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Os outros e nos

OS OUTROS E NÓS

Quando fazer-se bem passa, necessariamente,

Pelo fazer bem ao outro

Quando encontrar-se passa, obrigatoriamente,

Pelo caminho que atravessa o coração do outro

Quando acender a luz no olhar de alguém

É o modo mais eficaz de refleti-la em nós mesmos

Quando dar colo a quem dele precisa

É um modo de encontrar um ombro para descansar

Quando ser o motivo do sorriso de alguém

Torna-se o lenço capaz de enxugar nossas lágrimas

Quando direcionar nossa vida ao outro

É a maneira mais paradoxal de valorizar nossa própria vida!

Alda M S Santos

#carinhologos

Arte de viver

ARTE DE VIVER

A arte de bem viver consiste em estar preparado

Para perder tudo o que se tem

Mas acreditar que isso não irá acontecer…

Estar preparado para viver sem o que se tem

Sem, contudo, deixar de ser o que se é!

Equilíbrio entre o temido e o improvável,

Entre o desejado e o possível…

Alda M S Santos

Estação das Águas

ESTAÇÃO DAS ÁGUAS

Não sei se é da época, das pessoas

Ou do que está mesmo dentro da gente

Uma palavra ríspida qualquer

Um mero descaso, pouco caso, mágoa

Até mesmo um gesto de carinho e cuidado

Sensibilizam, fragilizam, geram lágrimas…

Espírito de Natal, espírito próprio?

Sei lá!

Estação das águas….

Alda M S Santos

Em prosa e verso

EM PROSA E VERSO

“São apenas palavras e palavras são tudo que eu tenho

Pra levar seu coração embora”- diz lindamente Bee Gees em Words

Palavras são a expressão dos poetas, apenas palavras

Com elas tentam traduzir a vida, belezas diversas

Ou coisas não tão belas assim, que captam por aí…

Natureza de todo tipo, sentimentos, sofrimentos, emoções

Esperanças, expectativas, dor, decepções, prazer, êxtase

Relatam ora a própria vida, ora a dos outros

Ora apenas uma fantasia, em prosa ou versos

Potencializados por suas próprias emoções…

São apenas palavras, são tudo que possuem

Além da sensibilidade aflorada

Que ao encontrar leitores sensíveis

Almas afins, capazes de ler a poesia contida num poema

Aquela que vai além das palavras, que está nas entrelinhas, no desafiador jogo de palavras,

Em prosa e verso,

São capazes de encantar, eternizar e transformar vidas…

Alda M S Santos

No pódio, o amor

NO PÓDIO, O AMOR

E esse ano o prêmio máximo novamente é dele

O amor expresso em palavras e ações

Ou até mesmo aquele existente no silêncio

O amor que se permitiu viver, partilhar

Ou até mesmo aquele que se acovardou

O amor solidário, que se multiplicou, que estendeu a mão

Ou até mesmo aquele que ficou na vontade

O amor que foi correspondido, dividido,

Ou até mesmo aquele que sobreviveu sozinho

O amor que produziu sorrisos, frutos, que se doou

Ou até mesmo o que deixou lágrimas e saudades

O amor que abdicou de si mesmo para proteger o outro

Ou até mesmo aquele que não soube se cuidar

O amor que lutou, que soube esperar e até se afastar

O amor que foi filho, pai, o amor que foi amigo,

Ou até mesmo aquele que nada pareceu ser além de dor…

No pódio: o amor

Porque amor é soberano, simplesmente por ser amor

O menor dos amores, ainda semente, engatinhando, é maior

Que qualquer outro sentimento árvore frondosa

Pois, se cuidado, enraíza-se e atinge alturas inimagináveis…

No pódio: o amor!

Alda M S Santos

Ausências

AUSÊNCIAS

A gente percebe que não é autossuficiente

Quando começa a sofrer de ausências

Ausências de gente do bem conosco

Percebemos que somos essenciais uns aos outros

Quando começamos a “exigir” presenças

Presenças do amor e da alegria

Do carinho, do sorriso, da atenção

Aquelas que quando se vão fazem falta, a gente chora

Mas que sorri ao lembrar da marca que deixou

Por menor que tenha sido o convívio…

Alda M S Santos

#carinhologos

#carinhologossolidarios

Terapia e florais

TERAPIA E FLORAIS

Meio a contragosto ela observava os peixinhos, respiração acelerada

Aguardando um terapeuta que ouviu mais que falou:

“Você precisa se permitir vivenciar isso, sofrer, chorar”

“Tente não resolver tudo sozinha”

“Você não precisa ser forte todo o tempo”

“Entenda que isso não é real, que passou, que você está bem”

“Segundo Freud, sonhos e pesadelos são modos de se trabalhar no inconsciente o que incomoda no consciente”

“O tempo irá diminuir a intensidade dos pesadelos se trabalhar isso em você”

Ela saiu de lá com uma receita de florais

Para amenizar ansiedade, culpas, medos, traumas, melhorar a qualidade do sono

E um pouco incrédula da eficácia

Mas disposta a tentar amenizar pesadelos massacrantes…

Ocupar corpo e mente e afastar qualquer mal…

Alda M S Santos

Verdade ou mentira?

VERDADE OU MENTIRA?

