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emoções

Você não sabe!

VOCÊ NÃO SABE!
O frio que enfrentei nas noites longas, os curtos e finos cobertores que não aqueciam
Você não sabe…
As lágrimas que derramei, aquelas que engoli, quase sufoquei
Você não sabe!
Os sorrisos forçados, olhos úmidos, embaçados, disfarçando os medos
Você não sabe!
O cansaço que pesava as costas, arriava a fé, o desânimo fazendo desacreditar num futuro
Você não sabe!
A contraditória alegria e peso da responsabilidade em ser a “vida”, a motivação ou exemplo de alguém
Você não sabe!
A solidão que invade e a baixa autoestima tantas vezes assustadora
Você não sabe!
Os caminhos difíceis, secos, repletos de pedregulhos que machucaram meus pés
Você não sabe!
Aqueles que surgiram para dificultar minha caminhada, levantar dúvidas, desviar do caminho
Você não sabe!
Quantas vezes foi preciso desistir, reavaliar, recuar, redirecionar para não cair, não machucar ninguém
Você não sabe!
Quantas vezes foi necessário ser forte e buscar apoio nos ombros da fé
Você não sabe!
O que você sabe de mim é o que eu te deixo ver, que consigo mostrar
Assim somos todos! Não sou especial ou diferente!
O que sabemos de todos, o que eles sabem de nós
É apenas aquilo que foi filtrado nos pequenos furos da peneira da autoproteção
Ou por cuidado e proteção de terceiros
Não dá para saber…
Você não sabe! Eu não sei!
De nós mesmos, só nós sabemos…e Deus
Dos outros, só podemos imaginar…
Preferencialmente, sem julgar…
Alda M S Santos

Um grande evento

UM GRANDE EVENTO

A vida se faz de pequenos grandes eventos

Da nossa habilidade de eternizar momentos

Gravá-los no disco rígido de nossa memória

Tatuá-los na pele delicada de nossa alma

E ativá-los a qualquer tempo

Uma caminhada tranquila num fim de tarde

Uma conversa no banco da praça admirando o por-do-sol

Um mergulho no mar de nossas emoções mornas, quentes, calmas ou agitadas

Um choro de alegria e alívio depois de fortes emoções

Um lanche no carrinho de cachorro-quente

Um piquenique à beira de uma cachoeira gelada

Um abraço de carinho e saudade de alguém amado

Daqueles que te levantam do chão nas pontas dos pés

Um “eu te amo”, tão verdadeiro e desejado

Um beijo quente, de amor, de entrega, de confiança

Uma “taquicardia” de prazer diante de alguém que é importante para nós

Uma bala trocada que adoça a boca do outro

Um jantar na grama sob o céu salpicado de estrelas

Sonhos, desejos e planos antecipando alegrias

Um filme abraçadinhos no tapete comendo pipocas com batom

Um simples sorriso, um cumprimento ou beijo soprado de longe que a tudo contagia

Uma vida repleta de pequenos grandes eventos

Grandes, maravilhosos e eternos eventos…

Alda M S Santos

Acumuladores de emoções

ACUMULADORES DE EMOÇÕES

Uma caixa enorme com várias caixas menores dentro

Cada qual com algo precioso, único, especial

Que não pode ser descartado

Lembranças de uma época: livros, poemas, mensagens

Souvenirs, rosas secas, fotografias, cartões

Por mais que se arrume ou se ajeite

Muito pouco é descartado, e com pesar

Quase tudo volta para as caixas, para as malas, para os porta-trecos

Talvez um pouco mais organizado em suas prateleiras

Por ordem de importância, necessidade ou prioridade

O “interior” dos acumuladores de emoções é assim

Caixas e mais caixas, gavetas e mais gavetas

Um verdadeiro relicário que só eles entendem

O real valor de cada “peça” tão preciosa

Todo cuidado é pouco, pois são relíquias frágeis e interligadas

Uma que é remexida ou retirada gera efeito cascata

Bagunça e inunda toda a “organização” emocional presa por um fio

E pode afogar-se ou afogar a todos…

Alda M S Santos

Nosso maior fracasso

NOSSO MAIOR FRACASSO

Todos temos um sucesso ou vitória retumbante

Aquela que nos dá orgulho, nos motiva a seguir em frente

Um trabalho prazeroso que enobrece

Um jardim bem cuidado, um lar encantado

Uma família presente e abençoada

Filhos que são reflexo do amor e ensinamentos recebidos

Um amor correspondido e parceiro de vida…

Costumam ser esses apontados como nossos maiores sucessos

E nossos fracassos?

Seriam o oposto disso tudo?

Nosso maior fracasso não seria aquele onde mais investimos e perdemos?

O médico que não curou, o advogado que não defendeu um inocente

O religioso que não obteve a compaixão que pregou,

O professor que não ensinou o que é valioso aprender e reter

Não aos outros, não a terceiros

Mas o médico que não pôde curar a si mesmo

O advogado que foi seu próprio carrasco

O religioso que não amou sequer a si mesmo

O professor incapaz de aprender e praticar o que tanto ensinou…

Todos lutamos dia a dia para não sermos nosso próprio e maior fracasso

Para não falharmos conosco mesmos naquilo que somos especialistas…

Alda M S Santos

Não pode ser do mal

NÃO PODE SER DO MAL

Não pode ser do mal

Aquele que diz que “odeia” esse mundo injusto e cruel

Mas compõe ou toca lindas e emocionantes canções

E inspira gerações e mais gerações

Não pode ser do mal

Aquele que diz ter desistido da humanidade

E salva vidas em seu trabalho habilidoso, seja ele qual for

Não pode ser do mal

Aquele que diz não confiar nas pessoas, não acreditar no amor

E, em cada olhar, em cada sorriso, em cada toque

É afeto em forma de poesia

Ninguém é do mal pelo que diz

Somos do bem ou do mal pelo nosso fazer que “denuncia”

Aquilo que somos verdadeiramente

No trabalho prazeroso, nas atitudes de amor e compaixão

Nos olhos piedosos diante da dor do irmão

Ou quando a “eficácia” e presteza em julgar o modo de ser do outro

Cresce na mesma proporção que a inaptidão em mudar a si mesmo

Somos do bem cada vez que pintamos na alma uma tela colorida, mesmo sem querer

E iluminamos a vida de um alguém

Sem, contudo, escurecer ou borrar a tela de ninguém…

Alda M S Santos

Em cada criatura

EM CADA CRIATURA…

Amor não tem cor, não tem raça, não tem sexo

Não tem idade, não tem padrão

Amor não tem classe, filo, gênero ou espécie

Amor está na flor perfumada, nos frutos saborosos

Na copa verde ou nas folhas secas que caem

Nas sementes que se alastram carregadas pelo vento

Sobretudo na raiz que parece em repouso debaixo da terra

Mas trabalha em silêncio todo o tempo,

Irriga, protege, cuida do amor que prevalece

Amor se propaga, está nos olhos de quem vê

Amor está na terra, no ar ou no céu, passe o tempo que passar

Amor verdadeiro fica “dentro” sempre

Amor é sempre amor, qualquer um é capaz de reconhecer

É infinito, está nãos mãos do Criador

Que repassou para cada criatura

Portanto, não há lugar em que ele não tenha sido plantado

Conservar e frutificar depende de cada uma delas…

Alda M S Santos

O que reténs de mim em você

O QUE RETÉNS DE MIM EM VOCÊ

O que reténs de mim em você

Passa por dois filtros, mais ou menos poderosos: meu e seu

O que reténs de mim em você

Depende do que eu deixo transparecer do meu modo de ser

E do que você foi capaz de enxergar com sua alma receptiva ou não

O que reténs de mim em você

Depende do que, de acordo com suas capacidades, necessidades e limitações, deixou passar por seu filtro

O que reténs de mim em você

Depende do muito ou pouco que pude ou fui capaz de te dar

O que reténs de mim em você

Depende do que foi capaz de entender, aceitar e absorver

O que retemos dos outros em nós

Depende muito deles, mas depende mais ainda de nós mesmos…

O que retemos dos outros em nós é um terceiro elemento: o que eles são, misturado ao que nós somos.

