EM PRETO E BRANCO
Muitas vezes sou cor, multicor, sou arco-íris
Noutras sou preto e branco
Nuances de cinza, em sombras
Há quem me veja só em cores
Brilho, sorrisos, flores e amores
E me ignore quando preto e branco
Quando saudade, dor, lágrimas e apatia
Sou assim, essa mistura, essa aquarela, essa energia
Mas nenhum arco-íris surge antes da tempestade
Sem a chuva, o cinza , o medo não há magia
Só merece o brilho e intensidade das cores do arco-íris
Quem soube aceitar, lidar com o cinza, ser sintonia
Das próprias tempestades e ventanias
E não fugiu dos vendavais dos outros
Soube ser cais, ser porto
Daqueles que fazem nosso clima mais ameno
Em qualquer tempo, cor ou intempérie…
Como você se vê, me vê?
Alda M S Santos