CONFIE!
Confie em si mesmo
Confie no processo
Confie na Criação
Confie que para todo não
Há um sim à espera de solução
Confie na razão, confie na emoção
Confie que mesmo na contramão
Há sempre uma opção
Para seguir em frente
Diante do fluxo, do contrafluxo
Confie!
O senso moral que te rege, se bem calibrado
Não te deixará à deriva!
Alda M S Santos
COMO CONFIAR?
Como confiar num mundo em que o Merthiolate não arde
Nas delícias da Coca-cola que desentopem sanitários
Nas sandálias Havaianas que arrebentam as tiras tão facilmente
No leite que não vira coalhada depois de três dias fora da geladeira
No Bombril que não tem mais mil e uma utilidades?
Como confiar?
Como confiar numa justiça com tantos pesos e medidas
Na palavra dada que de nada vale se não for documentada
Nos amores que não duram até que a morte os separe
Nas brigas entre rosas e cravos em que ambos não saiam despedaçados
Num “te amo para sempre” apenas se você me amar?
Como confiar?
Como confiar nas compatibilidades de gêneros, ao invés das incompatibilidades de gênios
Que “primeiro as damas” é coisa de feminismo ou machismo
Que ter um quintal sem muro é apenas utopia de Roberto Carlos?
Como confiar?
Nas crianças que dançam “quadradinho” até o chão e não mais “Atiram o pau no gato”
Nos olhares dos pais que não são entendidos como alertas de perigo
Nos adultos isolados da infância e da velhice como seres inatingíveis?
Como confiar?
Como confiar na fé que se professa e não se vive
No ouro que não “compra” terreno no céu
Nos “homens de Deus” que têm doenças mundanas
Na felicidade encontrada apenas nas conquistas profanas?
Como confiar?
Nas amizades que, monetariamente, calculam perdas e ganhos
Na saudade que não dói, no machucado que não sangra
No abraço que não acalma, na família que não se enlaça
No beijinho que não cura qualquer mal?
Como confiar num mundo tão confuso, hipócrita e perdido?
Alda M S Santos
COMO CONFIAR?
Como confiar num mundo em que o Merthiolate não arde
Nas delícias da Coca-cola que desentopem sanitários
Nas sandálias Havaianas que arrebentam as tiras tão facilmente
No leite que não vira coalhada depois de três dias fora da geladeira
No Bombril que não tem mais mil e uma utilidades?
Como confiar?
Como confiar numa justiça com tantos pesos e medidas
Na palavra dada que de nada vale se não for documentada
Nos amores que não duram até que a morte os separe
Nas brigas entre rosas e cravos em que ambos não saiam despedaçados
Num “te amo para sempre” apenas se você me amar?
Como confiar?
Como confiar nas compatibilidades de gêneros, ao invés das incompatibilidades de gênios
Que “primeiro as damas” é coisa de feminismo ou machismo
Que ter um quintal sem muro é apenas utopia de Roberto Carlos?
Como confiar?
Nas crianças que dançam “quadradinho” até o chão e não mais “Atiram o pau no gato”
Nos olhares dos pais que não são entendidos como alertas de perigo
Nos adultos isolados da infância e da velhice como seres inatingíveis?
Como confiar?
Como confiar na fé que se professa e não se vive
No ouro que não “compra” terreno no céu
Nos “homens de Deus” que têm doenças mundanas
Na felicidade encontrada apenas nas conquistas profanas?
Como confiar?
Nas amizades que, monetariamente, calculam perdas e ganhos
Na saudade que não dói, no machucado que não sangra
No abraço que não acalma, na família que não se enlaça
No beijinho que não cura qualquer mal?
Como confiar num mundo tão confuso, hipócrita e perdido?
