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poemas e reflexões da vida cotidiana

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Mudanças

MUDANÇAS

O que em nós é passível de mudanças?
Pensamentos, sentimentos, ações?
Sobre quais deles temos controle?

Pensamentos podemos, não sem esforço, desviar, redirecionar.

Ações podemos modificar, amenizar, amplificar ou adequar.

Sentimentos são os mais complicados.

Podemos tentar sobrepor outros a eles, tirá-los de foco, reduzir a importância.

Sentimentos necessitam de alimento,

Quase sempre advindos dos pensamentos e ações.

Redirecionar pensamentos, modificar ações

São meio caminho para sufocar sentimentos,

Ou matá-los por inanição,

Visto que se retroalimentam.

Vale avaliar quais partes de nós esses sentimentos alimentam ou sustentam,

Pois podemos, antes de matar o sentimento,

Desmoronarmos ou matarmos a nós mesmos.

Alda M S Santos

Laços

LAÇOS

Em qualquer circunstância, 

Duas linhas não se cruzam por acaso. 

É preciso cuidar de nossos relacionamentos 

De amor, de amizade, cuidar de nossos corações, 

Desfazer nós, criar mais laços, 

Montar essa bela trilha que nos cabe todos os dias…

Alda M S Santos

Confiança

CONFIANÇA

Confiança tem medida?

Pouca, muita, total, absoluta?

Perdida, pedida, recuperada, doada?

Confiança existe na medida exata do amor,

Se essa balança oscila há problemas.

Como o amor, confiança é conquistada, alimentada.

Também pode ser infinita,

Também pode ser quebrada,

Também pode ter sido enganada.

É bela, forte e delicada como uma flor.

E, como o amor, é preciosa e dolorosa quando não correspondida.

Alda M S Santos

Gramados

GRAMADOS

A tendência do ser humano de sempre achar que a grama do vizinho está mais verdinha é perigosa. 

O tempo que ele perde invejando a grama alheia poderia ser investido regando seu próprio gramado. 

Não convém esquecer que também é vizinho de alguém e que pode haver olhos cobiçosos sobre sua graminha.

Invejar grama alheia não faz a nossa manter-se viçosa e mais atrativa aos nossos olhos.

Precisamos aprender a dar valor ao que temos.

Cuidemos do que é nosso! 

Alda M S Santos

Labaredas ou cinzas

LABAREDAS OU CINZAS?

Pequena chama, altas labaredas

Apenas brasas, fumaça, cinzas…

Somos fogo, todos, em suas várias etapas de combustão:

Eclodindo, propagando,

Em continuidade, se extinguindo…

E cada etapa de nossa vida pode estar num desses estágios.

Podemos estar eclodindo profissionalmente,

Nos propagando em âmbito familiar, em continuidade amorosamente,

Nos extinguindo em outras áreas. 

Claro é que fogo não se mantém onde não há combustível e comburente.

E para se propagar e ser contínuo o fogo necessita de condução.

Somos nós que podemos iniciar uma reação em cadeia,

E levar chamas para onde é quase cinzas. 

E, assim, manter o calor em todas as áreas de nossas vidas. 

Alda M S Santos

Cansaço

CANSAÇO

Tudo bem que há pessoas e pessoas, modos diferentes de ser, 

Mas, às vezes, cansa…

Ser a pessoa que sempre engata a primeira marcha,

A que gira a chave na fechadura,

Ser a pessoa que abre a porta, escancara as janelas,

A que dispara o saque, que dá o primeiro pontapé,  

Aquela que busca, que vai atrás, que se empenha, dedica,

Ser sempre a primeira a dar o bom dia,

Aquela que lança os sorrisos,

Ser aquela que diz “tudo bem”?

Aquela que propõe passeios ou aconchegos,

Ser aquela que inicia uma conversa, 

A primeira pessoa que estende a mão, que oferece o abraço.