Alda M S Santos

Quem está aqui dentro da caixa?

QUEM ESTÁ AQUI DENTRO DA CAIXA?

Aqui dentro está uma pessoa muito importante e especial

É uma pessoa muito linda!

Ela é muito importante para todos nós!

Sem ela esse mundo não seria digno de ser vivido.

É uma pessoa forte, guerreira e muito lutadora.

Já passou por muita coisa nessa vida e nunca desistiu.

Já ganhou, já perdeu, e ainda está aqui com muita fé.

Eu amo conviver com essa pessoa maravilhosa e tê-la em minha vida.

Para o mundo ser melhor essa pessoa nunca poderia ser deixada de lado.

Ela é a pessoa mais importante da sua vida.

Adivinha quem é?

 (A reação de cada um ao se ver no espelho)

Alda M S Santos

#carinhologos

Perder é uma m*

PERDER É UMA M*

Dizem que o importante é o prazer de jogar

Ganhar ou perder é apenas detalhe circunstancial

Uma ova!

Saber jogar é importante, ganhar é o máximo

Mas perder é uma m*! Mesmo se for uma derrota honrosa

Tudo bem que quem não sabe perder perde duas vezes

O jogo, a moral, a simpatia, o nome, a autoestima

Fica com o coração na mão, apertado, triste

E cada derrota é uma derrota diferente, mas sempre dói

Pode-se perder muitas vezes e nunca a derrota se tornar mais fácil

Independe qual seja ela: no jogo, no amor, na vida…

Culpar o tempo, o rival, o juiz, o azar, a Deus, a vida

Desacreditar as habilidades e valor do adversário

Chorar até desidratar, rir de nervosismo, fazer piadas de frustração

Desistir do jogo, da luta, da vida

Tudo faz parte das fases da dor da derrota

Mas ela só produz algo de benéfico e produtivo

Só deixa de ser uma completa m*

Quando se assume a própria responsabilidade na perda

Quer seja no jogo, no amor, na vida…

Alda M S Santos

Enquanto isso…

ENQUANTO ISSO…

Enquanto o rio não corre para cima

Vou descendo nas suas loucas corredeiras

Enquanto não conseguimos tirar leite de pedras

Vou amaciando uns corações mais flexíveis e receptivos

Enquanto vamos brigando por um mundo mais justo e fraterno

Vou estendendo a mão, desviando dos buracos, ajudando, sendo ajudada

Enquanto procuro pela rosa mais cheirosa, bonita e perfeita

Vou cuidando das lindas flores do meu jardim

Enquanto a escuridão da noite cai sobre todos

Busco uma estrela cadente e faço um pedido

Enquanto o amor não vence todos os obstáculos

Percebo que o impossível é especialidade Dele

Enquanto a tempestade assustadora não passa

Observo sua beleza, seu poder de destruição e reconstrução

E escrevo um poema…

Alda M S Santos

Sou eu?

SOU EU?

Os caminhos parecem mais longos e estreitos

Ou sou eu que mudei o modo de caminhar?

As pessoas parecem mais perdidas e carentes

Ou sou eu que mudei o ângulo do olhar?

Há menos perspectiva, menos esperança e mais decepções

Ou sou eu que fiquei mais criteriosa?

Os outros estão mais individualistas e indignos de confiança

Ou sou eu que deixei de ser tão crédula?

Há mais fugas que coragem e persistência

Ou sou eu que ando mais amedrontada?

Há mais barulho e alvoroço que felicidade real

Ou sou eu que tenho tido apreço por silêncios verdadeiros?

Há mais alegria comprada, “roubada”, ilegal, finita

Ou sou eu que prefiro alegrias conquistadas por direito, gratuitas?

Há mais sorrisos fabricados e palavras sem sentido

Ou sou eu que estou mais sensível?

Há mais estradas percorridas e menos caminhos a percorrer

Ou sou eu que estacionei em algum momento?

Está mesmo tudo muito mudado

Ou fui eu que mudei e nem vi?

Alda M S Santos

Os choques da vida

OS CHOQUES DA VIDA

Muitos choques assustadores: sépticos, anafiláticos, hipovolêmicos, cardiogênicos

Causados, quase sempre, por excessos que levam a faltas

E nos ameaçam o viver

Descargas elétricas que queimam, doem, machucam

Todos eles têm algo em comum: nos matam ou nos acordam para a vida

Para o cuidado, para eliminação do que é tóxico, venenoso

Para recuperação do ritmo adequado, manutenção do que é positivo

Como os desfibriladores a nos lembrar que é preciso bater no ritmo certo, desacelerar

Como aquela situação ou alguém que nos tira da mesmice, do tédio

Assusta, irrita, balança estruturas, choca

E diz: “você não é tudo isso”, ou “você pode fazer melhor”, ou “não tá na hora de desistir”!

O choque de realidade que desmancha ilusões, eletrocuta sonhos, desperta verdades

Que abre caminhos para novas construções

E nos alerta para qualquer risco de novo choque destrutivo

“Gato eletrocutado tem medo até do focinho de um porquinho”

Certo é que depois de um choque ninguém é mais o mesmo…

Alda M S Santos

(Des)humanas ou (In)exatas?

(DES)HUMANAS OU (IN)EXATAS?

Você é da área das humanas ou das exatas?

Busca a exatidão nas (des)humanas ou a humanidade nas (in)exatas?

Conformou-se com a inexata desumanidade da vida

Ou ainda busca o valor de X que, perdido, não quer ser encontrado?

Para você é confortável saber que zero é zero, um mais um são dois,

Ou gosta de saber que nem sempre zero quer dizer ausência, e que um mais um pode ser diferente de dois?

Gosta de sim ou não, ou o talvez, pode ser, depende, às vezes, mais ou menos, jamais, te agradam mais?

Prefere lidar com quadrados perfeitos, saber exatamente a área que te cabe nos triângulos

Ou gosta da questão ampla e filosófica de se inserir num círculo do qual desconhece o início e o fim?

Sua perspectiva de ângulo é multifocal ou é simétrico demais para admirar as multiplicidades de questões sem respostas?

Entende bem uma questão que tenha uma resposta racional, se possível resolvida na calculadora,

Ou prefere aquelas que se resolvem nos caminhos incertos e inexatos escritos poeticamente no coração?