Alda M S Santos
RELAXE: NADA ESTÁ SOB CONTROLE
Relaxe, se fie, confie
Nada está sob controle
Siga o curso, se não há outro recurso
Nada é tão certo, tão previsível
Desça com a correnteza, deixe-se levar
Contorne, retorne, descanse, desvie
Passe por cima se não for machucar
Abrace-se à natureza, faça qualquer proeza
Relaxe: nada está sob controle
Liberte-se de toda tensão
Passe por caminhos obscuros
Enfrente a luz, o brilho
As companhias e a solidão
A única certeza que temos
É que esse rio segue seu curso
Mesmo à nossa revelia
E nos leva, querendo ou não
Portanto, relaxe, siga em paz
Confie! Nada está sob controle…
E que isso seja bom!
Alda M S Santos
(DES)CONFIANÇAS
Para alguém que sempre confiou gratuitamente
Talvez até ingenuamente, desconfiar é retrocesso ou progresso?
Um olhar mais demorado ou que se disfarça, desvia
“Desconfie! Pode ser ladrão!”
Uma gentileza gratuita, desinteressada, uma palavra de atenção e humanidade
“Desconfie! Querem algo em troca!”
Parece fácil? Desconfie!
Tudo gera desconfiança: qual o interesse?
É a pergunta que sempre repercute!
Recuso-me a desconfiar de tudo e de todos!
Viver acreditando que tudo pode nos fazer mal,
Que conhecidos ou desconhecidos possam trair nossa confiança,
Já é viver no mal!
Não faço apologia à ingenuidade, à confiança cega, à crença burra,
Mas, mesmo tendo algumas decepções dolorosas gravadas na alma,
Sigo esse caminho arenoso da confiança, ora vertendo lágrimas, ora sendo feliz
Ainda prefiro confiar naqueles que conheci e que a conquistaram, a mereceram.
E, até que se prove o contrário,
Que as pessoas que de mim se aproximarem merecerão minha gradativa confiança!
Viver na desconfiança é sobreviver sozinho, num mundo sem graça
É sofrer todo o tempo…
Alda M S Santos
ANJOS E DEMÔNIOS
Sempre elegemos em nosso meio nossos anjos, nossos deuses salvadores
E também nossos demônios, nossa perdição
Numa hora é um medicamento milagroso, um alimento que cura tudo
Uma religião que salva ou condena a todos, uma máquina poderosa
Pessoas, comuns como qualquer outra, endeusadas ou endiabradas
E ali botamos nossas vidas, nossas esperanças ou desilusões
O lastimável é que nos baseamos na lei do menor esforço
Aquilo que poderá nos manter vivos e bem sem precisar sair do conforto do sofá
Independente do que estiver sendo destruído conosco ou com os outros para que esse “milagre” aconteça
Sem qualquer dor na consciência, sem atingir a alma
Quantas vezes fomos endeusados ou endemoninhados
Por nós mesmos, pelos outros
Qualquer método de salvação ou condenação
Que desconsidere a importância de nossa real participação é ineficaz
Existem anjos e demônios lá fora, muitos…
Mas os que têm poder de mudar qualquer coisa em nossas vidas
Aqueles que podemos temer ou nos quais depositar nossas esperanças
Moram dentro de nós mesmos
E ora parecem anjos, ora parecem demônios
Dependendo da situação em que se encontrem, em que atuarão
Cabe a nós despertá-los ou adormecê-los
Se quisermos nossa paz interior…
Alda M S Santos
COMO CONFIAR?
Como confiar num mundo em que o Merthiolate não arde
Nas delícias da Coca-cola que desentopem sanitários
Nas sandálias Havaianas que arrebentam as tiras tão facilmente
No leite que não vira coalhada depois de três dias fora da geladeira
No Bombril que não tem mais mil e uma utilidades?
Como confiar?
Como confiar numa justiça com tantos pesos e medidas
Na palavra dada que de nada vale se não for documentada
Nos amores que não duram até que a morte os separe
Nas brigas entre rosas e cravos em que ambos não saiam despedaçados
Num “te amo para sempre” apenas se você me amar?