Sensação de que se fechar a boca, para palavras e sorrisos,

Não abrir portas, deixar a vida no ponto morto,

O mundo pararia à sua volta,

Cheira a descaso, a desvalorização…

A primeira a sempre fazer tudo pode se cansar,

E ser a primeira a chutar o balde!

Alda M S Santos

Explosões

EXPLOSÕES

Fios de alta tensão muito próximos

Pontos positivos e negativos que se tocam

Acúmulo de objetos num espaço reduzido 

Angústias, dores e mágoas não resolvidas

Sentimentos intensos, bons ou maus represados…

Aumento súbito de volume

Sempre acarreta liberação forte de energia. 

Tudo isso é prenúncio de explosão.

E explosões quase sempre trazem estragos…

É preciso uma válvula de escape!

Cuidemos! 

Alda M S Santos 

E a Natureza chora…

E A NATUREZA CHORA…

Quando a Natureza parece chorar,

Mergulhada num cinza profundo, 

Fria, molhada, ventania, silêncio, outono,

Convida-nos à reflexão, ao recolhimento…

Mostra-nos que em toda estação há beleza,

Incita-nos a aproveitar as possibilidades de cada uma,

Acreditar que há um círculo girando, sempre

Escolhemos o que levar, o que deixar,

E que tudo passa, bom ou ruim,

Basta saber esperar!

Alda M S Santos

Próximo do nocaute

PRÓXIMO DO NOCAUTE

Ver, mesmo de olhos cerrados,

Sentir, mesmo com o coração fechado,

Dizer, mesmo sem palavras,

Ouvir, mesmo os gritos ou sussurros dos silêncios, 

Acreditar, mesmo que tudo pareça ruir,

Abraçar, ainda que os braços pesem,

Sorrir, mesmo entre lágrimas, 

Lutar, mesmo próximo do nocaute,

Beijar, mesmo com lábios ressequidos pela distância, 

Prosseguir, mesmo com a sensação de andar para trás,

Viver, mesmo que a vida pareça pertencer a todos, menos a nós mesmos. 

Alda M S Santos

Apêndice emocional

APÊNDICE EMOCIONAL

Todos nós temos em casa aquele espaço

Onde tudo que não tem lugar,

Ou que não ficaria tão bem se exposto

É lançado: o quartinho da bagunça.

Ferramentas, utensílios inúteis, objetos pouco utilizados,

Pequenos móveis, papéis, tudo aquilo que queremos “esconder”.

Dizem que quem não tem esse espaço em casa,

Toda ela se torna uma verdadeira bagunça.

Devemos utilizar esse critério para nossos sentimentos também.

Separar dentro de nós um cantinho da bagunça,

E deixar lá aqueles sentimentos que não são tão bonitos,

Ou que não seriam convenientes que se tornassem públicos,

Ou que são apenas nossos mesmo, muito íntimos.

Lá entraríamos de vez em quando para dar uma ajeitada,

Reorganizar, promover alguns deles para a sala de visitas,

Lançar outros fora, descartar mesmo, enterrar,

E ainda deixar outros em modo de espera, em evolução.

Ali, levar só quem puder ajudar ou for de extrema confiança.

Alguém que não se importe com a desordem,

Que sente-se num cantinho conosco e clareie alguns deles.

Para nossa alma manter-se saudável e arejada,

Precisamos desse apêndice emocional em nós.

Alda M S Santos

Dores

DORES

Uma sombra escura, uma luz que não clareia,

Um sorriso que não ilumina, uma palavra que nada diz,

Uma fome insaciável, uma sede não identificada,

Um silêncio inoportuno, uma distância forçada,

Uma mágoa contida, um olhar apagado,

Um amor não correspondido, um desejo represado,

Um sonho tão sonhado, não realizado,

Um tempo tão longo, tão improdutivo,

Uma realidade dura, crua, não digerível,

Uma esperança que morre, por fim.

Ausências, ausências, ausências…

Uma energia que se esvai e se esgota,

De onde tudo deveria brotar…

Alda M S Santos

Golpes

GOLPES

Golpes: ensinamentos que só compreenderemos 

A importância, o valor, a necessidade,

Quando nos levantarmos e olharmos para trás,

E vermos que, apesar de terem machucado muito e não doerem mais, 

Nos tornaram quem somos:

Mais fortes, mais resistentes, mais sábios,

E, quem sabe, até mais felizes?