Tantas verdades inquestionáveis

Que passamos a colocar em xeque!

Será que tudo não passou de uma mentira?

Tantas mentiras que elevamos ao patamar das verdades!

Será que avaliamos bem?

Verdade ou mentira?

Dizem que a verdade é apenas uma,

E que as mentiras são muitas…

Verdades também podem ser várias,

Se forem avaliadas sob o prisma dos pontos de vista, das opiniões, dos sentimentos

Esses são flexíveis, regridem, mudam ou evoluem.

Assim, cada qual tem sua verdade…

Verdade ou mentira?

Nesse vai e vem o que era verdade torna-se mentira

O que era mentira vira verdade

Independente das nossas vontades

Ou até mesmo por nossos desejos ou amadurecimento.

Verdade ou mentira?

Quisera podermos escolher, sem qualquer dano, o que doesse menos!

Alda M S Santos

Amores da minha vida

AMORES DA MINHA VIDA

“Que linda, amor da minha vida”!

Assim, arranquei um sorriso da idosa mais rabugentinha do lar dos idosos!

“Amor da minha vida!” – ela repetia e sorria…

Sempre mal- humorada e a espantar quem chegasse perto

Consegui, aos pouquinhos, me aproximar dela

Conversar, trocar umas palavras, fazer uns carinhos…

“Para de me alisar”!

“Não! Eu gosto de fazer carinhos em você”!- e a abraçava e beijava.

“Você fica me gastando”!

Está sempre dizendo que está morta, que foi para o outro lado…

Num lar desses percebemos os vários modos de lidar com a dor e solidão.

Uns são agressivos, outros muito doces e carinhosos

Há ainda aqueles que cobram presença, presentes,

Ou os revoltados com tudo e todos…

Não nos cabe julgar porque estão ali

Sempre conseguimos um modo de chegar até eles!

Nosso propósito é levar amor, carinho, atenção, roupas, alimentos, remédios

O que precisarem e conseguirmos

E um sorriso que recebemos é “pagamento” bastante!

Alda M S Santos

#carinhologos

Tanto faz!

TANTO FAZ!

Tanto faz se é dia ou se é noite, se faz chuva ou se faz sol

Se as horas correm ou se arrastam-se

Tanto faz se rimos ou se choramos

Se o outro nos machuca ou nos faz bem

Tanto faz se ontem foi bom, se hoje não é

Ou se o amanhã é pura incerteza

Tanto faz se exercitamos o amor no outro ou se o guardamos apenas em nós

Tanto faz como tanto fez!

Modo estranho de viver,

Se esse “tanto faz” se aliar à indiferença e descaso…

À ausência de tesão pela vida!

Ideal seria se o tanto faz se devesse sempre ao prazer de viver

Independente do externo

Pois o que é bom e nos mantém vivos de verdade

Brota de dentro de nós como flores em dias de chuva…

Como o amor que não carece de nada

Apenas de existir para já fazer o bem…

Alda M S Santos

Como palmeira

COMO PALMEIRA

Como os galhos de uma palmeira

Ao sabor da brisa leve ou vento forte

Vou deixando-me levar…

Ora me envergo toda para um lado,

Ora quase caio para o outro

Na tentativa constante de manter o prumo

Uma palmeira se fortalece diante das tempestades que enfrenta

E que ninguém sente, sequer percebe

Apenas admira sua beleza e força frente à natureza

E a palmeira cumpre seu propósito de produzir e encantar…

Alda M S Santos

Museu do amanhã

MUSEU DO AMANHÃ

Museus carregam em si objetos de valores inestimáveis,

Aqueles cuja humanidade quer conservar, estudar

Expor, valorizar, eternizar

Museus do amanhã são as pessoas…

Acumulamos em nós para o amanhã tudo que nos é caro

Pessoas, emoções, sentimentos, lembranças

Mas, diferentemente dos museus,

Alguns desses itens não são expostos, ou o são com critério

O que não lhes reduz o valor

Ficam guardadinhos numa sala secreta de acesso especial

Isso nos torna museus vivos, que interagem

Que se valorizam nesse trânsito de sentimentos

De dor, saudade, alegria, amor,

Que ora se mostram, ora se escondem…

Alda M S Santos

Sorria: você está sendo vigiado

SORRIA: VOCÊ ESTÁ SENDO VIGIADO

Localizados, filmados, protegidos, vigiados…

Sorria!

São tantos os meios tecnológicos, digitais, virtuais de localização e fiscalização

Para sua “segurança”!

Celulares, satélites, ondas de rádio

Cartões de crédito, GPS, Waze, drones…

Basta ter um chip e você está protegido, será localizado!

Sorria!

Você está sendo filmado todo o tempo!

Num mundo digital, virtual, online, onde todos são encontrados

Nunca houve tantas pessoas perdidas, precisando de bússolas internas,

Perdidas de si mesmas…

E a ordem é clara: sorria!