Como confiar?
Como confiar nas compatibilidades de gêneros, ao invés das incompatibilidades de gênios
Que “primeiro as damas” é coisa de feminismo ou machismo
Que ter um quintal sem muro é apenas utopia de Roberto Carlos?
Como confiar?
Nas crianças que dançam “quadradinho” até o chão e não mais “Atiram o pau no gato”
Nos olhares dos pais que não são entendidos como alertas de perigo
Nos adultos isolados da infância e da velhice como seres inatingíveis?
Como confiar?
Como confiar na fé que se professa e não se vive
No ouro que não “compra” terreno no céu
Nos “homens de Deus” que têm doenças mundanas
Na felicidade encontrada apenas nas conquistas profanas?
Como confiar?
Nas amizades que, monetariamente, calculam perdas e ganhos
Na saudade que não dói, no machucado que não sangra
No abraço que não acalma, na família que não se enlaça
No beijinho que não cura qualquer mal?
Como confiar num mundo tão confuso, hipócrita e perdido?
Alda M S Santos
MISÉRIAS HUMANAS
Medo: a maior de todas as misérias humanas
Se bem dosado nos protege, sem medidas nos assombra
Medo de ser assaltado, de adoecer, de ser traído, de perder alguém querido
Medo de não conseguir proteger o amor, a vida, de causar a dor, o mal
Capaz de nos confundir, distorcer fatos, embaralhar memórias, criar incapacidades e fantasmas
Leva-nos a duvidar de nossas forças, de nosso eu, a fantasiar monstros ultra poderosos
Em nome dele acabamos desconfiando de tudo, imaginando e legitimando barbáries
E o pior, fazendo acepção de pessoas, excluindo o diferente de nós que nos enriqueceria
Desacreditamos do poder do amor puro, universal, fraterno, do perdão
Vemos Deus sob a nossa ótica humana limitada, medrosa, culpada e distorcida
Aquele que julga e castiga cruelmente nossas falhas, nossos erros
O medo que venda nossos olhos, que nos paralisa, impede de ver toda a natureza do entorno, nossa natureza, é uma armadilha atroz
É extremamente negativo, afasta-nos do melhor de nós:
Nossa capacidade de confiar e amar, de recomeçar com esperança
Essa é a face contraditória do amor
O medo de sermos dele privados nos distancia bastante de sua essência gratuita, incondicional
O medo de perder, de ser julgado e condenado, nos condena por antecipação
Nos afasta de Deus, do amor…
E, lamentavelmente, isso já é a própria condenação!
Alda M S Santos
NAQUELE BANCO DA PRAÇA
Um banco convidativo numa praça, paisagem linda, calmante
E você sentado ali sozinho, saudoso, amargurado, pesando sua vida
Lágrimas insistentes, peito apertado
Vontade imensa de ter alguém com quem dividir suas dores…
Haveria alguém com quem tivesse coragem de se abrir totalmente
Despejar tudo, fazer uma faxina interna, confiar?
Imagine se Ele sentasse ao seu lado, te abraçasse longamente
Olhos nos olhos, face a face, sem julgamentos
Que você faria?
Choraria, ficaria feliz, contaria a Ele tudo num desabafo
Mesmo tendo consciência de que Ele tudo sabe, compreende
Seus medos mais infantis e tolos, e os mais sérios também
Suas fraquezas e angústias, dores profundas
Os erros conscientes e inconscientes cometidos
As lutas, as vitórias, os desejos
Os caminhos errados, as más escolhas,
Males que causou a si e aos outros
O amor que viveu, o que não valorizou, não soube viver, oportunidades perdidas
Todas as lágrimas derramadas em seu travesseiro, angústias sufocadas
Cobraria algo Dele, algum esclarecimento, dívidas
Seria maduro o bastante para assumir suas responsabilidades na desordem em que se encontra?
Que teria a dizer em sua “defesa”,
Se Ele se sentasse ao seu lado?
