DESCULPE-ME
Desculpe-me pelas vezes em que não te ouvi
Por aquelas que fingi nada sentir
Desculpe-me pelas vezes que te fiz sofrer, chorar
E num pranto sentido mergulhar
Desculpe-me pelas vezes em que seu jeito desrespeitei
E fiquei perdida, desesperei
Desculpe-me por tentar fazer de ti o que não és
Para agradar aos outros, em tanto revés
Desculpe-me pelas vezes em que fui tão coração
E te magoei sem razão
Desculpe-me pelas vezes que, afoita,
Não te dei tempo para se recolher, repensar
Desculpe-me pelas vezes em que não vivi
Por medo insano de viver, quase morri
Desculpe-me, meu interior,
O lado mais verdadeiro de mim
Pelas vezes em que fingi não estar a fim
Desculpe-me pelas vezes em que errei
E quase joguei fora a chance de viver, não perdoei
Felizmente, aprendi, enfim
O que sou é o que há de mais belo e real para mim
E, antes de qualquer um, devo a mim mesma perdoar, amar
Até quando for permitido juntas este caminho atravessar…
Desculpe-me!
Alda M S Santos
Deixe um comentário