Alda M S Santos

Famintos

FAMINTOS

Eis que estou a sua porta e bato

Se você abrir, entrarei e cearemos juntos…

Eu sou aquele que te faço falta, sou seu vazio

Por vezes, sou seus excessos

Posso ser sua alegria ou sua tristeza

Depende se saberá me ouvir, me notar

Eu sou aquele por quem você clama…

Todos os dias bato a sua porta

Nem sempre visto o melhor traje

Minha aparência externa é variável, muitas vezes

A interna tem mais brilho e calor

Posso ser sua felicidade, te completar

Mas precisa me aceitar, aceitar-se perante mim

Se você me perceber, me ouvir, posso entrar

Cearei contigo e você comigo

E nossa fome de toda espécie será saciada,

Eu sou aquele que você busca e não ouve

Que precisa e nem sempre enxerga

Eu sou o Amor!

Alda M S Santos

Nunca me canso!

NUNCA ME CANSO!

Difícil não nos emocionarmos,

Trabalhoso conter as lágrimas algumas vezes

Prazeroso sorrir junto, partilhar amor

Com eles a gente retoma o passado, vislumbra o futuro

Reorganiza o presente, tenta ajeitar a própria vida…

São um dos extremos do viver

Aquele no qual todos esperamos chegar…

Dizem que voltamos a ser crianças…

Pode ser na dependência física e emocional

Mas idosos carregam uma história rica, quase completa

Cheia de muitos percalços, lutas, saudades

Nem sempre feliz…

Mas estarmos juntos nos faz felizes, ainda que por momentos,

A eles e a nós!

E aguardamos ansiosos a próxima visita…

Prazer sem fim!

Alda M S Santos

#carinhologos

Rastros

RASTROS

Se nós não estivéssemos mais aqui

E alguém se dispusesse a escrever nossa história

Seguir nossos rastros, fazer nossa biografia

Como se fôssemos alguém famoso,

Ou que muito fez pela humanidade,

A quem deveria procurar?

Pais, irmãos, namorados, amigos, cônjuge, filhos, companheiros de trabalho…

Extrair deles nosso modo de ser e agir frente aos problemas

Diante do amor, das alegrias, das dificuldades…

Seria uma história real, completa? Verdadeira até que ponto?

Se não pudessem falar diretamente conosco, seria verídica?

Quem sabe tudo ou tanto assim de nós?

Há alguém que nos ame ou conheça tão a fundo?

Sei não!

Mas uma coisa é certa: não precisamos ser famosos

Ou termos feito muito pela humanidade

Nossa biografia, ainda que incompleta, ou mesmo não tão fiel

Estará escrita naqueles que amamos muito

Nos quais confiamos e compartilhamos vida

E também nos que nos amaram, com todos os nossos defeitos

Nossos rastros precisam estar neles,

Em quem dividiu conosco o amor

O resto não é tão importante!

Alda M S Santos

Neblina

NEBLINA

Neblina: parece que o mundo sinaliza para a introspecção

Lá fora está tudo fechado e escuro

“Volte para dentro de si, encontre-se”!

“A luz que precisa acende-se primeiro em você”!

Olhamos lá fora, tentamos identificar algo

Mas nada tem nitidez, tudo é sombra

As flores gostam, abrem-se viçosas para o dia

Os passarinhos não se importam

Cantam, felizes! Têm luz própria!

Alguns de nós voltam para dentro e se encasulam

Outros, descem as escadas e enfrentam a neblina

“Neblina na serra, chuva na terra”

“Neblina baixa, sol que racha”

Independente da hora que for, sol ou chuva

A vida não espera por ninguém…

Alda M S Santos

Quando?

QUANDO?

Quando um mal agudo se transforma em crônico?

Quando não dói mais ou quando aprendemos a conviver com a dor?

Quando a tempestade passou?

Quando limpamos a sujeira e estragos ou quando conseguimos admirar o arco-íris que surge?

Quando uma ferida curou?

Quando não deixou marcas ou quando restou uma cicatriz que não mais sangra, mas está ali?

Quando um monstro não mais assusta?

Quando ignoramos sua presença no escuro da noite

Ou quando de peito aberto o enfrentamos e dizemos

“Sou real e, mesmo com medo, sou mais forte que você”!

Quando?

Alda M S Santos

Ela é…

ELA É…

Ela é … uma criança levada

Que brinca nos jardins, que sobe nas árvores

Que se esconde nos lugares mais óbvios

Ela é … um beija-flor que suga o néctar

E repousa suave, num minúsculo galho

A tudo observar, leve como uma pluma

Confiante em suas próprias asas

Ela é … uma mãe que acolhe seu filho

Que limpa a ferida, que a cura com beijinhos

Ela é … um casal apaixonado

Que mergulha num rio gelado

Que se aquece no calor de um abraço

Ela é … a tranquilidade que acomete a velhice

Cujo tempo não se mede mais em relógios

Onde a vida acontece em meio à saudade

Junto às lembranças que, como ela,

Se fazem vida…

Ela é a Poesia, que não se esconde,

Mas, ainda assim, poucos a encontram…

Alda M S Santos

Desfocada

DESFOCADA

Como você me vê?

De perto ou de longe, como enxergar?

Se corrijo a visão de longe, embaço a de perto

Se corrijo a de perto, desfoco a de longe

A vida já é bastante difícil de entender

Para se ter visão monofocal

Se foco muito em mim, corro o risco de não ver os outros

Se foco muito nos outros embaço a visão de mim mesma

Quero uma visão multifocal!

Quero equilíbrio!

Preciso enxergar o mundo!

Preciso me enxergar!

