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Balança da vida

BALANÇA DA VIDA
O propósito não é acumular, mas repartir
Num grande escambo ofereço o que tenho
Recebo com humildade o que me falta
Se se acumula algo em mim
É sinal que falta para alguém
Vale para qualquer coisa material
Ou para algo do coração, emocional
A balança da vida precisa estar equilibrada!
Alda M S Santos

O fogo de todos os dias

O FOGO DE TODOS OS DIAS

“Tanta coisa nova aí sendo queimada e estão preocupados com velharias…”

Triste fala de um jovem sem educação ou “cultura”

Até que ponto podemos culpar quem pensa assim?

Estamos em chamas há tempos e ninguém se dá conta

Memórias são destruídas, histórias apagadas

Quem se importa?

Crianças são separadas das mães em nações de primeiro mundo

Políticos corruptos roubam a esperança dos cidadãos

Famílias inteiras viram cinzas destruídas, “queimadas” pelo tráfico

Quem se importa?

Religiosos de má índole queimam na chama da luxúria a fé dos fiéis

Intolerância, barbárie e preconceito de toda (des)ordem ceifam vidas

Saúde precária, educação idem, segurança zero

Pobreza, miséria, drogas e desesperança

Como culpar um jovem que não consegue valorizar um passado

Do qual não se sente parte

Se não vê preocupação ou investimento em seu presente

Aquele que ele queima nos baseados e no crack todos os dias

Aquele que ele sente queimar no estômago, na pele, nos medos?

Tudo para ele são chamas!

Quem se importa?

Nosso passado sendo lambido pelo fogo, destruído

Nosso presente sendo queimado, não construído

Nosso futuro, que será dele sem esperanças e estímulo?

Enquanto isso o que se apresenta como solução

É o olho por olho, dente por dente…

Estamos caminhando para um mundo cego e desdentado

A fala desse jovem mostra que nossa cultura está em luto há tempos

Mas quem se importa?

Para entender o passado, sentir-se parte dele, é preciso educação

Só assim é possível viver e lutar por um presente mais justo

E sonhar com um futuro mais humano e igualitário…

Alda M S Santos

O que nos torna humanos? 

Observando o corre-corre da vida diária, seja na rua, na família, no trabalho, nos jornais ou na TV, ninguém seria capaz de negar o quanto as desigualdades são inúmeras. Vemos pessoas diferentes: altas, baixas, gordas, magras, brancas ou negras, entre outras. Possuem em comum o fato de serem seres humanos. Isso deveria, a princípio, dar a elas as mesmas condições de evolução física, psicológica, espiritual ou material. Na prática não é o que acontece. O que determina que algumas pessoas tenham mais habilidades, dons e capacidade de conquistas que outras? Veio em seu DNA? Recebeu de Deus? Foi desenvolvido? 

Se veio no DNA, não escolhemos. Se recebemos de Deus, qual seria o critério por Ele utilizado para fazer tal distribuição, considerando-O um Deus de amor? Se é desenvolvido pelas pessoas, seria a partir de que base? 

Sabemos que, via de regra, as pessoas com saúde física e mental, espiritualizadas e com algumas conquistas emocionais e materiais são mais felizes. Enfrentam com mais recursos as adversidades que se apresentam. Delas poderia ser “cobrada” uma atitude mais positiva perante a vida.

Mas, e aquelas que desde o nascimento já são acometidas pelos problemas: miséria física, material, emocional, espiritual? Vêm de um lar onde reina a pobreza extrema, em todos os aspectos da vida humana? Falta-lhes alimento para o corpo e para a alma. Seria justo que se cobrasse delas, com o mesmo rigor, a mesma evolução das demais? 

Há aqueles que acreditam que somos um mesmo espírito vivendo em vários corpos, várias vidas, e que estaríamos, de acordo com a evolução de cada um, resgatando dívidas passadas, daí viriam as diferenças. Cada religião explicaria de uma forma diferente as desigualdades. Certo é que quem professa uma fé, conforma-se melhor com a própria situação e é até feliz.

Religiões à parte, o que temos pra lidar são as desigualdades que batem às nossas portas, invadem nossas casas, corpos e mentes de todas as maneiras. Independente de qual seja a causa das diferenças, podemos minimizá-las. Seja qual for a situação em que nos encontremos, sempre haverá alguém melhor ou pior que nós, que tem mais ou que tem menos, que pode mais ou que pode menos. 

Cabe a nós, então, manter os olhos em trânsito: lá na frente, para crescermos sempre, lá atrás, para oferecer a mão a quem tem menos.

Se a humanidade que nos faz uma espécie única não for o bastante para ajudar, usando de tudo que possuímos, material, mental ou espiritual, que independente de religião, possamos nos lembrar que: ” A quem muito foi dado, muito será exigido; e a quem muito foi confiado, muito mais será pedido”.(Lucas, 12-48)

Que possamos crescer em nossa humanidade, sempre. 

Alda M S Santos 

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