Gosta de ter traçado todo o caminho com gastos calculados e previsão certa de chegada

Ou prefere as deliciosas surpresas naturais que “atrasam” seu caminho?

A “frieza” descalculada das exatas é tão forte quanto a inabilidade de lidar com emoções.

O “descontrole” emocional das humanas é tão forte quanto a incapacidade de calcular o tempo para sair desse labirinto.

Tão diferentes e tão necessitados uns dos outros…

Sou das humanas, tentando resolver a inexata complexidade das equações vitais, usando as ferramentas do coração…

Deu para entender?

E você está mais perto das (des)humanas ou das (in)exatas questões?

Alda M S Santos

Ainda assim, é mágico

AINDA ASSIM, É MÁGICO

É mágico viver

Aspirando o verde brilhante da esperança que sempre brota

Ainda que esteja semeada no solo árido de outros corações

É mágico viver

Invadidos pelo bálsamo do amor que acalma o nosso interior

Ainda que precisemos enfrentar a acidez diária de uma alma ferida

É mágico viver

Mesmo escondidos atrás de barricadas do “tô nem aí”

Protegendo-nos de balas nada doces lançadas contra nós

É mágico viver

Colando cada pedacinho que se quebra, que matam em nós a cada decepção

Mesmo sabendo que colar não nos protegerá de novas trincas e cicatrizes

É mágico viver

Lendo os textos da vida, nossos, dos outros, tentando compreender seus contextos

Ainda que os pretextos ouvidos não se encaixem muito bem

É mágico viver

Fazendo de cada amanhecer um rio de novas oportunidades

Ainda que nosso sol se esqueça de brilhar e as sombras sejam assustadoras

É mágico viver

Buscando pintar no rosto e na alma uma história colorida, bonita e encantadora

Ainda que em nossa paleta falte cores primárias

E precisemos criar e ousar…

É mágico viver

Corajosamente, sabendo que a única certeza que temos é do morrer

E sendo, por isso mesmo, grandes palhaços do viver…

Ainda assim, é mágico viver!

Alda M S Santos

Na cama, na grama ou na lama…

NA CAMA, NA GRAMA OU NA LAMA…

Na cama nos deitamos, relaxamos, dormimos, descansamos, sonhamos

Na cama também sofremos de insônia, reviramos para lá e para cá

Temos pesadelos, medos, traumas, choramos

Na cama amamos, nos amamos ou odiamos, fazemos amor

Na cama ficamos doentes, convalescentes, imóveis, em repouso, entregues

Não há lugar bom ou ruim por si só

Há pessoas em paz que tornam bons todos os lugares que vão

Seja na cama, na grama ou na lama…

Alda M S Santos

Coisinha beijoqueira

COISINHA BEIJOQUEIRA

-Já vem você né, coisinha?

Ela diz entre a braveza e a surpresa escondida num meio sorriso.

– Oi! Sou eu! Estava com saudades- digo, me aproximando devagar.

-Pode ficar aí. Não chega aqui, não!- diz ajeitando os cabelos.

– Quero ver você de perto. Só conversar. Sabe que te amo, amor da minha vida?

– É? Amor da minha vida?- um sorriso divertido abre as portas e eu chego.

– Como você está?- abraço a idosa e beijo suas bochechas.

Ela sorri, conta suas dores e fantasias, pergunta se fui de carro, pede para levá-la a minha casa.

Tento convencê-la a tomar um banho:

– Pra ficar mais linda, cheirosa!

– Você é a coisinha beijoqueira!

– Sim! Mas só beijo porque te amo! 💕

Ela sorri feliz em meio às suas lamúrias, mas nada de aceitar o banho…

Mas eu a amo assim mesmo!

Quanto sofrimento ela deve ter suportado nessa vida?

Não importa por quanto tempo dure o sorriso, o importante é despertá-lo!

Lá e cá!

Alda M S Santos

Coração pesado

CORAÇÃO PESADO

Coração é como balão

Foge à lei da física

Se vazio pesa muito

Murcha, cai, se esvai…

Coração é como balão

E segue a lei do amor

Se cheio do que faz bem

Como o ar rico em oxigênio

Ou carinho sem pudor

É leve, voa, flutua

Coração é como balão

Se cheio do elemento errado

Como água para este

Indiferença para aquele

Pesa, cai, estoura…

Ploft!

E era uma vez um balão

Ou um coração!

Alda M S Santos

Onde está teu tesouro?

ONDE ESTÁ O TEU TESOURO?

Busque todo o tempo suas relíquias

Procure em seu dia a dia o que lhe dá ânimo e disposição

Invista sempre naquilo que te dá força e coragem pra seguir

Preferencialmente, algo que envolva o outro, que espalhe amor

Encontre nesse agir o teu tesouro diário

Pois ali está o teu maior estímulo, o seu coração

Uma razão pela qual vale a pena viver

“Onde está o teu tesouro, ali também está teu coração”

Alda M S Santos

#carinhologos

Tem gente que se diverte

TEM GENTE QUE SE DIVERTE

Tem gente que se diverte praticando esportes

Há os que se divertem fazendo-se fortes

Tem gente que se diverte em reviver lembranças

Renovando em sua alma a esperança

Tem gente que se diverte em constante animação

Há os que se divertem em tranquila meditação

Tem gente que se diverte trilhando afoito um novo caminho

Buscando paz nesse eterno redemoinho

Tem gente que se diverte fazendo-se palhaço

Mascarando assim o cansaço

Há os que se divertem despertando um sorriso

Encontrando noutro alguém seu próprio paraíso

Tem gente que se diverte sendo amargo, mordaz

Percebendo que essa é alegria fugaz

Há os que se divertem simplesmente por existir

Descobriram que a felicidade consiste simplesmente em estar aqui…

.

Alda M S Santos

Aprendi com a natureza

APRENDI COM A NATUREZA

Aprendi com a natureza que quando o sol se põe aqui

Ele nasce e ilumina o outro hemisfério terrestre

Quando um lado nosso anoitece, escurece

Bom é valorizar nossa parte “dia”, iluminada

Sempre haverá um lado com luz forte e quente

Enquanto o outro estiver escuro e frio

Aprendi com a natureza a aceitar e apreciar todas as nossas estações

O perfume suave que nos anima e encanta quando tudo são flores em nossas primaveras

O calor de nossos verões com leveza e intensidade nos instigando a mergulhar no frescor da vida

As cores de terra, as perdas de “folhas” de nossos outonos para preservar as raízes, tempo de reflexões e plantio

O frio e hibernação no recolhimento de nossos invernos, tempo de esperança, gestando uma nova vida…

Somos assim também: fases que se interligam e se intercalam

Fases que se completam e se precisam

Fases que não têm fim, apenas rotatividade

Estou aprendendo com a natureza a lidar com seus paradoxos e antagonismos

A lidar com seca e cheia, sombra e luz, flor e fruto, vida e morte

Aprendendo com a natureza a lidar com as dicotomias humanas

Amor e ódio, alegria e tristeza, sorriso e lágrimas, interesse e indiferença, prazer e dor

Aprendi com a natureza que é preciso parecer morrer para poder nascer mais belo e mais forte

Tudo isso são apenas duas faces da mesma moeda

A moeda valiosa do viver…

Alda M S Santos

Sou a favor do Brasil 🇧🇷!