Como você me vê?

Alda M S Santos

Constelação

CONSTELAÇÃO

Tudo ainda parecia muito real dentro dela

Deitada na rede lá fora, encolhida, rosto banhado em lágrimas

Rezava, tomava um copo d’água e tentava afastar aquilo da mente

Pesadelos não são reais, repetia para si mesma sem parar

São apenas sua mente tentando trabalhar o que te faz mal, insistia ela

Na tentativa de neutralizar aquela imagem ruim.

Sabia que precisaria de tempo para voltar à realidade

Entender que pessoas que a amavam não seriam capazes daquilo.

Tentava identificar as constelações no céu

Eram tantas e tantas estrelas…

E como quando criança, queria acreditar que uma delas, apenas uma

Era alguém querido que lá de cima olhava por ela

E a protegia de todo mal.

Aos poucos ia se acalmando, despedia daquela estrela

Que de repente parecia brilhar mais que todas,

E voltava para dentro para dormir…

Alda M S Santos

Transbordando

TRANSBORDANDO

Transbordar remete a algo além da conta

Acima das bordas, sobrando, derramando

Dentro da gente, tudo pode vir a transbordar:

Saúde, alegria, esperança, fé, bondade, amor,

Tristeza, lágrimas, mágoas, decepções, rancor, melancolia

De todo modo, é bom transbordar

Se coisas boas, alegra a todos a nossa volta…

Se coisas ruins, aquelas que a gente costuma prender,

Permite derramar até se esgotar…

Não dá é pra manter represado

Pois uma gota só pode ser suficiente

Para arrebentar comportas e causar estragos!

Alda M S Santos

CHUVA E ALGUÉM

CHUVA E ALGUÉM

Chuva! Seu tamborilar no meu telhado é calmante, nostálgico

Instiga pensamentos saudosos, longínquos,

Simplicidade e doçura de alguém…

Suas gotas em minha mangueira e jardim são refrescantes,

Remetem à natureza de alguém…

Olhando ao longe, a cidade acesa, outros telhados,

Quantas impressões, quantas sensações?

Sua umidade nas ruas, debaixo das marquises,

Telhados de alguém,

Pode vir a ser deprimente…

Sua força nos barracos em áreas de risco,

Lares de alguém,

Pode se tornar desesperadora!

A mesma situação pode gerar diferentes emoções.

Qualquer sentimento em nós despertado por algo ou alguém

Sempre irá depender da posição emocional, física ou social em que estivermos…

Somos sempre um alguém dependendo de outros alguéns,

Num mundo que parece tantas vezes não ter ninguém!

Alda M S Santos

Quando foi a última vez que chorou?

QUANDO FOI A ÚLTIMA VEZ QUE CHOROU?

Qual a última vez que as lágrimas foram suas companheiras?

Muita gente sequer lembra, pois quase não chora.

Não porque não tenham motivos ou sejam insensíveis,

É porque costumam lidar de modo diferente com as dores e frustrações.

Alguns choram escondido, ou porque não querem preocupar o outro ou não confiam o bastante neles.

Outros já choram por quase tudo, emocionam-se e choram muito!

Não precisam estar infelizes, é um meio de expressar a emoção.

Choram por emoções boas: uma vitória, um amor correspondido, uma gentileza, um pôr do sol, uma tempestade,

Uma amizade reencontrada, um desejo satisfeito, um carinho gratuito, uma lembrança boa…

Ou pelas emoções tristes mesmo: decepções, saudades, desamor, dores diversas,

Perda de algo ou alguém, problemas de saúde…

Há ainda as que choram pelas dores e males dos outros, das pessoas queridas e amadas

Ou até mesmo pelos males da humanidade.

Lágrima também é vida!

Acho que tenho vivido muito ultimamente!

Alda M S Santos

APPs para facilitar as relações

APPs PARA FACILITAR AS RELAÇÕES

Tantos aplicativos para facilitar a vida digital

E se houvesse aplicativos para o ser humano,

Automaticamente ativados em ambas,

Quando duas pessoas se aproximassem, sem poder burlar?

Tipo em letras luminosas na testa, no olhar, na roupa…

“Totalmente confiável” ou ” Sou uma fraude”

“Se deixar posso te fazer feliz” ou “Só aceito se vier inteiro”

“Totalmente frágil, cuidado” ou “Não se aproxime, perigo”

“Necessitando reparos urgentes” ou “Casada/o e feliz”

“Não perca tempo comigo” ou “Estou precisando de amigos”

“Mantenha distância para nossa segurança” ou “Covarde, tenho medo de viver”

“Sou doação 100%, não aceito menos, consegue encarar?”ou “Não me apego a nada ou ninguém”

“Meu Deus é maior e me protege de toda maldade”…

Entre tantos outros….

Muitas pessoas incompatíveis não se aproximariam

E tantas outras em sintonia não perderiam tanto tempo!

Quantos problemas seriam evitados?

Alda M S Santos

Naquela rua

NAQUELA RUA

Parado na esquina estava aquele mesmo carro

Que tantas vezes por ali passou, leve, carregando alegria

Agora pesava muito, semblante carregado

Não descia, apenas olhava, esperava, triste,

Que alguém saísse por aquela porta com o mesmo sorriso

A dizer que nada mudou, que o amor era o mesmo

Que nada existia, nem de dentro de si mesmos ou dos outros,

Que pudesse impedir de ficarem juntos.

