PARA O MAR?
Não se trata de deixar a vida nos levar
Tampouco de fincar pé, estacionar
É mais sobre avaliar os caminhos
Fazer escolhas mais assertivas
Não sendo levados pela corrente
Seja ela qual for, forte ou não
Sem saber se ela levará para o mar
Ou nos deixará encalhados em qualquer lugar..
Alda M S Santos
TÔ INDO…
– Como você está?
– Tô indo…
– Indo? Pra onde? Como?
– Seguindo em frente, no caminho que se apresenta.
Quem pergunta nem sempre quer saber
Quem responde nem sempre quer responder…
Outras vezes quem pergunta sabe bem a resposta
Quer apenas confirmação do imaginado
Quem responde prefere não abrir porteira de problemas,
Não quer incomodar…
“Tô indo“ muitas vezes é resignação
Aceitação do equilíbrio necessário entre escolhas e consequências
Entre vitórias e derrotas, lágrimas e sorrisos
“Tô indo” pode ser demonstração de luta e força
De não entrega, de resistência à tristeza dos dias nublados
Por saber que o sol tem força para surgir entre nuvens
Aquecer, deixar nascer e crescer brotos de esperança e paz…
“Tô indo, e você?”
Alda M S Santos
DESTINOS
Destinos: pré-estabelecidos ou construídos?
Um caminho que vem definido a priori
Do qual passamos a vida a buscar ou desviar
Ou um ponto de chegada que nem sempre podemos identificar?
Destino: o objetivo final dessa jornada, imutável
Ou o caminho que por nós é construído, aleatoriamente
Nas lutas e labutas diárias de nossas vidas entrelaçadas às dos outros
Buscando o que acreditamos ser o melhor para todos
Destinos: uma justificativa para o mal e a inércia
Ou um motivo a mais para abrir trilhas melhores na mata densa do viver?
Destino: nos paralisa ou nos move?
É possível evitá-lo ou qualquer caminho leva a ele, sem escapatória
Sendo tudo aquilo que vivemos por escolha?
Parafraseando Jean de la Fontaine
“Muitas vezes, encontramos o nosso destino por caminhos pelos quais enveredamos para o evitar”…
Qual tem sido nosso destino?
Alda M S Santos
SINTO AMOR
Sinto amor nas mínimas coisas
Uma palavra de estímulo, um olhar compreensivo, um abraço terno, uma companhia presente de verdade.
Um telefonema, uma mensagem, uma brincadeira para relaxar.
Sinto desamor da mesma forma
Olhar inexpressivo, palavras vagas, críticas veladas, silêncios inoportunos, ausências.
Apenas opto focar no amor.
Fácil? Quase nunca!
Sorrio, choro, sofro, fico feliz…
E traço meu caminho nessa jornada.
Dia-a-dia, passo a passo, em frente.
Até o destino final, sempre buscarei o amor…
Alda M S Santos