COMO CRIANÇA
Quisera ter a almejada e permanente confiança
Aquela que há no sorriso de uma criança
De que será firmemente segurada
Quando for para o alto lançada
Como criança queria não temer chorar
Ou poder falar tudo que machucar
Questionar o que não está tão legal
E buscar uma brincadeira que não faça mal
Quisera saber derrubar os muros do coração
Pedir ajuda se o joelho esfolado doer de montão
E buscar colo, arrego, quando pedir a emoção
Ter a agilidade infante de escalar a árvore no quintal
A inocência e alegria de se molhar num temporal
E saber que tudo passa, como todo vendaval
Alda M S Santos