SOU A FAVOR DO BRASIL!

Não sou contra a seleção brasileira

Sou contra a seleção de alguns brasileiros

Em qualquer esfera: política, econômica, social, religiosa, esportiva…

Inclusive no futebol!

Sou contra brasileiros bitolados

Que não sabem diferenciar e separar as coisas

Que mergulham a cabeça nos campos gramados do futebol

Nos púlpitos religiosos, na câmara política, nos palcos da hipocrisia

E se fecham para o resto, bom ou ruim

Esquecem que todos nós escrevemos o Brasil!

Tal qual avestruzes, enfiam as cabeças nas areias do egoísmo

Ou se justificam com “isso é Brasil”, como se não fizessem parte

Torcer contra a seleção brasileira de futebol

Não ajuda a eliminar as outras seleções mal feitas!

Futebol é futebol, política é política, religião é religião

A cada um o seu aplauso

Ou não!

Alda M S Santos

Pássaros famintos

PÁSSAROS FAMINTOS

Nas trilhas da vida vamos sempre seguindo

Como pássaros migrando em busca de novo verão

Querendo saciar a fome, a sede, almejando algo melhor

Tal qual João e Maria, deixamos migalhas de pão

Para marcar o caminho de volta

Se lá na frente for inverno, estiver pior

Acabamos nos perdendo na densa floresta

Nos ares gelados, nas nuvens espessas

Não há mais alimento suficiente que satisfaça

Ansiamos por regressar…

Voltamos em busca da trilha de migalhas deixadas

“Pássaros” famintos comeram, o caminho se perdeu…

Mas, se atentos olharmos, migalhas deixadas estão camufladas aí

Estão escondidas em cada pessoa que encontramos e deixamos no caminho

Que das nossas “migalhas” de amor e de afeto se alimentaram

Ou que se amargaram sob nossos atos, às vezes, indigestos,

Enquanto nos alimentávamos das migalhas nem sempre doces dos que seguiam à frente.

Para nos encontrarmos, para voltar ao ponto de partida

Precisamos seguir o rastro deixado em cada um

E descobrir o ponto onde tudo começou a desandar

E voltar…

Voltar para refazer uma trilha e poder seguir em frente

Cientes de que o alimento da vida está nas “migalhas” nem sempre valorizadas

Da nossa dianteira e também da nossa retaguarda…

Alda M S Santos

Carrego em mim

CARREGO EM MIM

Carrego em mim variados fardos

Ora leves e relaxantes como água morna e espuma de sais de banho

Ora pesados e frios como sacos de cimento

Ora suaves e doces como beijos de amor

Ora longos e pesados como medo na noite escura

Cargas minhas, cargas dos outros, cargas de todos

Cargas que escolhi, cargas das quais sou responsável

Cargas das quais os responsáveis nem têm ideia que carrego

Cargas que herdei, me impuseram, não tive qualquer escolha

O caminho longo, às vezes mal escolhido também torna-se um fardo a mais

Os caminhantes despareados também desgovernam o caminhar

O desejo de descansar é grande, parar, respirar fundo

Sentar-me à beira do caminho, reavaliar a bagagem

Descartar o que pesa muito e não faz sentido transportar

Devolver cargas que não são minhas

Deixar de carregar esponjas, que absorvem peso, por “isopor”, mais leves

Dividir a carga com companheiros de viagem

Sabendo que carga dividida sempre irá pesar menos

Carrego em mim desejos de chegar

Mas não chegar a qualquer preço, de qualquer modo

Carrego em mim desejos de chegar inteira ao meu destino

Sem ter deixado pedaços quebrados de ninguém pelo caminho…

Alda M S Santos

Colcha de retalhos

COLCHA DE RETALHOS

Sou tal e qual colcha de retalhos

Variados pedaços unidos para formar um todo

Nem sempre harmônico, nem sempre belo, nada perfeito

Muitas cores vibrantes, outras apagadas

Tecidos finos, macios, outros grossos e resistentes

E que juntos se unem para formar uma colcha

Vários pedaços tão diferentes entre si

Formando uma única peça que tenta se harmonizar

Para poder passar a imagem de totalidade numa colcha

E cumprir seu papel de enfeitar uma cama, cobrir pessoas

Aquecer corpos, relaxar quem nela se deitar

Alguns verão os tecidos grossos e apagados

Outros verão os finos, delicados e coloridos

Há ainda os que verão a colcha, não importando os detalhes

Se estes estão novos ou velhos, inteiros ou rasgados

Também cuidam para não estragar toda a peça

E passam a renovar e cerzir os buracos e falhas

Assim também é comigo, conosco

Vemos e somos vistos de acordo com nossas ausências e presenças

Também do que falta ou sobra em quem nos vê

Para uns seremos a colcha “perfeita”, na medida certa

Para outros, um pano roto qualquer sem utilidade nenhuma

Para vermos melhor as outras “colchas”

Precisamos ver melhor a nós mesmos primeiro

Somos muitos pedaços formando um todo meio desconexo

Tentando entender e aceitar o todo também desconexo que são os outros…

Até mesmo as colchas inteiriças e, aparentemente, perfeitas

Se passadas pelo crivo do julgamento de um olhar crítico e, por vezes, falho

Acabarão por se mostrar retalhadas e imperfeitas

E, ainda assim, belas em sua imperfeição

E a vida segue tecendo e costurando suas tramas

Com as linhas se embolando, arrebentando e bordando histórias

Usando todos os “retalhos” e colchas que encontra por aí…

Alda M S Santos

Pedidos de socorro

PEDIDOS DE SOCORRO

O mundo pede socorro

Quem é capaz de ouvir?

Pedidos tão barulhentos quanto uma sirene

Ou tão silenciosos como uma lágrima que cai

Crianças precoces sempre de agenda lotada e irritadiças

Jovens perdidos em tantas “opções” de vida moderna

Trancados em seus quartos, “góticos”, marcas roxas debaixo de lenços

Idosos “protegidos” em suas fantasias e remédios

Sorrisos, lágrimas, saudades, abandono

Adultos espremidos entre a infância e a velhice

Solitários entre tantas obrigações e cobranças, entre tanta gente necessitada

Escondidos em suas tarefas, fugindo em seus smartphones

Atrás de amigos virtuais nas telas dos PCs na solidão da madrugada

Todos “gritando” por socorro

Quem é capaz de ouvir?

Cada qual gritando sua dor de um modo

No andar, no olhar, no se esconder, no se mostrar

Na solidão autoimposta, nas atividades excessivas

Nas rebeldias constantes, nas drogas lícitas ou ilícitas

Na irritação desmedida, nos vícios diversos

Quem é capaz de ouvir?

A dor atinge a todos, o grau é variável, de “normal” a patológico

No sentir e no demonstrar

Mas há sempre uma “droga” a nos salvar

Até que não haja mais salvação

Quem é capaz de ouvir?

“Ouvir” a dor do outro é um modo de nos enxergarmos também

E, talvez, conseguirmos nos salvar…

É preciso olhar devagar, demorar-se na dor do outro

Mergulhar fundo na própria dor

Até não mais temê-la, até conseguir diluí-la…

É preciso a pureza e confiança de uma criança para “herdar o reino do céu”

O mundo pede socorro

Quem é capaz de ouvir?

