AQUELES DIAS
Aqueles dias em que ela sequer quer levantar
A luz do Sol passa pela janela, invasora
Os pássaros já cantam lá fora
Indiferentes ao que se passa dentro dela
Sonhos estranhos, medos, desejo de proteção
Movimento de gente cuja vida já começou
Seguindo a marcha…
Por que, às vezes, é tão difícil tocar em frente?
Não é preguiça, não é desânimo
É uma angústia estranha, que aperta
Ficar deitada até esse sentimento passar
Ou levantar e a vida enfrentar?
O portão se abre, um carro sai
Uma oração, ela espreguiça como uma gata
Se estica toda na frente do espelho
Tem saúde, tem um caminho pela frente
Sorri, levanta, a vida segue
Eram só pesadelos…
Não é o fim, ela pensa e vai enfrentar os medos
Seguindo a marcha, a própria marcha
“Tocando em frente”…
Alda M S Santos
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