Enquanto isso, é se firmar e aguardar,

A sucessão de golpes se esgotar, 

Tal qual flor que tudo recebe e sempre volta a brotar, a encantar…

Alda M S Santos

Esconde-esconde

ESCONDE-ESCONDE
Sabem aquela sensação de estar sempre só
Em meio a tantas pessoas?
Sentimento de não ser compreendido ou aceito,
De não encontrar seu reflexo em ninguém?
Tal culpa ou responsabilidade
Não pode ser imputada a ninguém.
Ninguém, exceto a nós mesmos.
Quando não nos encontramos em nós,
Não “permitiremos” que ninguém nos encontre.
Não chega a ser dolo, apenas culpa.
Não há intenção de nos esconder de nós mesmos,
Tampouco dos outros.
Apenas falta perícia para nos fazermos achar,
Habilidade de nos refletirmos em nós mesmos,
Para encontramos nosso reflexo no outro.
Brincadeira de esconde-esconde de adulto
Nem sempre é divertida!
Alda M S Santos

Passagem comprada

PASSAGEM COMPRADA

Viemos para esse mundo com a passagem de volta comprada.

Falta apenas o carimbo com a data de retorno.

E quando acontecerá nós não sabemos.

Podemos fazer inúmeras viagens por aqui antes dela, 

E acompanhados!

Muitas são as possibilidades!

Concentrar-nos na derradeira viagem impede que aproveitemos o passeio.

Ela chegará, quer a gente queira, quer não. 

E nela iremos sozinhos!

Podemos escolher aproveitar bem todas elas.

Alguma delas pode ser nosso retorno, de avião, de trem, a pé…

 E iremos felizes de volta para casa! 

Alda M S Santos 

Suspiros

SUSPIROS

Suspiros dizem tanto!

Insatisfações, cansaços, frustrações,

Esperanças, saudades, desejos…

São uma pausa para abastecer o tanque da emoção

Que inspira e traz oxigênio para o lado de dentro 

Expira e joga gás carbônico na atmosfera lá fora

Gemidos, inspiração profunda, dolorosa ou melodiosa,

Nossas “conversas” conosco mesmos…

Quase sempre produzem algo de bom!

Alda M S Santos

Terreno Minado

TERRENO MINADO
Em área minada todo cuidado é pouco.
Um movimento em falso e tudo vai pelos ares.
Nossa mente é terreno fértil e minado.
Precisamos conhecer bem para saber onde pisar,
Quais pontos saltar, onde retroceder, desviar.
E também saber guiar aqueles que transitam por ela,
Levando-os para as áreas férteis e produtivas.
Em campo minado também se vive,
Desde que saibamos buscar os pontos seguros!
Alda M S Santos
Google imagens

Brincadeira de criança

BRINCADEIRA DE CRIANÇA
Do inferno ao céu na Amarelinha de ontem
Aos desafios infernais da Baleia Azul de hoje
Dos contos de fadas e histórias de doces vovós
A vovós bruxas que torturam e aterrorizam netas
De corridas descalços e suados nas ruas
A uma tarde e noite hipnotizados em frente ao vídeo-game
De amigos reais que brigavam e se amavam
A amigos virtuais que nada de bom oferecem
De mães e pais que, presentes, castigavam e amavam
A pais permissivos e, quase sempre, ausentes
De uma cabeça leve, livre e ativa
A uma mente confusa, dependente e desequilibrada.
Dizem: “ah, não, morri”!
Não sabem o quanto isso tem sido literal!
Quero game-over, reiniciar…
Começando de umas cinco décadas atrás.
Alda M S Santos

Passageira

PASSAGEIRA

Nossa vida pode muitas vezes ser

Tal qual fogo de palha, tempestade de areia,

Chuva de verão, a luz de um raio,

O barulho de um trovão, as ondas do mar,

Um trem bala ou um avião a jato.