Alda M S Santos

Espírito verde/amarelo enterrado a 7 palmos

ESPÍRITO VERDE/AMARELO ENTERRADO A 7 PALMOS

O espírito da copa do brasileiro está enterrado no 7 x 1

Não só naquele que todos queríamos esquecer

Está enterrado a 7 palmos de decepções e angústias

7 gols que tomamos todos os dias

Nossa camisa canarinho está rota, rasgada, esfarrapada pelos usos e abusos dos 7:

Educação, saúde, violência, transporte, desemprego, miséria

E para jogar a pá de cal, corrupção/ladroagem

Mas ainda há aquele gol a favor, afinal foram 7 x 1

Aquele único gol que representa resistência, sinal de vida

A fé do brasileiro, aquele que é forte, mesmo nas adversidades

Alegre e solidário, carinhoso e lutador mesmo na lona

Compreensível que esteja enfraquecido e descrente

Desanimado e desesperançoso, quase entregue às hienas

Aceitável que não queira mais investir nessa válvula de escape que é o futebol

Mas enterrar o patriotismo, inclusive declarando-se anti-brasileiro,

Não ajuda em nada o nosso “time”

Não a seleção de futebol, mas o time de brasileiros guerreiros do dia a dia

Que, independente dos gols que tomam, ou que cometem contra si mesmos,

Continuam nessa disputa até o fim

Países de primeiro mundo que tanto aplaudimos ou aqueles paupérrimos são extremamente patriotas desde o berço, de ouro ou de palha.

Matar o patriotismo é matar nossa chance de melhorar

Não se joga o que tem de bom fora, porque o restante está com sérias avarias

Não destruímos a audição quando a visão escurece

A hora é de ativar o que temos de bom e forte

E se agora é o futebol que nos fortalecerá, que seja

Sabendo, é claro, que ele não pode vendar nossos olhos

Ao contrário, deve servir para dar ânimo para lutar por outras questões:

Aquelas 7, lembram?

Precisamos vencê-los(as)!

Por cada um de nós!

Alda M S Santos

Previsão do tempo

PREVISÃO DO TEMPO

Tempo propenso a grandes instabilidades físicas e emocionais

O ar úmido e quente vindo dos trópicos alheios pode nos atingir em cheio

Avariando corpo, mente, alma e coração

Maré alta em nossos oceanos acabam por provocar grandes tormentas, frustrantes e dolorosas ressacas

Umidade interna intensa e sujeita a transbordamento ocular

Nebulosidade ao longo do dia turvam a visão ocasionando temporais isolados e destrutivos

Ventos polares fortes trazem a conhecida, terrível e viral massa de ar frio

Causadoras de males pulmonares, circulatórios e cardíacos

Agasalhe suas emoções! Movimente-se!

No oeste há chuvas torrenciais, cuidado com inundações e os lixos trazidos

Lembre-se do guarda-chuvas!

Granizos de variados tamanhos podem machucar, causar grandes danos e deixar marcas

Aproveite para colocar na enxurrada o que não mais lhe serve

No leste, chuva fina intermitente, daquelas que aguam o passado, baixam a resistência no presente, comprometem o futuro

No Sul possibilidade de alta luminosidade, sol forte e calor

Abra as janelas da alma, deixe a brisa suave e o sol entrar, aqueça-se

Coloque os guardados para tomar um ar

Tome um ar você também, inspire fundo, expire…

O tempo é só o tempo: mutável e instável

O clima é o que fazemos dele…

Escolha um clima bom para você viver!

Alda M S Santos

Inocência, ingenuidade

INOCÊNCIA, INGENUIDADE

Inocência, ingenuidade

Credulidade, confiança

Quando se perde na vida

Tão bonita cumplicidade?

Inocência, ingenuidade

Pureza, sorriso solto, iluminado

Quando se perde na vida

Tão agradável docilidade?

Inocência, ingenuidade

Transparência, curiosidade

Quando se torna ambiguidade

O olhar que era pura afinidade?

Inocência, ingenuidade

Sinceridade, esperança

Quando se perde na vida

Tão humana liberdade?

Inocência, ingenuidade

Carinho, naturalidade

Quando isso se transforma em

Tão adorável sensualidade?

Inocência, ingenuidade

Paz, gratuita amorosidade

Quando se perde na vida

Tão almejada felicidade?

Certamente, digo,

Quando se perde a simplicidade

Tudo isso fica na saudade…

Alda M S Santos

Somos músicas

SOMOS MÚSICAS

Somos músicas na vida uns dos outros

Músicas de todo tipo, ritmos e duração

Suaves, bem românticas, de dançar agarradinho

Bem quentes, agitadas, de suar e liberar a energia

Umas para cantar e ouvir bem alto, junto dos outros

Outras para curtir sozinhos e silenciosos

Ou aquelas de letra marcante, verdadeira declaração de amor

Vestem como uma luva nosso estado de espírito

Podemos ser daquelas da parada de sucesso

Chegam rápido, fazem o maior auê

E se vão tão velozes quanto chegaram

Ou daquelas que se tornam clássicas pela beleza e poesia

Como canto incessante de pássaros

Nunca se perdem no tempo, relíquias, preciosas, saudosas

Podem ter décadas e décadas, e de “vez em sempre” voltam

Chegam devagarzinho, grudam na nossa mente

E mesmo depois que passam nos pegamos cantarolando

Ainda que apenas em nosso interior…

E há aquela que é nossa verdadeira música, nossa trilha sonora especial

Aquela gravada no vinil da nossa alma

Que toca na nossa vitrola, com agulha personalizada, sensível

Músicas e pessoas são marcantes

São melodia, são poesia na vida da gente.

Alda M S Santos

Erro de Deus?

ERRO DE DEUS?

“Se há algo que Deus errou ao criar o mundo foi tê-lo entregue à “administração” masculina.”

A vendedora ambulante me dizia quando fui comprar toucas de lã e meias de cano longo.

Afirmou que quase não vendiam por serem usadas com botas e homens não queriam saber de trabalhar.

Falei que precisaria das meias longas, pois seriam brindes para a Festa Junina dos idosos dos asilos que meu grupo ajudava.

“Aposto que são apenas mulheres que ajudam!”

Expliquei que havia alguns homens no grupo, mas que a maioria era mesmo mulheres.

“Tenho minhas dúvidas quanto a Deus ter criado Eva a partir da costela de Adão.”

Sorri solidária.

“Como pode parte da costela ser algo bem melhor?”- não se conformava!

Apesar de brincar, parecia muito chateada e certamente carregava nas costas algum homem preguiçoso e folgado.

“O mundo será melhor quando as mulheres puderem tomar a frente de tudo”!

Consegui algumas meias e um bom desconto nas toucas.

“Para ajudar”- ela disse!

Fui embora pensando naquilo, quase esbarrei no carrinho de picolé de um senhor bem velhinho, bem pequeno, sorridente.

“Um picolé, moça distraída?”

Sorri e agradeci. Olhei para seus pés. Elogiei as botas que usava…

Pus-me a pensar nos homens e mulheres ao longo de minha vida.

O mundo seria melhor se fosse mais feminino.