Aquela casa conhecida, sempre convidativa e amável

Parecia estranha, a dizer que nada mais havia ali de importante.

Isso não era certo! Então porque doía tanto?

Agora todo mundo passava e olhava, menos quem interessava

Enquanto isso não acontecia, entre nascer e pôr de sol,

Esperava, olhava e chorava…

Quem sabe um dia deixaria de doer ou de se importar?

Alda M S Santos

Há músicas!

HÁ MÚSICAS!

Há músicas para dançar sozinho ou agarradinho

Músicas para relaxar, para adormecer

Há músicas para protestar, para louvar

Músicas para chorar, para sofrer

Há músicas para cantar alto no banheiro, outras para sussurrar no ouvido

Músicas para sentir saudade, para matar saudade

Há músicas para amar, para se sentir amado

Música para ouvir alto no carro, ou baixinho nos fones de ouvido

Há música que nos faz lembrar de alguém, nos tornar lembrados a alguém

Há músicas que só se ouve dentro de nós, lá no fundo…

Músicas fazem nossa trilha sonora.

Amo poesias em forma de músicas!

Alda M S Santos

Vida e Morte

VIDA E MORTE

Nascer e morrer, morrer e nascer

Extremos de uma mesma história,

Ou parceiros nessa caminhada?

Partes comuns de uma mesma vida,

Ou pontos antagônicos?

Por que temos tanta dificuldade em lidar com a morte?

Ela está perto de nós todo o tempo

Quase tanto quanto a vida!

A vemos na natureza: plantas e bichos, água, ar, fogo, terra

E vezes demais entre os humanos também: renovação

A diferença é que morte entre plantas e bichos quase sempre vemos como “natural”.

Aceitar a ideia da morte não significa, necessariamente, desvalorizar a vida!

Acostumar com a morte pode nos fazer ter uma vida plena

Da qual sabemos que terá fim a qualquer momento,

Independente de nossas vontades ou desejos.

O que não é natural é desejá-la mais que a vida.

A morte não deveria nos meter mais medo

Mas a vida nos meter mais coragem!

Alda M S Santos

Quando o amor diz: afaste-se!

QUANDO O AMOR DIZ: AFASTE-SE!

Sempre imaginamos o amor como algo que une

Aquele sentimento poderoso capaz de atrair vidas

Uma emoção acima de qualquer mal

Ou seja, quem ama nunca fica longe!

Sempre entende e aceita o modo de ser do outro.

Certo?

Falácia!

O amor puro sim, esse é soberano, mas raridade.

Poucos chegam nesse nível de amor incondicional.

O amor que quase sempre lidamos carrega agregados.

Muitas vezes é amizade, carinho, respeito, admiração,

Mas, noutras, os agregados não são bem vindos:

Ciúme, inveja, possessividade, opressão

Cobranças, desconfianças, ameaças e medos

Se tivermos paciência, sabedoria e amor suficientes, vamos vencendo um a um

Caso contrário, o amor pondera e diz: afaste-se!

Mesmo que seja por uns tempos

Por um, por ambos…

Proteção, cuidado, maturidade!

Se o amor for forte o bastante

Ele certamente voltará: sinto saudades, preciso de você,

Você é importante para mim…

Estar longe nem sempre é sinal de desamor,

Pode ser justamente o contrário!

Pra isso estamos aqui nessa nau

Para amar e crescer ajudando e aprendendo uns com os outros.

Alda M S Santos

Nas voltas que o mundo dá

NAS VOLTAS QUE O MUNDO DÁ

Dizem que quando começamos a reviver certas coisas

A reencontrar pessoas que ficaram para trás

A relembrar tanta coisa do passado

A resgatar sentimentos e emoções

A ser menos cerimonioso, mais piedoso, menos juízes,

Nossas vidas já deram uma volta completa

E estamos recomeçando, dando a segunda volta, obtendo uma revanche.

Bom seria se pudéssemos ir passando a limpo

Um novo caderno, reescrevendo, desenhando,

Melhorando o que não ficou bonito, borrado pelas lágrimas ou erros,

Dando cor ao que foi maravilhoso, desbotando o que fez mal,

Resgatando o que se perdeu e fez tanta falta!

Nas voltas da vida eu teria muito a resgatar,

A querer reviver, colorir,

Quase nada a apagar…

Bom sinal?

Alda M S Santos

Um tempo para nós

UM TEMPO PARA NÓS

Todos precisamos de nossa individualidade,

Um tempo para nós,

Para mergulharmos no silêncio de nós mesmos

Avaliarmos atitudes, sentimentos, posicionamentos,

Fazermos nossas reflexões, questionamentos, redirecionamentos.

Tempo este quase sempre confundido com solidão!

Desses momentos de liberdade conosco

É que surgem as mais preciosas decisões.

Tantas vezes somos companhia para todo mundo

Exceto para nós mesmos!

Quase sempre a mão que nos salva

O coração que nos ampara

A alma que nos acolhe, mesmo sofrida

Vem de dentro de nós mesmos,

De uma nova reorganização.

Nunca devemos recusar ajuda

A começar pela nossa própria!