São rápidos, passageiros,

Mas sempre deixam seus rastros.

Gravam suas marcas indeléveis,

Nos outros, em nós mesmos.

Alda M S Santos

Coragem

CORAGEM
É preciso coragem para ser autêntico
Para se assumir como é, para se amar.
É preciso coragem para dizer, mesmo sem palavras,
A alguém que se ama: “eu sou assim”!
“Será que tem coragem para me amar assim?
Ou se acovarda e se esconde em medos,
Em padrões pré-estabelecidos
Que já provaram nada valer”?
É preciso coragem para crer, aceitar
Que não existe um único e correto modo de ser,
Que existem infinitas maneiras de ser gente,
De ser e fazer feliz!
A vida exige coragem!
Alda M S Santos

No rancho raso

NO RANCHO RASO

Não precisa ser fundo, basta ser rancho,

Tampouco pra lá do fim do mundo, pode ser logo ali.

Não precisa haver dor ou saudade,

Mas se houver, que sejam passageiras.

Que a natureza seja sempre fiel companheira,

Pássaros, árvores, bichos, gente,

Mantenham sempre a harmonia.

Nem precisam ser abundantes,

Mas que a beleza e o amor,

Da Lua e dos companheiros,

Não sejam por esmola.

Com ou sem segredos,

Com ou sem viola,

Que a cantoria e a alegria sejam constantes,

Nesse rancho raso no meio do mundo.

Alda M S Santos

Pouso

POUSO

Pista de pouso e decolagem
É área de trânsito intenso,

Ora para um lado, ora para o outro.

Observe se os ventos são favoráveis,

E pouse ou decole com segurança!

Tão importante quanto saber pousar

É também saber a hora de decolar!

Parado no mesmo lugar é arriscado

E não leva a lugar algum.

Alda M S Santos

Oásis

OÁSIS 

Para os caminhantes do deserto

A simples “alucinação” com o oásis

Mantém ativo o fio da vida, 

Até que se torne real! 

Alda M S Santos

Desabrochar

DESABROCHAR

Tempo de aquecer e umedecer o solo para a semente germinar

Tempo de crescer, desenvolver, fortalecer

Tempo de floração, beleza e encanto,

Tempo de frutificar e alimentar a todos,

Novas sementes surgem,

E o ciclo recomeça…

Assim é nossa vida! 

Algumas áreas estamos em semente, outras em flor, em frutos…

E há os períodos de repouso para nova germinação. 

É preciso saber esperar e respeitar essa natureza que temos em nós.

Alda M S Santos 

Receita

RECEITA

Todos chegamos aqui com o mesmo propósito

Com o mesmo pedido: fazer um bolo e distribuí-lo

Porém, as receitas são variáveis, ingredientes, idem.

Nem todos têm a manteiga, ou o açúcar é escasso.

Outros não gostam de ovos ou o leite azedou…

A farinha é grossa, o fermento está vencido.

Alguns nem gostam de bolo,

Outros não gostam de distribuí-lo.

Num mundo onde há tantos famintos,

Há aqueles que, sabiamente, substituem ingredientes,

Enquanto há também quem desperdice o que possui.

E, mesmo possuindo todos eles, I 

O modo de fazer será determinante para essa receita

Chamada VIDA crescer e satisfazer a todos.

Bom apetite!

Alda M S Santos

Palavras

PALAVRAS
Apesar de apaixonada pelas palavras, pela comunicação verbal,
Aprendi a observar e absorver dos outros
Aquilo que eles dizem sem o auxílio do verbo.
Olhares, expressões e atitudes falam muito.
Esses dizeres são menos controláveis e mais verdadeiros.
Prefiro-os!
Alda M S Santos

Imagem Google

Matematicando

MATEMATICANDO
Multiplicando forças, dividindo o amor,
Subtraindo dores, somando alegrias,
Calculando a área que nos cabe,
Descobrindo nossa potência interior,
Extraindo a raiz de nossos problemas,
Expandindo os metros quadrados de amizade,
Equacionando nossas incógnitas,
Entendendo nossas variáveis,
Solucionando situações-problemas,
Com a ajuda de uma “calculadora” auxiliar
Tornamos a vida exponencialmente melhor!
Alda M S Santos

Navegar

NAVEGAR

Seja a motor, à vela ou na força dos remos,

O modo de propulsão da embarcação

Não é tão importante.