Era mesmo uma questão de gênero!

Não de gênero físico, mas de gênero da alma.

Almas femininas são mais sensíveis e fortes, paradoxalmente, e administrariam bem melhor esse mundo!

Alda M S Santos

Sentia frio…

SENTIA FRIO…

Todos os dias levantava cedinho

Sentia frio sempre, muito frio…

O sol chegava tão devagar quanto ele, parecia não aquecer

Buscava um banco na praça onde os raios já iluminavam

Queria se esquentar, se aquecer, fazer correr calor em suas veias

Sentia frio sempre, todo o tempo…

Encolhido em si mesmo, pele enrugada tanto quanto suas emoções

Olhos ao longe observava as crianças barulhentas, agitadas, aquecidas

Será que tinha saudade de sua meninice?

No outro banco um casal de namorados parecia uma só pessoa

Ficou um tempo a observá-los

Havia calor ali…

Mas ele sentia frio, muito frio…

Daquele que atinge os ossos, todo o interior

Aquele frio que nenhum cobertor, chá ou escalda-pés resolvia

Voltou-se para dentro de si buscando calor de outras épocas

Queria se aquecer novamente!

Um calor recheado de afeto e carinho como colo de mãe

Um calor adocicado e suave como sorriso melado de criança

Um calor intenso e molhado como beijo da mulher amada

Queria que o frio fosse embora

Queria aquecer a alma…

Alda M S Santos

Nada tão humano

NADA TÃO HUMANO

Nada tão humano quanto a necessidade de aprovação

Quanto o desejo de agradar, de ter atos e pensamentos admirados

Ser aceito pelo que demonstra de si mesmo

Até naquilo que tenta esconder

Nada tão humano quanto a necessidade de ter atos corroborados

De parecer bem e correto aos olhos dos outros

Ser aprovado é ser aceito, ser aceito é ser amado

Nada mais humano que a necessidade de ser aprovado e amado

Por si e por seus semelhantes, ter companhia e apoio

Porque essa necessidade é sinal de incompletude, de imperfeição própria

E o que é mais humano que a imperfeição?

Alda M S Santos

Viver é contagioso

VIVER É CONTAGIOSO

Mau humor e dor contagiam tanto quanto vírus

Frieza e indiferença são transmissíveis no ar

Alegria “pega”, tristeza “pega”

Basta estar perto e aberto e respirar

Se não podemos escolher com o que ser contaminado

Temos alguma escolha naquilo que queremos contaminar

Escolhemos contagiar o mundo de coisas boas, de amor

Basta de tristeza e dor

Abraços e carinho são profiláticos

“O amor é contagioso”!

Alda M S Santos

#carinhologos

#abracosgratis

Hoje, não!

HOJE, NÃO!

Hoje quero ver o lado bom das pessoas

Aquele que muitos preferem não ver

Não quero enxergar as falhas, os egoísmos, as covardias

Não, hoje não!

Hoje quero me alegrar com o sol que brilha

E possibilita nossa própria fotossíntese

Não quero reclamar do calor ou do frio, da chuva ou da seca

Não, hoje não!

Hoje quero me fixar nas saudades boas, nas risadas gostosas, no amor vivido

Não quero lembrar das decepções, dos medos, das ingratidões

Não, hoje não!

Hoje quero ser grata ao passado que me formou,

Ser ativa no presente que me mantém, esperançosa no futuro que me aguarda

Não quero ser daquelas que se enfurnam na tristeza e se afogam nas próprias mágoas

Enquanto buscam culpados para o lago sujo que se forma a sua volta

Não, hoje não!

Hoje quero ser o bem, fazer o bem, levar alegria pelo caminho

Hoje quero fazer essa travessia mergulhada em sorrisos

Não quero esperar muito do mundo, apenas me doar e ser grata ao que vier

Não, hoje não quero reclamar de nada!

Hoje quero ser paz e fazer apenas um pedido

Todos os dias podem ser como hoje?

Alda M S Santos

Que fazemos com nossos lixos?

QUE FAZEMOS COM NOSSOS LIXOS?

Cuidar do meio ambiente é também cuidar de nossos lixos: tóxicos ou não

Que temos feito com nossos lixos?

Jogamos nas águas rasas humanas, contaminando o ambiente alheio?

Enterramos em nós mesmos, bem fundo, contaminando nossos lençóis freáticos?

Reciclamos, transformando dor em pérolas, o nocivo em algo útil para nós e para todos?

Bom lembrar que todo lixo que jogamos “fora” circula e volta para nós

Produzir menos lixo, menos sentimento tóxico é importante

Mas saber transformar o lixo produzido em arte é fundamental

Reciclar os cacos de vidro cortantes que recebemos dos outros

Transformando-os em amor é habilidade especial

É um modo de preservar nosso meio ambiente

É uma maneira de conservar nossa alma viva!

Que você tem feito com seus lixos?

Alda M S Santos

Flores no caminho

FLORES NO CAMINHO

São flores, doces, lindas, coloridas

Enfeitam, perfumam, ocupam todos os espaços possíveis

Alegram os caminhos nem sempre fáceis ou justos

São vida!

Pelo olhar adentram a alma, invadem recônditos escuros

Deixam uma suave fragrância de vida onde passam

Abrem um sorriso iluminado onde tocam, em quem presenteiam

Fazem minar nos olhos gotas brilhantes como orvalho

Mas também precisam ser podadas, cortadas

Ou podem sufocar tudo a sua volta, matar por asfixia

A sabedoria consiste em identificar o momento certo da poda

E o quanto é possível cortar sem matar

E seguir o caminho …

Na esperança de novo broto, mais forte e mais bonito

Nos ciclos vitais da natureza que brotam dentro de nós

A primavera vem mais bonita para quem soube apreciar o inverno

Não somente tolerá-lo!

Alda M S Santos

Caiu, quebrou…e agora?

CAIU, QUEBROU…E AGORA?

Bela, frágil, delicada

Caiu, quebrou, vários pedaços cortantes

Entornou, molhou, feriu, machucou, sangrou

E agora?

Junta tudo, enrola num jornal, põe para o lixeiro

Cristal quebrado não tem conserto!

Caiu, quebrou…e agora?

Guarda todos os cacos num cantinho como lembrança, revisita, faz um concerto dentro de si

Afinal, teve seus dias de glória, conta uma história especial e bonita

Caiu, quebrou…e agora?

Segue faltando pedaço, adapta-se ao que restou, meio vazio, meio cheio, entornando por aí

Caiu, quebrou…e agora?

Cola cada pedacinho como der, com cuidado para não mais se ferir

E continua a servir o doce vinho, o amargo Campari

Ou a borbulhante champanhe

Celebrando a vida…

Cada “cicatriz” a torna única, original, ímpar

Sinal de queda, mas também de vitória, aprendizado e sobrevivência…

Caiu, quebrou…e agora?

Cole! Seja o cristal ou a vida!

Alda M S Santos

Caí no poço

CAÍ NO POÇO

-Caí no poço!

-Quem te tira?

-Meu bem!

-Seu bem é esse? É esse?

-Que você quer dele? Maçã, pera, uva ou salada mista?