Ele está conosco todo o tempo
Apenas à espera que busquemos por Ele
Que possamos nos abrir com Ele, confiar
E, assim que o fizermos, sentiremos Seu abraço demorado e terno
Seu amor infinito e especial
E seguiremos mais fortes, nunca mais sozinhos…
Alda M S Santos
FÉ EM DEUS?
A capacidade de confiar é inerente ao ser humano
Desde muito cedo uma criança é capaz de se jogar
Literalmente, nos braços dos pais, de um adulto
E confiar que será amparada
Mais tarde vamos limitando essa confiança a alguns poucos outros humanos
Pós-decepções e muitos tombos
A vida vai tirando a coragem de se entregar,
Física ou emocionalmente
Ou colocando o medo, a descrença, desqualificando o outro
Mas não elimina a necessidade humana de amparo, de proteção
Alguns depositam essa entrega, essa confiança total em Deus
O que é louvável, esperam Dele o impossível
Mas se abdicam da parte que lhes cabe, do possível
O que é falho, até desonesto
Na crença que Deus ampara, jogam-se em abismos inacreditáveis
Mantendo muitas recidivas, confiando no Deus milagroso, pronto-socorro,
Que está pronto para fazer o que caberia a si mesmos,
Como evitar pisar em brasas para não se queimar.
A verdadeira fé crê num Deus protetor,
Que ensina que brasas queimam,
Mas que respeita nossas escolhas e capacidade de lidar com suas queimaduras e consequências…
Alda M S Santos
CONFIDÊNCIAS
Confidenciar algo é inerente aos seres humanos, seres gregários
Alguns são especialistas em fazer, outros em ouvir
Não importa se é algo que cause orgulho, medo, repulsa ou vergonha
Quem faz confidências acredita na discrição do outro
E oferece o mesmo em troca
Quer seja um diretor espiritual, pais, cônjuges ou amigos
Confiar é dizer: conto com você, não me decepcione
E o outro não precisa dizer nada, apenas ouvir
Ao dizer, divide com o outro algo pesado ou precioso
Torna a carga mais leve, aprende, cresce
Ser alvo da confiança de alguém é privilégio
Num mundo cada vez mais individualista
Ter essa confiabilidade quebrada é ter a porta arrombada
Para trancá-la a sete chaves e talvez nunca mais voltar a abri-la,
Apenas confidenciando a Deus…
Alda M S Santos
MATA VIRGEM
Amar é adentrar numa mata virgem
Sem qualquer conotação sexual,
Ou pode ter, se assim o preferir.
É desbravar, abrir trilhas, descobrir espaços secretos
É passar por espaços iluminados, outros escuros
É ter momentos de dor, de cansaço, de frio e calor,
É ter prazer nos oásis, na maciez de uma cama de folhas,
É encontrar itens encantadores, outros perigosos,
É ter apenas uma ideia do que se quer
É saber que nem toda surpresa será boa
É, sobretudo, ter certeza que vale a pena desbravá-la,
Porque não há modo de conhecê-la de fora,
Projetar ou resolver problemas sem nela adentrar.
Uma mata virgem, assim como o amor
São convites a curiosos e corajosos.
Alda M S Santos
SORRINDO, VIVENDO…
Como a criança que sorri tensa
Ao ser lançada para o alto
E, ao cair, repousando nos braços do pai,
Pede para ser lançada novamente,
Assim vamos vivendo…
No alto, embaixo, sorrindo, tensos,
Mas sempre vencendo os medos,
Sempre buscando confiar,
Sempre tentando nos divertir,
Sempre buscando o amor…
Alda M S Santos
FALANDO EM AMAR
Amar é ter as respostas
sem precisar fazer as perguntas,
Ou se não as tiver, apenas confiar
que tudo está como deveria estar…
Alda M S Santos
CONFIANÇA
Confiança tem medida?
