma barreira de contenção para se proteger

Para cedo ou tarde ser derrubada

Pelas águas nervosas do mar…

Crianças sabem sem precisar ensinar, sem grandes explicações

Que ter amigos para brincar é sempre mais divertido

Mostram-nos que de nada vale ter com o que brincar

Se não tiver com quem brincar…

Porque quando as águas da vida derrubam nossas barreiras de contenção

Destroem nossos castelos de areia

E nos deixam afogar em nossas “piscininhas” salgadas

São os amigos que nos ajudam a reconstruí-los, a sobreviver…

Alda M S Santos

A primeira vez

A PRIMEIRA VEZ

Minha primeira vez foi aos 21 anos num único fim de semana

Apaixonei-me perdida e irremediavelmente

Será que meu olhar foi assim tão belo

De prazer, êxtase, encanto, espanto, admiração?

Dois anos mais tarde eu o apresentei ao meu marido na lua de mel

Extasiante!

Seis anos depois foi a vez dos nossos filhos conhecê-lo

Mistura de expectativa, satisfação, aventura e um leve medo

Diante de tão extensa maravilha…

E muitas outras vezes vieram, muitas alegrias nele vividas…

Agora eu o apresento ao meu pai e me pergunto:

Como pôde ter se negado esse prazer até os 75 anos de vida?

Água, areia, sal, força, tudo impressionando…

Mas nunca é tarde para aqui chegar

Para conhecer o mar, esse oceano de lindas possibilidades …

Oh mar! Saudades de você!

Como na primeira vez, cá estou eu novamente

A paixão cresceu, amadureceu e se transformou num amor eterno…

Alda M S Santos

Aqua(Rio)

AQUA(RIO)

Quando pensamos que toda essa beleza que é uma região de praia

Grande extensão de areia para caminhadas à beira-mar…

Originaram-se de algo que se desfez

Da ação de ventos e chuvas sobre as rochas

Que foram se desprendendo em inúmeros pedacinhos

E, com o tempo, aos poucos, desgastes sucessivos

Acrescentando fragmentos de conchas e carapaças de animais

Juntaram-se até formar aquela areia fofinha…

Aquela imensidão que é o oceano que a gente vê

E toda a vida que existe ali embaixo que a gente não vê

Que desconhecemos e nem sempre respeitamos…

É a natureza nos ensinando que tudo se transforma

Que o que pode nos parecer ser o fim, perda irreparável

É apenas uma transformação

O início de algo maravilhoso e ímpar

Que não existiria sem as “perdas” sofridas

Que tantas vezes só lamentamos…

Alda M S Santos

#aquario

Alda M S Santos

Ela caminha

ELA CAMINHA
À beira-mar ela caminha
Olha longe no horizonte
Sempre gostou muito de caminhadas
Nas avenidas, nas estradinhas de terra
Na beira de um rio, nas matas, montanhas…
O corpo é exigido, a mente trabalha, vai relaxando
A alma se abastece de belezas, de levezas
Busca um veleiro que navega sozinho ao longe
Quem estará ali? Será feliz?
Uma gaivota que mergulha atrás de alimento
Uma lancha de transporte de aluguel num cais improvisado
O vento desarruma seu cabelo, arranca o chapéu
Levanta sua saída de praia, refresca a alma
As ondas quebram a seus pés espumando e se recolhem de volta ao mar
“Tragam coisas boas, levem as ruins”, ela profetiza
Chuta a água, chuta os problemas, inspira e expira fundo
Sente os músculos sendo exigidos
Tensão, relaxamento, prazer…
Vê uma família de golfinhos nadando despreocupada
Um casal enamorado se exercita debaixo de um coqueiro
Como seria morar ali?
O encanto seria o mesmo?
Faria essa caminhada diária?
E ela segue…
Caminhando, chutando a água, refletindo
Sugando da natureza tudo que consegue de maravilhoso
Aprende com ela, seu ir e vir constante…
Enchendo-se de coisas boas, esvaziando-se do que faz mal…
Ela caminha…
Alda M S Santos 