E as crianças brincavam na rua, felizes, escolhendo seus “pares”

Ganhando beijos, abraços, apertos de mão

Sem saber que a brincadeira era “preconceituosa e sexista”

Que formava pessoas dependentes, inseguras e frágeis

Hoje, para ser politicamente correto, seria mais ou menos assim:

– “Caí no poço!”

– Tem certeza? Ninguém cai assim! Quem te jogou? Não aceite! Denuncie!

– “Quem te tira?”

– Seu “bem” que nada! Não dependa de ninguém, aprenda a se virar, empodere-se!

– “Seu bem é esse?”

– Nada isso! Você é seu próprio bem! Abra os olhos! Veja bem onde está se metendo! Não se iluda!

– “Que você quer dele?”

– O quê? Ninguém dá nada para ninguém! Devemos conquistar o que queremos e não esperar nada do outro, além de respeito!

Assim, o mundo vai ficando cada dia mais sem graça

Cessam as brincadeiras de rua, com amigos reais, que nos divertiam

Nos faziam crescer, nos ensinavam a lidar com diversidades e adversidades

E nos preparavam para enfrentar um mundo, cada dia mais chato e cruel

E não recebemos nada melhor em troca…

Com pretensões de não ser excludente, de se tornar mais justo e igualitário

O “novo mundo” exclui, e muito, nossa capacidade de lidar com ele

E com aqueles que o habitam, independente de gênero, cor, raça, cultura ou sexo…

-Caí no poço! Quero ajuda! Quem me tira?

E quero salada mista!

Alda M S Santos

Miragem

MIRAGEM

Como sonâmbulo, você andava num espaço bonito, porém frio e nebuloso

Passava por muita gente e não enxergava ninguém

Alguns lhe estendiam as mãos, sorriam, cumprimentavam

Outros nem te percebiam ou pareciam bravos contigo

Você não via, parecia ter outro objetivo

Olhos sem brilho, “adormecido”, opacos

Mas seguia…sem parar para nada

Eu observava de longe, encolhida num canto, chorosa

Você chegou até mim, os olhos brilharam, acordaram

Estendeu-me as mãos, levantou-me do chão

Pediu desculpas, chorou, me abraçou demoradamente

“Eu sempre te amei… sempre”-afirmou muitas vezes

E sumiu numa nuvem de fumaça

Como miragem…desapareceu…

Sentei-me novamente no canto

Você voltou para a vida

Eu continuei ali de onde não poderia sair…

Um sonho perturbador!

Alda M S Santos

Uma brisa leve

UMA BRISA LEVE

Saudade só é boa quando a lembrança não dói mais

Quando traz alegria e não tristeza

Quando fazemos as pazes com quem ou o que foi embora

Quando a partida do outro ou de um tempo bom

Nos irriga de alegria, de gratidão, faz-nos bem por ter existido

Enquanto alimentarmos raiva, tristeza, revolta ou decepção

A saudade será como um desastre ambiental dentro de nós

Daquele tipo que percebemos a chegada

Mas não temos forças para evitar…

Saudade não pode ser uma tempestade destruidora

Saudade deve ser como uma brisa leve e suave

A balançar nossos cabelos, aquecer nossos corações

Arrepiar de prazer nossa pele, iluminar nosso sorriso de amor

Fazer brilhar nos olhos o reflexo de uma alma em paz…

Alda M S Santos

Casa bagunçada

CASA BAGUNÇADA

Em nossa casa nos acostumamos com nossas bagunças e desordens

Quase sempre nos encontramos, com alguns tropeços, nas coisas esparramadas

É onde podemos ser nós mesmos, sem necessidade de impressionar ninguém

Onde nos sentimos bem, independente da simplicidade ou confusão

Conhecemos cada teia de aranha, cada móvel fora de lugar

Aqueles desgastados pelo uso ou empoeirados pelo desuso

Os que de nada valem mais, exceto pela lembrança de quem os usou

As toalhas molhadas sobre a cama, o perfume nas roupas no armário

Os chinelos sob os móveis, os pés de meia perdidos

A torneira da pia que pinga sem cessar, a trempe do fogão com defeito

A temperatura oscilante do chuveiro que não impede o banho demorado

O barulho estranho da geladeira como um alerta de sobrevida

Aquela quina onde sempre acertamos os dedos dos pés descalços

A poltrona preferida, o lugar marcado na mesa

O jeito secreto de girar a chave na fechadura que só nós sabemos

O livro lido e relido na rede, a estante cheia, a despensa quase vazia por distração

A cortina que pouco escurece, o vidro da janela manchado pela última chuva

A TV sempre ligada sem ninguém ouvir, o sol que entra pela fresta de tardinha e cria imagens mágicas

O tapete escorregadio, as roupas amarrotadas no varal

A lâmpada que pisca como boate, o cheiro de saudade grudado no travesseiro

O silêncio frio da noite em contraste com nossos barulhos

A manhã que traz esperança, sol e calor sob os lençóis…

Seja como for, essa “casa” é nossa…

Somos responsáveis por ela, cuidamos como podemos

Não queremos ter que “esconder” nada de visitantes

Precisamos ficar à vontade com quem chega

Sem nos sentirmos envergonhados por ser o que somos

Visitas com pretensões de se tornar moradores precisam fazer parte desse caos

E só nos sentiremos bem com alguém que aceite nossas bagunças

Ou, no mínimo, nos ajude a arrumá-las sem descaracterizá-las…

Alda M S Santos

Uma questão de justiça

UMA QUESTÃO DE JUSTIÇA

Não se faz justiça quando igualamos o que é distribuído, mas quando equalizamos

A justiça não se faz quando todos ganham o mesmo pedaço de pão

Mas quando o pão que recebem mata sua fome, sem falta ou desperdício

A justiça não se faz quando todos recebem a mesma quantidade de afeto, de beijos e abraços

Mas quando o carinho recebido é na medida certa para suprir sua escassez

A justiça não se faz quando todos recebem o mesmo cobertor, o mesmo calor

O mesmo afago e o mesmo amor

Mas quando é observado o frio de cada um, a carência de amor de cada um

A justiça não se faz dando tudo no mesmo formato e quantidade

A justiça se faz quando cada qual, diferentes no modo de ser e agir

Recebe de acordo com suas necessidades…

Alguém que “recebe” o que não precisa

Alguém que toma o que não lhe pertence

Está deixando um outro necessitado

Um ser humano consciente sabe disso, sente isso

E tenta equilibrar a balança

Como um pai cuidadoso e observador faz com os filhos

Como o Pai, Mestre do Amor, faz conosco…

Alda M S Santos

Aparências

APARÊNCIAS?

Tantos os sorrisos de capa de revista

Tantas as lágrimas de novela mexicana

Tantos abraços que pouco enlaçam

Tantos beijos que não tocam a alma

Tantas palavras que não aquecem

Tantas belezas de superfície

Tanta felicidade apenas de fachada

Quanto disso tudo que vemos por aí é real,

Quanto é apenas aparência

Quanto é apenas sobrevivência?

Como saber?

Será que realmente isso nos importa?

Olhamos ao menos duas vezes para notar?

Quem tem sensibilidade para perceber isso

Nos outros, em si mesmos?

