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Quando o mundo acabar

QUANDO O MUNDO ACABAR

Quando o mundo acabar, não quero chorar
Vou sentar num canto, refletir, analisar
Será que fiz tudo que me cabia
Sem esmorecimento, preguiça ou letargia?

Quando o mundo acabar, voltarei para casa
Livre de todos os pesos, leves asas
O quanto ficará de mim nesse espaço
Ao menos deixarei algum forte laço?

Quando o mundo acabar, não quero chorar
Serei grata, penso que o pranto vai chegar
Seja saudade, não arrependimenro ou pesar

Mas enquanto o mumdo não acabar por aqui
Assumirei minha parte, vou amar, vou agir
O voo de volta por hora pode seguir sem mim

Alda M S Santos

Data limite

DATA LIMITE
Uma data “limite” para a vida continuar ou se findar
Para o amor fluir, acontecer
Vida, tecnologia, ciência, evolução
Mas, principalmente, amor
Uma data limite na batalha contra a morte e destruição
Uma data limite para interação entre os seres da criação
Data limite para sentir-se parte, para ajudar, para a autoaceitação
Um mundo tão injusto e cruel
Mas cheio de oportunidades de crescimento, de compaixão
Nunca se falou tanto de amor
Nunca se “brigou” tanto pelo amor
Pelo amor aos pequenos, às minorias, àqueles que nem podem se defender
Amor a vegetais, animais, amor aos que não são “iguais”
Amor à natureza, ao planeta, à galáxia, a seres especiais
Quem é mesmo que sempre amou o diferente, o pequeno
Quem se entregou pelos fracos e pecadores
Quem lutou por justiça pelos desamparados?
Ele está aqui…tão perto…tão dentro…
Vamos deixar o amor fluir…
A data não é limite, é continuidade
Se você está aqui, você faz parte
Deixe o amor fluir de você, para você
A nova era chegou…
Alda M S Santos

O fim do mundo

O FIM DO MUNDO

“Esse fim do mundo me decepciona”

Ouvi certa vez e pus-me a refletir

O que seria a decepção maior nesse caso:

O modo cruel, traiçoeiro e torturante como o fim se aproxima?

A angústia pela demora ou ausência real de um fim tão proclamado e profetizado?

A tristeza tão profunda de alguém por permanecer aqui enquanto aguarda ansiosa por esse fim que “nunca chega”?

A tortura da espera por algo tão doloroso que não se cumpre

Só pode ser assim tão decepcionante

Se o agora estiver mais temerário que o fim apocalíptico!

Triste viver!

Alda M S Santos

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