Valem a determinação e a vontade de prosseguir.

É preciso navegar, em frente…

Sempre!

Alda M S Santos

Vestida de Mulher

VESTIDA DE MULHER
As infinitas possibilidades de vestimentas
Cores, flores, estampas, laços,
Zíperes, botões, elásticos, babados,
Brilhos, modelos, detalhes, recortes,
De campo, de praia, de trabalho, de festa
Peças íntimas, de dormir…
Acessórios de todo tipo para cabelos,
Braços, mãos, pernas, pés, colo,
Maquiagens, perfumes…
Tudo isso me fascina!
Mas nada como a possibilidade de ser
Quem realmente se é com mais naturalidade!
Poder ser sorrisos, abraços, carinho,
Ser companhia, ser portadora de doces palavras,
Para crianças, jovens, adultos ou idosos,
Homens ou mulheres, nas devidas proporções,
Sem ser mal interpretada ou acusada de assédios.
Liberdade de ser emotiva, até mesmo chorona,
Sem ser taxada de fraca ou “mulherzinha”,
E, se for, tudo fica bem assim mesmo…
E, apesar de tudo isso, ser delicada e simples como uma flor
Forte e bela como uma rocha,
Que recebe água, sol, ventos e tempestades,
Todo tipo de intempéries,
Molda-se a eles e não deixa de ser rocha, de ser flor!
Amo me vestir de mulher!
Alda M S Santos

Saber envelhecer

SABER ENVELHECER

É preciso saber envelhecer…

Como também é preciso saber “infanciecer”,

Adolescer, “adultecer”,

Falar, andar, crescer,

Amar, sofrer, conviver…

Não há receitas, teorias ou tutoriais perfeitos.

Aprende-se a envelhecer, envelhecendo,

A viver, vivendo…

Alda M S Santos.

 

Bipolar

BIPOLAR
Ou o Sol que racha, ou o breu da noite,
Ou o amor que aquece, ou a tristeza que gela,
Ou a chuva torrencial, ou a seca que desidrata
Ou amizades que acalentam, ou inimigos que as ofuscam
Ou a fome desvairada, ou a anorexia bulímica
Ou gargalhadas contagiantes ou lágrimas tempestuosas.
E o coração sempre no mesmo polo, sempre cheio!
Ainda que pareça sair pela boca,
Ou estar tão apertado que pareça nada conter.
Antes bipolar e cheio de vida,
Que num constante polo de tristeza!
Alda M S Santos

De que adianta?

DE QUE ADIANTA?
De que adianta uma linda voz
Se quando é preciso, ela se cala?
De que adianta um belo sorriso, se apenas se abre para alguns,
E tantos necessitados são excluídos?
De que adianta tamanha inteligência,
Se não sabe agir ao sabor da emoção?
De que adianta tanta beleza, se não é possível mergulhar mais fundo,
Sob pena de “bater a cabeça” em rasa profundidade?
De que adianta tanta “cultura”,
Se as palavras mais doces não fazem parte de seu vocabulário?
De que adianta braços fortes e ombros largos,
Se não servem de abrigo ou de colo a quem precisa?
De que adianta o amor preso dentro de si,
Se ele é uma flor que precisa do sol
Que existe no outro,
Para crescer, se abrir e encantar?
De que adianta?
Alda M S Santos

Reféns

REFÉNS

Num mundo onde a liberdade é tão valorizada

Muitos prisioneiros se fazem à sua revelia

Reféns de pessoas, de medos, de traumas,

Reféns da inércia de alguns sentimentos.

Que impedem qualquer negociação,

E impossibilitam a alegria.