Alda M S Santos

No travesseiro

NO TRAVESSEIRO

Estacionamos nossa mente ao colocar a cabeça no travesseiro.

Será mesmo?

A quantas anda nossa mente nesse momento tão nosso?

Revive o dia que passou? Alegra-se, lamenta?

Planeja o dia seguinte com esperança e fé?

Dá umas voltas no passado? Sente saudades, quer retornar?

Quem entra, quem sai, quem fica nela?

Temos controle? Conseguimos mudar o canal,

Selecionar momentos, pessoas, sentimentos que queremos?

Ou ela é bandoleira e fica onde quer, livre,

Até se desligar por superaquecimento ou exaustão?

Alda M S Santos

Meu Sol me abandonou

MEU SOL ME ABANDONOU

Meu Sol hoje não me acordou

Não me chamou carinhosamente para a vida

Não me mostrou a beleza que há lá fora

Não me garantiu que essa dor passará

Que essa parte do caminho é válida

Não admirou meu sorriso ou secou minhas lágrimas

Não me convidou a passear no jardim

Não sinto seu calor a me aquecer lentamente

Não vejo seus raios dourados

Não percebo sua energia brotando dentro de mim

E ainda ontem se punha tão lindo em meu horizonte

E irradiava de manhã num maravilhoso alvorecer interno

Não quero me levantar enquanto não senti-lo!

Quero o escuro debaixo de meus cobertores

A segurança de minha cama

O apoio de meus travesseiros

Se não vejo cores, não sinto o calor

Não percebo a beleza, fico aqui

Até que ele possa me acordar de novo todas as manhãs

Abrir as janelas de minha alma

Ou que consiga me mostrar

Que a nebulosidade e a chuva

E a vida em cinza

Também podem ser vida…

Alda M S Santos

Tempestades

TEMPESTADES

Tempestades quando vêm saem arrastando e levando tudo

Como no leito de um rio

As águas e ventania levam consigo plantas, peixes, pedras

Saem arrastando as matas ciliares, revolvem tudo.

Fauna e flora sofrem,

O curso d’água se perde, se suja, se mistura a outras águas.

Mas a tempestade uma hora passa, qualquer hora passa,

E o leito do rio deve ser reconstruído.

Recolher o que de bom sobrou, chorar pelo que morreu,

Alegrar-se pelo que ficou, sofrer pelo que se foi…

E organizar novamente o que for possível.

O rio será sempre um rio,

Mas um rio que passa por uma tempestade

Nunca mais será o mesmo!

Alda M S Santos

Não vivo sem

NÃO VIVO SEM

Podem ser muitas as coisas sem as quais não vivemos

Não vivo sem meus filhos, partes essenciais de mim

Não vivo sem meus pais, refúgio certo

Não vivo sem o abraço e sorriso de meus amigos, colo e abrigo fundamentais

Não vivo sem a natureza por perto, ar que respiro

Não vivo sem trabalho, sem solidariedade, ocupações vitais

Não vivo sem Deus, alimento da alma

Não vivo sem amor, companhia necessária para todas as horas

São tantas as coisas essenciais

Aquelas que o dinheiro não compra!

Mas a principal de todas:

Não vivo sem mim mesma!

Preciso me encontrar, me admirar, me ajudar

Ser a alegria e força que nascem lá de dentro

Pois para viver e valorizar todo o resto

Preciso existir para mim…

Todos nós precisamos!

Alda M S Santos

Pérolas aos porcos

PÉROLAS AOS PORCOS

“Não lanceis vossas pérolas aos porcos”!

Quem são as pérolas, quem são os porcos?

Podemos tanto lançar pérolas aos porcos

Quanto sermos porcos às pérolas que nos são lançadas!

E há pérolas e pérolas, porcos e porcos.

Qual vale mais: um porco verdadeiro, do qual se sabe o que esperar

Ou um cordão de pérolas falsas a nos enganar?

Alda M S Santos

Lágrimas não fazem barulho

LÁGRIMAS NÃO FAZEM BARULHO

Tudo estava muito escuro, respirar era difícil

Tanto pelo exíguo espaço quanto pelo medo

Cheiro de álcool, cigarro, barulhos ao longe

Curvas perigosas, risadas mais ainda

Vou me encolhendo, abraçando os joelhos,

Tentando passar despercebida.

Lágrimas não fazem barulho, exceto dentro da gente.

Uma oração que não consegue ser verbalizada

Um pedido de socorro que não sai, por mais que se tente.

E as lágrimas aumentam… A velocidade diminui.

O porta-malas se abre, duas imagens conhecidas me encaram,

Maldosas, cruéis, dispostas a tudo.

Tentam me levar dali, fico imóvel.

Fecho os olhos, tento gritar, a voz não sai

Aguardo o inevitável.

Silêncio total!

Devagar e amedrontada, abro os olhos

A oração apenas pensada, o pedido mudo de socorro

Foram atendidos, não havia mais ninguém ali.

Chorei convulsivamente num agradecimento também mudo,

E, chorando, acordei…

Na certeza de que mais uma vez, entre tantas, fora salva!

Alda M S Santos

Era apenas um pesadelo?

ERA APENAS UM PESADELO?

“Você não tem medo, você já é grande”!