Pouca, muita, total, absoluta?
Perdida, pedida, recuperada, doada?
Confiança existe na medida exata do amor,
Se essa balança oscila há problemas.
Como o amor, confiança é conquistada, alimentada.
Também pode ser infinita,
Também pode ser quebrada,
Também pode ter sido enganada.
É bela, forte e delicada como uma flor.
E, como o amor, é preciosa e dolorosa quando não correspondida.
Alda M S Santos
APÊNDICE EMOCIONAL
Todos nós temos em casa aquele espaço
Onde tudo que não tem lugar,
Ou que não ficaria tão bem se exposto
É lançado: o quartinho da bagunça.
Ferramentas, utensílios inúteis, objetos pouco utilizados,
Pequenos móveis, papéis, tudo aquilo que queremos “esconder”.
Dizem que quem não tem esse espaço em casa,
Toda ela se torna uma verdadeira bagunça.
Devemos utilizar esse critério para nossos sentimentos também.
Separar dentro de nós um cantinho da bagunça,
E deixar lá aqueles sentimentos que não são tão bonitos,
Ou que não seriam convenientes que se tornassem públicos,
Ou que são apenas nossos mesmo, muito íntimos.
Lá entraríamos de vez em quando para dar uma ajeitada,
Reorganizar, promover alguns deles para a sala de visitas,
Lançar outros fora, descartar mesmo, enterrar,
E ainda deixar outros em modo de espera, em evolução.
Ali, levar só quem puder ajudar ou for de extrema confiança.
Alguém que não se importe com a desordem,
Que sente-se num cantinho conosco e clareie alguns deles.
Para nossa alma manter-se saudável e arejada,
Precisamos desse apêndice emocional em nós.
Alda M S Santos
PÍLULA COLORIDA!
Capazes de aumentar o interesse,
E promover bem estar a dois, ativar os relacionamentos
Muitos se apresentam como opções
Catuaba, ginseng, mel, castanhas,
Canela, pimenta, chocolate, gengibre
Até uma milagrosa pílula azul surgiu.
Há os tradicionais e infalíveis:
Beleza, sorriso, alegria, atenção, dedicação…
Uma boa conversa e inteligência têm também seu lugar
Mas não existe afrodisíaco maior que o amor e a confiança
Essa é a pílula colorida
Não se engarrafa, não se comprime, não há contra indicações, nem risco de super dosagem.
E o sabor é doce…
Não se vende, se conquista!
Cuidado com os genéricos!
Alda M S Santos
CONFIANÇA
Um dos vários sentimentos aliados do amor e da amizade: a confiança.
Ela que nos dá a leveza, a tranquilidade, a paz
A certeza de podermos ficar “nas mãos” do outro e não nos decepcionarmos
Saber que aquele amigo, aquele amor, aquele familiar
Sempre irá nos defender, acreditar em nós, na nossa índole.
E, mesmo que não concorde conosco, estará do nosso lado nos ajudando.
Quantos de nós podemos encher duas mãos de pessoas de confiança?
Para confiar no outro, precisamos confiar em nós mesmos.
É uma dádiva confiar, ser de confiança.
Quem confia é mais leve, mais feliz!
“Você pode ser enganado se confiar demais, mas viverá atormentado se não confiar o suficiente”. (F. Crane)
Alda M S Santos
O DIFERENCIAL
Não é a força, mas a delicadeza nela contida.
Não é a pressão, mas a ternura que dela emana.
Não é a obrigação, mas o prazer em realizar.
Não é a ansiedade, mas a paz que vem da confiança.
Não é a paixão, mas o desejo sob controle. Não é a necessidade, mas o amor.
Alda M S Santos
ENTREGA
Todos precisamos de ajuda,
De apoio, de alianças,
De confiança, de auto-confiança,
De entrega, de vida!
A natureza nos ensina.
Sempre. Só observar!
Boa noite!