Alda M S Santos

 

FOTOGRAFIAS

Uma foto, uma longa história escrita ali!
Sem textos, palavras ou letras quaisquer.
A vida numa imagem, acrescida da imaginação.
Real ou fictícia, sempre emocionante!
Umas falam, outras gritam, outras ainda sussurram.
Todas dizem algo, ativam algo, despertam algo,
Sorrisos, lágrimas, lamentos, saudades, alegrias…
Criam/recriam uma nova história no coração de quem as “lê”.
Eternas…
Inclusive aquelas “reveladas” apenas em nossas mentes.
Alda M S Santos

Broto

BROTO

Tudo depende da força

De nossos sonhos e projetos 

Mesmo cortados rente à raiz

Brotaremos e daremos frutos 

Alda M S Santos

Fantasmas

FANTASMAS

Fantasmas…

Não há portas, fechaduras ou trancas

Guardas, sentinelas ou vigilantes

Que os mantenha do lado de fora,

Quando “queremos” mantê-los do lado de dentro

Criando-os como bichos de estimação…

Fantasmas…

Talvez uma vigília interna, ou um auxílio externo

Tornem o ambiente impróprio para eles.

Quem sabe se a abertura de uma janela

Mostre a eles o encanto do lado de fora,

E não queiram mais morar dentro da gente?

Alda M S Santos.

Fashion

FASHION
Inúmeras, coloridas, sérias, alegres
Justas, rodadas, sensuais, curtas, longas
Neutras, “na moda”, de época, fashion.
Cada qual tem seu gosto, seu estilo.
Mas são apenas vestes…
Tirou, é tudo igual!
A parte mais linda de todos nós, nossa alma,
Não precisa de vestes ou acessórios
Linda sempre ao natural, transparente, nua, exposta,
Principalmente quando nos cobrimos de amor.
E emprestamos essa “coberta” para os outros.
Alda M S Santos

Mea-culpa

MEA-CULPA

Se recebêssemos os autos de nossas vidas

Com nomes fictícios, para serem julgadas

Com o mesmo peso e medida que julgamos os outros

Seríamos absolvidos ou condenados?

 

Alda M S Santos

Quando eu descrescer

QUANDO EU DESCRESCER
Uma linda criança de sete anos
Fazia planos para quando descrescesse.
Aparentemente, havia crescido tão pouco!
Mas já sabia que não valia a pena crescer tanto!
Queria voltar!
O que eu gostaria de ser se pudesse descrescer?
Colocando na balança, os ônus do crescimento
São muito superiores aos bônus!
Se eu pudesse ter a pureza, alegria, paz
A satisfação nas mínimas coisas,
A capacidade de amar e me entregar integralmente,
Sem cobranças ou medos,
Já teria descrescido o bastante.
E vocês? O quanto gostariam de descrescer?
Alda M s Santos

Perdido

PERDIDO

Se há muito busca encontrar-se

Refazer-se, tornar-se de novo inteiro

E de tantas partes

Encontrou apenas algumas

Busque-se em sua última morada

Junto à escova de dente, perfume, roupas íntimas

E alguns utensílios dispensáveis esquecidos,

Pode ter deixado algo mais valioso

Que reconstitua seu quebra-cabeça particular.

Se lá houver mais partes que cá,

Mude-se de vez para lá.

Alda M S Santos

 

 

Tarde demais?

TARDE DEMAIS?
Cedo ou tarde,
Quem pode determinar
Além da vontade e da fé
De tudo realizar?
Cedo ou tarde,
Quem pode determinar
Além de uma alma lutadora
Que enxerga o amor em tudo?
Cedo ou tarde,
Quem pode determinar
Além do próprio desejo
De fazer acontecer?
Tarde demais?
Quem pode dizer além de você?
Alda M S Santos

Sobre areias e caminhões

SOBRE AREIAS E CAMINHÕES
Muita areia para o pequeno caminhãozinho?
Ajeite, acomode, faça várias viagens!
Uma montanha de areia pode atrair e assustar
Mas, ao enfiarmos os pés, percebemos
Que ela não é tão densa ou pesada quanto parecia
E, se bem compactada, é a carga ideal
Para certos tipos de caminhãozinho.
Autoconfiança é fundamental!
Alda M S Santos
imagem: google imagens

Entre sorrisos e lágrimas

ENTRE SORRISOS E LÁGRIMAS

 Sorrisos são superestimados.

