MATA VIRGEM
Amar é adentrar numa mata virgem
Sem qualquer conotação sexual,
Ou pode ter, se assim o preferir.
É desbravar, abrir trilhas, descobrir espaços secretos
É passar por espaços iluminados, outros escuros
É ter momentos de dor, de cansaço, de frio e calor,
É ter prazer nos oásis, na maciez de uma cama de folhas,
É encontrar itens encantadores, outros perigosos,
É ter apenas uma ideia do que se quer
É saber que nem toda surpresa será boa
É, sobretudo, ter certeza que vale a pena desbravá-la,
Porque não há modo de conhecê-la de fora,
Projetar ou resolver problemas sem nela adentrar.
Uma mata virgem, assim como o amor
São convites a curiosos e corajosos.
Alda M S Santos