Falam-nos nossas pequenas crianças

Que em nós buscam auxílio para seus medos

Do escuro, dos monstros debaixo da cama, do lobo mau

Dos animais peçonhentos, das pessoas estranhas,

De perderem o amor dos pais, de serem esquecidas na escola…

Mas enganam-se muito ao pensar que não temos medo!

Quiséramos não tê-los!

E nossos medos são muito reais!

E nem sempre buscamos ajuda!

Medos de ordem física ou emocional, social ou financeira.

Elas não sabem, mas também temos nossos escuros,

Nossos lobos maus, nossos estranhos peçonhentos,

Também tememos perder alguém,

E temos também nossos monstros,

Tanto dentro quanto fora de nós,

E são também assustadores, quase invencíveis.

Queríamos que se afastassem ao acendermos a luz,

Ao chamarmos um super-herói,

Ou ao recebermos um abraço de “era apenas um pesadelo, estou aqui”.

Alda M S Santos

Quase morrer

QUASE MORRER

Não se expor, não falar, não demonstrar, não pedir ajuda,

Não se expressar, se fechar, se calar, se esconder, ser forte…

Ficar cada um na sua! Bem pequenino, quase invisível!

Recolher-se para dentro de si mesmo!

Essa é a ordem! Que nos impõem, que nos impomos.

Até quando?

Até esquecermos como é ser autêntico.

Ou até esse mundo insano entender que vida não se oprime,

Que vida oprimida é quase morrer, ou matar!

Quantas mortes são necessárias para se valorizar uma vida?

Alda M S Santos

Te amarei para sempre

TE AMAREI PARA SEMPRE

Amo você para sempre…

Que pensa uma pessoa que diz tais palavras?

É possível afirmarmos isso? Acreditarmos nisso?

Como saber até quando vai o “para sempre”?

Num mundo de sentimentos fugazes,

Em que as emoções são atestado de fraqueza,

Em que a razão ou falta dela é que comandam o espetáculo,

O que pensa quem diz isso?

Pouco pensa, muito sente: ama de verdade!

Para sempre? Não tem como saber!

Essa parte se atribui à intensidade do amor,

Ao desejo imperioso de que assim seja.

Se o sempre for daqui a um ano, dez, trinta ou cinquenta anos,

O que vale é o amor.

Quem ouve é privilegiado, quem diz é afortunado,

Quem diz e ouve, abençoado!

Alda M S Santos

Exangue

EXANGUE

Exaurido, debilitado, sem forças

Exangue! Sem sangue, sem cor…

É possível um coração ficar assim?

Apenas se estiver sem vida!

Pois qualquer que seja a emoção

Boa ou ruim, alegre ou triste,

Mesmo que ele pareça vazio demais

Ou totalmente sobrecarregado,

Sempre terá cor, terá vida,

E continuará a bater, a bombear vida, a espalhar amor…

Alda M S Santos

No outro, em nós…

NO OUTRO, EM NÓS…

No outro podemos encontrar o estímulo

Em nós encontramos a energia

No outro podemos encontrar um apoio

Em nós encontramos a força

No outro podemos encontrar a amizade

Em nós encontramos o amor próprio

No outro podemos encontrar a palavra

Em nós encontramos a fé

No outro podemos encontrar a admiração

Em nós encontramos nosso real valor

No outro podemos encontrar a dor

Mas ela só doerá em nós se houver amor…

No outro, em nós…

Tudo repercute, tudo alegra, tudo dói,

Tudo se mistura quando a massa é a mesma:

O amor!

Alda M S Santos

Tanta estrela por aí…

TANTA ESTRELA POR AÍ…

De hoje até terça uma chuva de meteoros Oriônidas cortará o céu

Nossas tão queridas estrelas cadentes

Aquelas que ao serem avistadas

Fazemos um pedido secreto

E muitos garantem:

Pedido feito ao ver estrela cadente

É pedido realizado

Vê-las(los) já é um espetáculo

Mas não custa fazer um pedido

“Oh! Oh! Oh! Seu Moço

Do disco voador

Me leve com você

Pra onde você for

Oh! Oh! Oh! Seu Moço

Mas não me deixe aqui

Enquanto eu sei que tem

Tanta estrela por aí”

Alda M S Santos

Imagem google

Labirinto

LABIRINTO

A cada passo tecemos em fios finos

Um labirinto belo e complexo para caminharmos.

Por vezes assustador, com curvas perigosas

Com retornos e vias incertas e enganosas.

Buscamos sempre a saída,

Mas a saída derradeira ninguém quer.

Nem sempre sabemos ou podemos voltar à largada.

Devemos enxergar uma saída

Em cada encruzilhada perigosa desse labirinto.

Ainda que seja retornando, andando em círculos.

Num labirinto, nunca se sabe exatamente o que é seguir em frente.

Muitas vezes, parar, voltar, reiniciar de determinado ponto

Pode ser o melhor meio de prosseguir,

Sem ser engolido pelo medo do que encontrará na próxima curva.

Alda M S Santos

Leitura: Braille

LEITURA: BRAILLE

Há uma leitura que exige decodificação especial

Que não basta decodificar o alfabeto

Ler frases e compreender textos e contextos

É uma leitura que exige ler com o toque, como o Braille

É uma leitura que exige a percepção do brilho ou sombra do olhar

É uma leitura que exige ler sentimentos

É uma leitura que se faz no silêncio

É uma leitura que conecta dois olhares,

É uma leitura de almas!

