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Estive nas nuvens…

ESTIVE NAS NUVENS..

Aqui do alto, das nuvens, a milhares de pés
Lembrei de você que acordou sorrindo
Agradecendo a vida, o sol se abrindo
Lembrei de você que começa seu turno
Para fazer o dia a dia de tantos mais seguro
Lembrei de você que sofre, que chora
Que pede pela paz, por saúde, que implora
Lembrei de você que transporta toda a gente
Seja como for, por terra, mar, pelo vasto céu
Levando sonhos e planos num alegre carrossel
Lembrei de você que pede em oração
Por um mundo mais fraterno, mais irmão
Lembrei de você que está sempre comigo
Ao meu lado, é meu lar, meu melhor abrigo
Lembrei de você, que nas nuvens ou no chão
Nunca deixa de ser do bem, enorme coração
Lembrei de você que voa todo dia com alegria
Nas asas suaves da imaginação carrega magia
E leva a todo canto um pouco desse encanto
Estive nas nuvens…e lembrei de você!

Alda M S Santos
Mais no meu blog vidaintensavida.com

Malas esquecidas

MALAS ESQUECIDAS

Malas esquecidas aos pés, um abraço que se eterniza

Ignoram o burburinho que possa haver por ali

Mergulhados no pescoço um do outro, lágrimas insistentes

Será uma ida ou uma volta?-perguntariam os curiosos

Que pode ser mais triste ou doloroso

Mais alegre ou emocionante:

As malas de quem chega ou de quem vai?

A ida ou a volta, a partida ou o retorno?

O olhar que se tem sobre a ida ou a volta

A razão que leva a uma ou a outra é que determina o peso que fica na alma

Coração repleto, tão cheio quanto as malas

Escorre pelos olhos, nos toques, no desejo de parar o tempo

Malas prontas, esquecidas sob um abraço: chegando ou partindo?

Malas esquecidas, mas a bagagem mais importante será eterna no coração

Quem chega ou quem parte determina um recomeço

Sempre!

Para quem vai e para quem fica, esperança

E recomeços são uma oportunidade de fazer diferente

De fazer melhor…

E isso já é motivo para as lágrimas serem de alegria!

Boa viagem: de ida ou de volta!

Alda M S Santos

Mochileiros

MOCHILEIROS

Nas viagens dessa vida, alguns vão de primeira classe,

Tantos de econômica, muitos outros de carona, na garupa.

Alguns são hóspedes especiais, em hotéis cinco estrelas,

Outros se instalam em pousadas ou chalés

E há ainda aqueles que usam os abrigos coletivos.

Alguns têm grande bagagem,

Outros apenas o básico e aqueles que quase nada levam.

E, o mais importante, alguns parecem saber exatamente o destino e quando retornar,

Outros viajam a esmo, deixam-se levar

Param onde se agradam, ficam pelo tempo que lhes apetecer

Retornam ou seguem viagem quando lhes convier,

São os mochileiros!

Quem realmente sabe o que quer?

Quem é mais feliz?

Alda M S Santos

Viagens

VIAGENS

Viagens…

Percorreu do Oiapoque ao Chuí,

Do Monte Everest ao Deserto do Atacama,

Do Atlântico ao Pacífico,

De Mercúrio a Plutão.

Voando, a nado, de trem, a pé…

Tudo em busca de si, de um significado.

De uma utilidade, de uma explicação. 

Quando parou, encontrou-se no improvável, 

Aparentemente mais perto,

Nem por isso mais fácil,

No mais fundo de si mesma! 

Alda M S Santos

Piloto automático

PILOTO AUTOMÁTICO
Aqueles dias em que a vontade é de apenas sentar e esperar
Deixar-nos conduzir pelos momentos, pelo vento, sem qualquer interferência,
Seja manual ou emocional…
Programar o piloto automático:
Local de saída e, talvez, de destino e deixar tudo por conta dele,
Como num vídeo game que joga sozinho quando não há jogadores.
Como num avião, equipado com instrumentos que permitem a condução do aparelho,
Sem a intervenção da tripulação,
Regulando desvios de rota e de altitude, assegurando voo e pouso tranquilos.
Não precisar se preocupar com nada,
Nem mesmo obstáculos diversos ou condição climática.
Simplesmente, confiar,
E seguir…
Alda M S Santos
imagem google fotos

Área de turbulência

ÁREA DE TURBULÊNCIA

 “Senhores passageiros, pedimos que permaneçam sentados, poltronas na vertical, cintos de segurança afivelados e compartimentos de bagagens fechados.

Estamos atravessando uma área de turbulência.”

Faltou apenas dizer: se possível, não pensem, não respirem, ou poderão ser tragados.

Tantas turbulências na vida… 

Será que essas regras de voo valem para todas? 

Podemos querer deitar e dormir.

Correr, chorar, gritar…

Ficar livres, voar pra longe, sem nada a nos afivelar…

Enfrentar a turbulência, aguardá-la passar…

Ou nos deixar levar por ela.

Uns solavancos e frios na barriga podem até fazer bem!

Nos voos aceitamos! 

Fora deles, cada um de nós define as regras de “segurança” mais adequadas à própria turbulência.

Não precisaremos de aviso que a área de turbulência passou.

Isso todo mundo sabe!

“Obrigada por voar conosco”.

Por nada! 

Alda M S Santos

Voos

VOOS 

Temos a capacidade de voar tão alto…tão longe…

Somos capazes de alcançar o espaço sideral. 

O destino mais difícil nem é tão longe.

Está dentro de nós mesmos. 

Pode ser maravilhoso…

Pode ser perigoso! 

É preciso coragem! 

Alda M S Santos 

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