 Lágrimas são subestimadas.

Explico: Tantas vezes ouvimos pessoas encantadas com sorrisos. Sorrisos são unanimidade, todos gostam, todos valorizam, todos querem dar e receber. Expressam alegria, satisfação, amor, prazer. Sorrir faz bem pro coração, pra pele, pra alma. Nossa e dos outros. Desde um leve puxar de lábios, o sorrir com os olhos, até uma gargalhada. Quem sorri mais, atrai mais pessoas. Aparenta viver mais e melhor, ser feliz.

E as lágrimas? Quando são derramadas?

Os motivos podem ser os mais variados: dor física, exaustão, superação, vitória, derrota, alegria, tristeza, frustração, expectativa, ansiedade, revolta, raiva, injustiça, vergonha. Por si mesmos, pelo outro.

Que as lágrimas sejam derramadas quando sentimos dor, raiva, tristeza, frustração, impotência, vergonha, entendemos. Lágrima está quase sempre associada a algo ruim. As mais dolorosas são aquelas que nos deixam impotentes perante a dor daqueles que amamos, pelos quais daríamos parte de nós, ou nossa vida, para que ficassem bem.  Essas lágrimas todos entendem. O melhor jeito é abraçar, dar colo, palavras de incentivo, orar, chorar junto e aguardá-las passar.

Mas, e quando as vertemos, sem controle, num casamento, no nascimento de um filho, na formatura, ao tirar carteira de motorista,  passar no vestibular,  fazer uma oração, ou ao ouvir uma declaração de amor?

Simples: só o que atinge fundo a emoção gera lágrimas. Ou seja, quanto mais lágrimas tivermos derramado nessa vida, mais intensa em emoções ela terá sido. Não devemos desvalorizá-las ou dispensá-las. Devemos recebê-las, “curti-las”. A cada torrente de lágrimas, quase sempre algo novo e bonito surgirá. Penso que Deus as permite para limpar e irrigar o terreno, para que possamos receber as novas bênçãos.

Valorizemos, sim, o sorriso sem, contudo, desvalorizarmos as lágrimas. Assim, em breve, será possível surgir um belo sorriso, daqueles que todos amamos.

Alda M S Santos

 

1º de Abril

1º DE ABRIL
De todas as mentiras,
Desde as que querem ofender
Às que visam proteger
As mais cruéis de todas
São as que pregamos em nós mesmos.
E nos afastam de quem somos.
Alda M. S. Santos

Valor

VALOR

Nossa vida passa a ter

Muito mais valor

Quando o sorriso dos outros

Depende dela.
Alda M S Santos

Ovos de Páscoa

OVOS DE PÁSCOA

Dentro da sacola enorme, uma caixa grande

Dentro da caixa, água com açafrão, chá e vinagre,

Mergulhados na água, cascas inteiras de ovos, sem o conteúdo.

Depois de andar 2km, com muito cuidado,

Tudo isso do colo pro chão no metrô lotado.

Ao final, serão ovos coloridos recheados de brigadeiro.

Uma pequena “arte” para alegrar a Páscoa no Lar dos Idosos.

Se interceptada, pode ser acusada de “bruxaria” ou terrorismo…

Imaginar a alegria deles vale qualquer “esforço”.