Alguns são tão mestrados nessa área

Que leem de longe ou de perto

Não se enganam, não interpretam mal

Sentem!

Alda M S Santos

Lápis e borracha

LÁPIS E BORRACHA

Histórias escritas, desenhadas

Grafitadas, coloridas!

A cada dia um novo traço, um novo risco

Uma palavra mal escrita, um traçado mal feito

Ou até tudo bem feito, mas no livro errado

E lá surgem lágrimas a borrar toda a obra!

Borrachas tornam-se necessárias

Apagar o que deixou de ser parte da história,

Ou que não pode continuar sendo…

Borrachas deixam marcas, sombras

Mas tudo pode ser reaproveitado

Uma palavra mal dita pode ser inserida noutro contexto

Uma frase noutro capítulo

Um capítulo noutro momento

Uma pedra pode se transformar numa flor

Uma flor numa borboleta no roseiral

Uma lágrima numa gota a regar o novo jardim.

Que será sempre revisitado no fundo de nós.

Nesse livro da nossa vida

Podemos, precisamos, ter muitos críticos,

Editores deverão ser ouvidos,

Mas somos nós que selecionamos as palavras, os riscos, os rabiscos

Que farão os capítulos dessa história

Somos nós que daremos cor ao que for importante

E deixaremos em escala de cinza o que precisa sair de cena,

Ou ficar nos bastidores desse espetáculo chamado vida.

Alda M S Santos

Quando tudo dói

QUANDO TUDO DÓI

Há dias em que tudo dói

Até cabelos e ossos

Partes que dizem ser desprovidas de sensibilidade

Por não terem terminações nervosas

Mas quando sentimos dores que não identificamos,

Tudo parece doer!

Normalmente são dores que vêm lá de dentro

Alguma questão mal resolvida dentro de nós.

Qual o remédio? Qual a cura?

Silêncio e oração, família e amigos,

Independente da ordem em que apareçam para nós,

Ou que tenhamos que buscá-las!

Simplesmente, precisamos…

Alda M S Santos

Um dia de cada vez: só por hoje!

UM DIA DE CADA VEZ: SÓ POR HOJE!

A máxima dos grupos de ajuda

Das pessoas que sofrem qualquer mal

Quer seja mal físico, emocional, dependência química, vícios, é:

Um Dia De Cada Vez.

Só por hoje!

Só por hoje vou ser forte!

Só por hoje vou resistir!

Só por hoje não vou querer!

Só por hoje terei coragem!

Só por hoje não terei saudade!

Só por hoje não vou sentir medo!

Só por hoje não vou sofrer!

Amanhã será novo dia e novamente: só por hoje.

Assim fica mais fácil vencer qualquer dor, tristeza, sofrimento, saudade…

Pensar em lutar contra algo para sempre é tempo demais!

E se houver recaídas, tudo parte novamente daí.

Humanos erram, caem, levantam e seguem…

Humanos acreditam, mesmo sofrendo!

Por isso, quase sempre vencem…

Alda M S Santos

Excluir, arquivar, back, next: aprendendo a usar

EXCLUIR, ARQUIVAR, BACK, NEXT: APRENDENDO A USAR

Tantos são os novos aplicativos, cada dia surge mais um

Mas o mais antigo de todos, que nos vem acoplado ao DNA

É a capacidade de manter aquilo que nos faz bem

De excluir o que nos traz mágoas e tristezas

De arquivar o que é bom ou que pode vir a ser,

De voltar quando é possível,

De prosseguir, seguir em frente, mudar de fase.

Esses recursos vêm de fábrica

Mas vamos aprendendo a usar com o tempo

Com as necessidades que surgem.

E como todo jogador, cada qual tem suas estratégias e perfis

Uns são audaciosos e buscam sempre mais, nunca voltam,

Quase nada arquivam, excluem e seguem em frente.

Outros, mais conservadores, mantêm muitos dados, arquivam demais,

Têm dificuldade de excluir, caminham mais pesadamente.

Mas todos estamos nos aperfeiçoando

Aprendendo a usar, buscando suporte técnico,

Pois a qualquer hora pode haver baixa,

O game over sempre chega, cedo ou tarde.

Alda M S Santos

Divididos

DIVIDIDOS

Quantas vezes ficamos divididos na vida?

Entre o ir e o ficar, entre o prosseguir ou voltar atrás

Entre um e outro querer

Até mesmo o de nada querer?

Quantas vezes ficamos divididos na vida?

Entre nosso gosto e o gosto de outro alguém

Entre mergulhar fundo ou ficar na superfície

Entre o medo e a coragem,

Até mesmo a total covardia?

Quantas vezes ficamos divididos na vida?

Entre a força e a energia que nem sempre vem,

Entre a razão e a emoção,

Entre a descrença e a fé?

Quantas vezes essa divisão nos coloca inertes perante tudo,

Vontade de desistir ou deixar que tudo se resolva à nossa revelia?

Quando vezes ficamos divididos na vida,

E tudo acabou por se resolver?

Quantas?

Alda M S Santos

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