Onde há mar

ONDE HÁ MAR

Onde há mar, amar é fácil

Os sonhos são leves e a realidade vem em ondas calmas

Ou se vier forte e derrubar nossos castelos

Achamos divertido e construímos de novo

Onde há mar, amar é fácil

Se a maré ficar alta, mesmo havendo ressacas

Lembramos apenas das calmarias

Onde há mar, amar é fácil

Mesmo “temperados” com tanto sal

As doçuras de cada um se sobressaem

Onde há mar, amar é fácil

À beira d’água qualquer caminho é leve e suave

E, se o cansaço chegar, um mergulho relaxante é o suficiente para se renovar

Onde há mar, amar é fácil

Debaixo de um céu tão intenso e tão azul

Nossas nuvens cinzentas ficam envergonhadas e se recolhem

Fazer amor é deliciosa e sutil consequência

Onde há mar, amar é fácil

Ainda que as águas estejam geladas

Mergulhamos fundo, saltamos ondas, lavamos a alma

Onde há mar, amar é fácil

Faça sol ou faça chuva,

O calor vem de dentro de nós

Onde há mar, amar é fácil

Mesmo nas noites escuras, sentimos sua força, podemos ouvir seu chamado

Onde há mar, amar é fácil

Desde que tenhamos decidido à priori que seria assim

Que o amor seria prioridade…

Alda M S Santos

Mar aberto

MAR ABERTO

Em mar aberto, água em movimento lento e sensual por todos os lados

Céu azul abrigando asas fortes de pássaros a plainar, certos de sua beleza e liberdade

Ou de vento forte a nos dar a sensação de paz, cabelos aos vento

Sol a aquecer a pele, o balanço calmante da lancha

A rasgar as águas velozmente em busca de uma ilha

Sob nós, nas águas verdes e convidativas, peixes e toda espécie marinha

Cercados de vida por todos os lados

Seguimos, cada qual no seu habitat

Sentindo sua força e fragilidade

Vidas fortes e seguras em seus espaços

Vidas frágeis e em risco se tiradas dali

Peixes fora da água, pássaros fora do céu,

São como humanos fora do chão, coração vazio

Bastaria um mergulho na direção errada

Do pássaro, do peixe ou do homem

Para tudo se acabar

Flertamos com a morte todo o tempo

Só não podemos nos deixar atrair pelo desconhecido

Só não podemos nos apaixonar…

Em mar aberto, ou em qualquer lugar

Sempre de coração aberto para a vida…

Alda M S Santos

E ela espera…

E ELA ESPERA…
É cedo, ele parte, vai se afastando, diminuindo até desaparecer
E ela senta, espera, confia…
Não sabe quando volta, ou o que enfrentará pela frente
Mas ela espera, confia…
Mar revolto, águas ora calmas, ora traiçoeiras, tempestades
E ela espera, confia…
Vai leve, sem carga, proa vazia, tripulação preciosa, coração abastecido
E ela espera, confia…
Saudades lá, saudades cá…
Aumentam na mesma medida da carga abastecida
E eles esperam, confiam na certeza do reencontro
O transporte, a carga, já não são tão preciosos
A distância dói, corações de marinheiros, cheios de ausências…
Pescadores de saudades…
Eles esperam, confiam
E ela fica ali, vivendo ora de esperanças, ora de saudades
Ainda que o coração balance mais que aquele barco,
Com o olhar tão salgado quanto o mar
Sempre ao longe, a encurtar distâncias…
Alda M S Santos

Tempestades

TEMPESTADES

Ainda que nosso céu pareça claro

Azul, brisa suave, águas limpas

Tempestades podem se aproximar, molhar tudo

Lançar raios e trovões sobre nossas paredes internas

Vendavais de areia cegar nosso olhar

Balançar nossa estrutura, nos lançar contra as pedras…

Fugir delas nem sempre é possível

Encarar, absorver o que der, abstrair-se do que for possível

Esperá-la passar, sempre passa!

E receber de braços abertos novo céu azul…

Alda M S Santos

Nas ondas

NAS ONDAS

Num ir e vir infinito

Ora calmas, ora bravias

Sempre em movimento, barulhentas

As ondas acalmam, relaxam

Encantam, amedrontam…

Deixam ir o que incomoda, levam pra longe

Trazem de volta o que alegra, o que faz bem

Vão e vêm, vão e vêm…

Hipnotizam …

Quem sabe num desses ires e vires

Não trazem de volta um pedaço de nós perdido por aí?

Alda M S Santos

Blog no WordPress.com.

Acima ↑