Alda M S Santos

Piloto automático

PILOTO AUTOMÁTICO
Aqueles dias em que a vontade é de apenas sentar e esperar
Deixar-nos conduzir pelos momentos, pelo vento, sem qualquer interferência,
Seja manual ou emocional…
Programar o piloto automático:
Local de saída e, talvez, de destino e deixar tudo por conta dele,
Como num vídeo game que joga sozinho quando não há jogadores.
Como num avião, equipado com instrumentos que permitem a condução do aparelho,
Sem a intervenção da tripulação,
Regulando desvios de rota e de altitude, assegurando voo e pouso tranquilos.
Não precisar se preocupar com nada,
Nem mesmo obstáculos diversos ou condição climática.
Simplesmente, confiar,
E seguir…
Alda M S Santos
imagem google fotos

Saudade é…

Saudade é …

Quando a alma vai para onde quer 

E deixa o corpo para trás. 
Alda M S Santos

Medos

MEDOS
Você tem medo de quê?
“Tenho medo de escuro”,” tenho medo de ficar sozinho”,
“Tenho medo de monstros”, “tenho medo de ficar perdido”,
”Tenho medo de estranhos”.
Essas são algumas respostas infantis à pergunta acima.
Guardadas as devidas proporções, nossos medos não se diferem muito.
Continuamos a não gostar de escuro, talvez não do ambiente,
Mas aquele de dentro das pessoas, de dentro de nós mesmos.
Temos ainda pavor de monstros,
Não daqueles de chifres, membros grandes, olhos exagerados,
Mas de monstros que se disfarçam de pessoas decentes e honradas e nos roubam a alegria.
Temos medo de nos perder, não na rua, na escola, no shopping, na igreja,
Mas medo de nos perder de nossos amigos, nossos familiares, de nós mesmos.
Continuamos a não gostar de estranhos,
Principalmente os estranhos que se tornam aqueles que já conhecemos muito um dia.
Temos muito medo de ficar sozinhos, e da pior maneira possível,
Aquela solidão quando estamos cercados de gente,
E permanecemos sós.
O melhor jeito de vencê-los é como as crianças fazem,
Do jeito que nós mesmos as ensinamos.
Admitir a existência dos medos e enfrentá-los de frente.
Acender nossa própria luz, espantar os monstros com nossa perspicácia,
Admitir o amor e a necessidade que temos dos amigos e familiares,
Nunca nos tornarmos estranhos para nós mesmos,
Não criarmos grandes expectativas nos outros.
Aprendermos a gostar de nossa própria companhia para nunca nos sentirmos sós.
Medo se vence com coragem.
Coragem só existe quando há medos a vencer.
Alda M S Santos

Preferências

PREFERÊNCIAS
Movimento ritmado, forte, rápido, mais rápido, não pode parar
Coração acelerado, respiração ofegante, suor intenso, cansaço
Falta pouco, quase lá,
3, 2, 1, 0…
3km, 300kcal, 6,0km/h, 30minutos.
E continuo no mesmo lugar: caminhada na esteira.
Movimento ritmado, um passo após o outro,
Pessoas, brisa, veículos, árvores, céu, pássaros.
Suor, cabelos ao vento, respiração levemente acelerada.
Um oi aqui, um boa noite ali, um tchau acolá.
Caminhada na rua.
Quilometragem? Calorias queimadas? Velocidade? Sei lá!
Bem estar, satisfação:100%.
Escolho essa!
Alda M S Santos

Marcas impressas

MARCAS IMPRESSAS

Sempre vemos algo que dizemos: isso me lembra fulano…

Pode ser o jeito de sorrir, de jogar o cabelo

O modo de andar, de se vestir

A delicadeza das atitudes, o abraço, o beijo,

A voz, as palavras doces,

A fisionomia sisuda, o mau humor, a ansiedade.

A atenção, o carinho, a preocupação, 

A criatividade, a intensidade, as bochechas coradas

A animação ou desânimo, o jeito lento ou acelerado.

O modo de dançar, cantar ou encantar,

A fé, a coragem, a força de vontade, 

O perfume, o olhar, o batom rosa, a barba por fazer, aquela bebida…

Quais serão as marcas que deixamos impressas por aí?

Podem ser infinitas! 

Preferiríamos que fossem apenas as agradáveis!

Caminhemos com esse intuito!

Alda M S Santos

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