Mais vale uma lágrima real, dolorida, sincera, mesmo escondida

Uma saudade que corta fundo, fere, machuca

Uma dor ou mágoa encarada

Que um sorriso largo, que não chega aos olhos

E enche os consultórios psiquiátricos

E o próprio organismo de medicações tarja preta!

Lágrimas? Sorrisos? O que pode estar se misturando às drogas?

Quem se importa se é flor ou espinho?

Alda M S Santos

Sinto, logo…

SINTO, LOGO…

Sinto tanto, sinto muito, sinto com força

Dor, tristeza, mágoa, decepção

Sinto, logo…sofro!

Sinto tanto, de todas as formas e grandezas

Vontades, desejos, saudades, lembranças

Sinto, logo…espero!

Sinto tanto sem querer, por querer, quase desisto

Descrença, desânimo, desalento, descaso

Sinto, logo…resisto! Choro, sorrio…

Sinto tanto a qualquer hora, a qualquer tempo, a todo tempo

Cheiro de flor, cheiro de amor, de encanto, de alegria e fé

Sinto, logo…vivo!

Alda M S Santos

No fundo de um olhar

NO FUNDO DE UM OLHAR

Atravessar a grossa camada de gelo que o separa do mundo

Passar pela névoa densa que o protege, deixando-o opaco e sem brilho

Mergulhar na espessa, escura e profunda liquidez

No fundo de um olhar

E lá ficar…

Sondar espaços e ambientes, enxergar nesgas de luz

Buscar um novo ângulo, nova perspectiva, nova compreensão

Estender a mão, o abraço, um amasso, o perdão

No fundo de um olhar

Arriscando não mais voltar…

Perder-se em obscuridades e labirintos confusos

Vencendo saudades, medos, culpas e inseguranças

Reconstruir trilhas desfeitas, derrubadas

No fundo de um olhar

E novamente se encontrar…

Trazer à luz a paz retida no fundo da alma

Abrir as persianas que sombreiam a retina

Iluminar o verde da esperança que Ele nos dá

No fundo de um olhar

Resgatar a alegria

Fazê-lo novamente brilhar!

Alda M S Santos

Deus nos quer crianças

DEUS NOS QUER CRIANÇAS

Na infância somos crianças autênticas e felizes

Encontramos alegria nas pequenas coisas…

Um bichinho de estimação, uma brincadeira qualquer…

Crescemos, buscamos felicidade onde não se encontra

Esquecemos o quanto é simples ser feliz

Deus nos torna pais e mães para nos relembrar

O quanto a felicidade se encontra no brilho de um sorriso puro e inocente

Os filhos crescem…

Deus manda os netos, sobrinhos-netos, para exercerem o mesmo papel

Renovarem a fé, alegria e esperança

Uma aula de reforço de simplicidade e pureza

Quando não conseguimos mais notar ou acompanhar as crianças

Nós mesmos nos tornamos crianças na velhice…

Deus quer pra nós a alegria, pureza, simplicidade, confiança e inocência das crianças…

Ele sabe o que é bom para nós!

Alda M S Santos

Amor inexplicável

AMOR INEXPLICÁVEL!

Quando uma mulher se torna mãe

Sua vida, que julgava sua, deixa de lhe pertencer

Suas alegrias passam a depender da felicidade dos filhos

Suas lágrimas escorrem na mesma proporção que as dos filhos

Sua vontade de viver, medo de morrer

Tem tudo a ver com a vida que julga ser dependente da sua

Quando, na verdade, a vida de toda mãe é que é dependente da vida do filho

Seu coração bate em outros peitos que não o seu

Torna-se capaz de realizar as maiores loucuras para protegê-los

De abrir mão de loucos desatinos em benefício deles, visando seu bem estar

Para que no futuro, fortes, confiantes e corajosos

Eles possam recomeçar novo ciclo de vida

Cometendo suas próprias “loucuras” e desatinos

Sendo felizes…

Amor de mãe, em grandeza, forma, incondicionalidade

O amor mais próximo do amor de Jesus: inexplicável!

Amo vocês além do infinito, eternamente…

Alda M S Santos

Não faz sentido?

NÃO FAZ SENTIDO?

Quando estivermos meio perdidos

Sem conseguir encontrar o sentido da vida

Talvez estejamos procurando no lugar errado

Melhor afastar um pouco o foco de nós mesmos

Lançar o olhar para fora, para o outro, perto ou longe de nós

O sentido pode estar no que podemos fazer por eles

E encontrando-o ali, como mágica

O encontramos novamente em nós

Tudo volta a fazer sentido…

Alda M S Santos

#carinhologos

Amor: costurado e bordado a dois

AMOR: COSTURADO E BORDADO A DOIS

Pedimos a Deus mais paciência

Mas ignoramos as situações nas quais Ele nos coloca para desenvolvê-la

Pedimos a Deus corpo e mente saudáveis

Mas intoxicamos nosso organismo com os venenos dispensáveis do dia a dia

Pedimos a Deus um trabalho bem remunerado e prazeroso

Mas não buscamos estudar e nos aprimorar

Pedimos a Deus mais justiça e paz nos nossos convívios

Mas brigamos no trânsito, nos irritamos nas filas de banco, no transporte coletivo

Pedimos a Deus que nos proteja de todo mal

Mas muitas vezes dispensamos os anjos enviados para nos proteger

Pedimos a Deus que nos perdoe de nossas falhas, que nos dê nova chance

Mas insistimos em navegar em canoas furadas, cometendo os mesmos erros

Pedimos a Deus relacionamentos verdadeiros, que nos aceitem e valorizem como somos

Mas a recíproca de nossa parte nem sempre é verdadeira

Pedimos a Deus um amor só nosso, na nossa medida

Mas não somos capazes de nos flexibilizar para crescer e amar

Ignoramos que amor na medida é construção diária, costurado e bordado ponto a ponto, a dois

É preciso buscar, não se encontra em pronta-entrega, tampouco há delivery…

Mas somos sortudos e abençoados

Deus nunca desiste de nós!

Alda M S Santos

Brincar de ser feliz

BRINCAR DE SER FELIZ

Brincar…de ser feliz

Dançar, pular, correr

Chupar picolé até se lambuzar

Sorrir até a barriga doer

Despertar um sorriso em alguém

Brincar…pra ser feliz

Sentar no chão, gargalhar

Voltar a ser criança, confiar

Agarrar um bichinho de estimação

Aspirar o perfume de uma rosa

Brincar…de ser feliz

Namorar, abraçar, beijar, amar

Pedir colo, ser colo, fazer amor

Ser o amor de alguém

Chorar se der vontade, inútil engolir o choro

Dormir de conchinha, sonhar

Ler um livro, escrever um poema, ser a poesia

Brincar… pra ser feliz

Mergulhar numa cachoeira gelada

Cantar alto, rezar baixinho

Tomar um banho quentinho

Assistir filme no tapete, debaixo de edredom

Se empanturrando de pipoca

Brincar… de ser feliz

Declarar o amor, apaziguar a dor

Responder a um bom dia, contar uma piada

Rir de si mesmo, sorrir para o outro

Retirar os pesos das costas, ser leve

Perdoar, acreditar que ainda vale a pena…

Brincar de ser feliz…

Brincar pra ser feliz…

Brincar para fazer feliz…

Alda M S Santos

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