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A importância que te dou

A IMPORTÂNCIA QUE TE DOU

Dou importância demais a você

Teria dito novamente a psicóloga

Por isso não sai dos meus sonhos

Dos meus pesadelos, para ser mais exata

Entra sem pedir licença, invade

Amedronta, assusta, aterroriza

Sou eu que preciso definir qual espaço você ocupará na minha vida

Muito, pouco ou nenhum!

O que não se resolveu na consciência

Tenta-se resolver na inconsciência

Você me assaltou, roubou, assustou, machucou, feriu

Causou medos e traumas, mas vencemos, ambos

Estou viva e você ficou sem uma dívida a mais a pagar

Então, fiquemos assim: não precisa mais me assustar

Você não tem participação especial na minha história

Ou, se teve, pela realidade dolorida da situação, passou

Não te desejo mal, apenas que encontre seu caminho

E que não precise mais assaltar ninguém…

E que Deus nos proteja a todos!

Alda M S Santos

Na calada da noite

NA CALADA DA NOITE

Tudo é silêncio, parece silêncio

Na escuridão o mal se agiganta

Medos e traumas antigos parecem maiores

Forças minam, a fé luta para prevalecer

Gatos miam, tomam o que julgam seu sobre os telhados

Gatas dão o que fingem “amarrar”

Cães ladram e tentam proteger o que parece perdido, ameaçado

Casais se amam, namoram sob os telhados

Uns nascem, renascem, outros matam, morrem

Munidos das mais variadas armas: brancas, de fogo, da confiança, da desesperança

Gatunos de colarinhos brancos, becas, batas, ternos

Disfarçados, vestidos de seres do bem, mascarados de “amor” e bondade

Invadem casas, veículos, escolas, igrejas, pessoas

Quebram janelas, estouram fechaduras, aproveitam uma fissura qualquer

Às vezes arrombam, outras são convidados a entrar

Nas TVs abertas ou fechadas, nas ondas do rádio, na web conquistam adeptos e seguidores

Pilham, roubam, amarram, matam

Amealham dia a dia tudo que se tem de bom

Sequestram o corpo, torturam a mente

Aliciam corações e almas carentes, sofridas

“Protegidos” pelas sombras o mal age calado

Na calada da noite…

Usurpam a vida, destroem sonhos

Roubam a inocência de infantes e adultos, ameaçam

Desestruturam famílias, passam-se por amigos, por anjos de Deus

Enquanto os anjos dormem…

Será que dormem?

Será que ainda haveria vida por aqui se não estivessem acordados, agindo?

Na calada da noite o mal se agiganta

Na calada da noite é que os anjos mais trabalham…

Na calada da noite não podemos nos calar

À luz do dia devemos nos fortalecer e gritar…

Alda M S Santos

Quando?

QUANDO?

Quando um mal agudo se transforma em crônico?

Quando não dói mais ou quando aprendemos a conviver com a dor?

Quando a tempestade passou?

Quando limpamos a sujeira e estragos ou quando conseguimos admirar o arco-íris que surge?

Quando uma ferida curou?

Quando não deixou marcas ou quando restou uma cicatriz que não mais sangra, mas está ali?

Quando um monstro não mais assusta?

Quando ignoramos sua presença no escuro da noite

Ou quando de peito aberto o enfrentamos e dizemos

“Sou real e, mesmo com medo, sou mais forte que você”!

Quando?

Alda M S Santos

Medos

MEDOS
Não há tamanho valentão

Que nunca tenha sido acometido pelos medos.

Negou, fugiu, se entregou, ainda que não tenha admitido,

E, por fim, acabou por enfrentá-los.

A angústia maior é não ter acesso direto a eles,

Poder confrontar face a face, em pé de igualdade.

Na verdade, os medos é que são covardes,

Escondem-se onde temos dificuldades de acessá-los.

Se tivessem a ousadia de se mostrar, viriam,

E nos encontrariam de mangas arregaçadas, 

Independente de nosso tamanho, 

Saberiam que não dá para habitar

Onde habita uma coragem alicerçada na fé.

Alda M S Santos

Na madrugada

NA MADRUGADA

Na madrugada, todos dormem!

Silêncio, escuridão, solidão, 

Descanso, sono, sonhos…

Mentes que revivem, que criam,

Inconscientes que processam, que trabalham,

Situações-problemas a resolver, traumas a superar,

Medos a enfrentar, dores a curar, 

Amigos tornando-se inaceitáveis inimigos.

Desafetos a amenizar, afetos a valorizar,

Dúvidas a esclarecer.

Pesadelos: a mente que trabalha solitária…

Logo, algo de lindo irá brotar! 

Alda M S Santos

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