Alda M S Santos
FAÇAMOS AMOR COM A VIDA
Dar e receber prazer
Isso é fazer amor…
Se essa “técnica” fosse aplicada a tudo na vida, ela se tornaria mais linda e prazerosa.
Costumamos usar em quase tudo que realizamos em nosso dia-a-dia outra técnica: apenas toleramos, suportamos, esperamos acabar.
Muitas vezes não nos entregamos, não confiamos, não nos envolvemos o bastante: nem no trabalho, nem na família, nem na natureza. Falta tesão pela vida, sobra egoísmo. O resultado dessa equação é sempre negativo!
Esquecemos a lei básica do viver: o prazer maior está em doar. Quem doa recebe de si, recebe do outro.
Façamos mais amor!
Alda M S Santos
Vivemos num mundo moderno onde há tantas “coisas” que poderiam trazer felicidade que nos perdemos.
Muitos poderiam dizer que a felicidade está em ter uma casa boa, um carro, um trabalho digno. Outros diriam que é ter dinheiro para realizar todos os sonhos de consumo. Há aqueles que afirmariam que é ter uma família unida, um amor, saúde e fé em Deus. Ainda haverá quem diga que é ter amigos, um coração em paz e uma alma solidária. Os mais exigentes “precisam” de tudo isso.
São tantas as “opções” que já não sabemos o que realmente precisamos para alcançar a felicidade. Se é que ela é um cume, um topo a ser escalado. Existem aqueles que pensam que a felicidade é alcançar tudo que se almeja, não ter tantos sonhos ou objetivos a buscar.
Já ouvi dizer que a felicidade está no número de coisas que possuímos que não trocaríamos por dinheiro algum. Feito esse cálculo podemos perceber que temos muito.
Eu perguntaria ainda: quando você se lembra em que foi verdadeiramente feliz?
A maioria das pessoas se lembraria da infância. E muitas delas ainda completariam: “fui muito pobre, tinha pouco, mas tudo era divertido”.
Será porque as crianças são tão inocentes que não “percebem” as dificuldades e problemas? Ou seria porque sabem tirar proveito do momento, valorizar o que têm, sem se preocupar tanto com o que falta? Usam satisfeitas o tênis que foi do irmão, brincam com uma bola de meia, inventam modos de se divertir quando falta a luz, divertem-se com o barulho das goteiras do telhado, curtem os cardápios “sofisticados” que a mãe inventa para suprir a falta de variedades de alimentos, passam de dois na roleta do ônibus ou debaixo dela e acham a maior diversão, dormem juntos e aquecidos na mesma cama…
Os jovens, adultos e idosos modernos estão sempre buscando mais e mais. Passam de um sonho inalcançável a outro. Nunca estão satisfeitos. Querem uma casa maior, um carro mais novo, um emprego em que trabalhe menos e ganhe mais, uma viagem ao mundo, e por aí vai. Com isso, diante das dificuldades e decepções, a mente adoece, o corpo padece. A depressão é a doença da mente, a enfermidade do século, o mal dos insatisfeitos consigo mesmos.
Mas o que é realmente preciso para ser feliz? Considerando que felicidade é estar bem consigo mesmo, acredito que se respondermos à questão “preciso mesmo disso?”, estaremos respondendo à questão inicial.
Infelicidade vem de frustrações. Se não desejarmos o que não é fundamental, criaremos menos expectativas e geraremos menos frustrações. Por isso há pessoas felizes com “tão pouco” aos olhos dos outros. Para elas, é o bastante.
Um ser humano, com algumas variações, não precisa de muito além de uma mente que não se cobre tanto, um coração que ame muito, um corpo saudável e uma alma em paz… Isso as crianças possuem e os jovens/adultos/idosos já têm trabalho suficiente para conquistar e manter. Sem querer simplificar, mas já o fazendo, o que vier além disso é apenas complemento. Ser feliz é muito simples. Tão simples que sequer acreditamos!
Alda M S Santos