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Heranças

HERANÇAS

Trazemos conosco muitas heranças

Que vêm passadas de geração para geração

Pais, avós, bisavós, tios, primos…

A cada dia notamos em nós algo de algum dos nossos ascendentes

Ou algo nosso nos nossos descendentes

Algumas características que amamos, necessárias

Que nos orgulhamos por possuir, por passar para frente

Outras como um apêndice inútil a ocupar espaço

E outras que até pagaríamos para devolver, por machucar, envergonhar

Heranças genéticas, físicas e mentais

Heranças emocionais, de personalidade

Heranças materiais, bens ou dívidas

Mas somos muito além do que herdamos

Nada vem tão fechado, imutável, inerte

Sobre o que herdamos podemos agir, transformar, melhorar

Ou piorar, dependendo do que fizermos

Personalidade não mudamos, mas podemos aprimorar

Características físicas podemos aprender a valorizar

Dívidas podemos pagar ou arrolar

Bens materiais podemos multiplicar ou conservar

E a capacidade de amar e evoluir é pessoal e individual

Sempre pode ser aprendida e aprimorada

E, quem sabe, a herança que deixarmos

Possa ser cada vez melhor?

Alda M S Santos

Parabéns, meu amor!

PARABÉNS, MEU AMOR!

Rafael Henrique, meu caçula, sempre será meu pequeno gordinho

Ainda que esteja bem grande, completando 25 anos, engenheiro quase formado

Personalidade ímpar, inteligência acima da média

Bom filho, bom ser humano, precioso

Uma bênção de Deus a nós confiada

Uma pessoa que deixo para esse mundo

Na esperança de torná-lo melhor

Ainda que isso seja muita responsabilidade para um só ser

Acredito que apenas a junção dos pequenos mundos em nós existentes

Seja capaz de mudar algo por aqui…

Seja sempre feliz, meu filho querido

Você torna minha vida muito melhor de ser vivida

Com seu amor, seu bom humor, sua inteligência

Seu modo de ser me ensinando muito

Confie sempre em Deus!

Espero sempre ser digna da pessoa linda que você é

Conte sempre comigo! Em tudo!

Te amo além a vida…

Alda M S Santos

Rumo certo ou à deriva?

RUMO CERTO OU À DERIVA?

Tão claro, tão certo, a princípio seguimos o rumo de olhos fechados

Carregamos qualquer peso, corremos, caminhamos

Mergulhamos, sem saber nadar

Saltamos qualquer obstáculo dignos de atletas

Voamos, se preciso for…

Enfrentamos leões, caminhamos sobre brasas

Sorrimos, choramos, vibramos, mas o rumo a seguir não deixa dúvidas

O barco segue seu curso sem bússolas

Dores, doenças, tristezas, não há, ou são superadas rapidamente

Qualquer pirata ou atravessador é vencido

Os caminhos podem variar, mas o rumo é certo!

Criar os filhos, bênçãos que recebemos como presentes

Que nos foram confiados e são tão dependentes de nós

Não deixa qualquer dúvida quanto ao caminho a seguir

É tudo por eles, para eles e pronto!

Saúde, educação, diversão, tudo em função deles

Ter vidas para cuidar é um objetivo nobre que nos motiva e dá sentido ao existir!

De repente, eles aprenderam o ensinado, ficaram independentes

Não precisam mais tanto de nós, buscam seus próprios rumos

E nosso rumo que era tão claro fica meio nublado

Nosso barco fica meio à deriva

Um mundo tão cheio parece se esvaziar, o peito aperta muitas vezes

As dores, doenças e tristezas já não passam tão rapidamente

Reaprender caminhos leva tempo, acostumar-se a não tê-los grudados, idem

Encontrar o rumo novamente, sem tantos “afazeres”, até automáticos, demora

Mas a certeza de tê-los deixado num caminho tranquilo

Nos permite ter paz e orgulho

Sensação de dever cumprido!

Novos rumos aparecerão…e o farol estará sempre aqui.

Alda M S Santos

Amor inexplicável

AMOR INEXPLICÁVEL!

Quando uma mulher se torna mãe

Sua vida, que julgava sua, deixa de lhe pertencer

Suas alegrias passam a depender da felicidade dos filhos

Suas lágrimas escorrem na mesma proporção que as dos filhos

Sua vontade de viver, medo de morrer

Tem tudo a ver com a vida que julga ser dependente da sua

Quando, na verdade, a vida de toda mãe é que é dependente da vida do filho

Seu coração bate em outros peitos que não o seu

Torna-se capaz de realizar as maiores loucuras para protegê-los

De abrir mão de loucos desatinos em benefício deles, visando seu bem estar

Para que no futuro, fortes, confiantes e corajosos

Eles possam recomeçar novo ciclo de vida

Cometendo suas próprias “loucuras” e desatinos

Sendo felizes…

Amor de mãe, em grandeza, forma, incondicionalidade

O amor mais próximo do amor de Jesus: inexplicável!

Amo vocês além do infinito, eternamente…

Alda M S Santos

Fases da vida

FASES DA VIDA

Se parássemos antes para refletir, avaliar

Talvez fosse mais fácil entender e aceitar as fases da vida, seus ciclos

Estar “no comando” da vida, ser quem segura o leme acarreta preocupação, ocupação, responsabilidade

Adultos guiando o caminho dos filhos pequenos, contando com ajuda e experiência dos próprios pais…

Mudar de fase implica reconhecer que as crianças cresceram, sabem dirigir sozinhas suas vidas

Que nossos pais envelheceram, precisam mais de nós

E que nós já não somos “soberanos”, tão fortes e “infalíveis”

Ver nossos filhos segurando o leme de suas vidas com confiança gera um misto de amor e orgulho

Mas também de certa “inutilidade” e medo

Eles se tornaram aquilo que queríamos, ou não, mas dói um pouco saber que foi tão rápido, que não curtimos o bastante

Decepcioná-los seria o fim para nós, mesmo que não sejamos mais seus super-heróis

Ficamos meio vazios, órfãos, “sem perspectiva”

“Perdemos” os filhos pequenos que tanto precisavam de nós

E nossos pais que tanto nos ajudaram agora precisam de ajuda, de colo…

Encaixar-nos nessa perspectiva gera sensação de que a maior parte da vida já foi embora…

Aceitar com bom humor e fé essas novas nuances é o melhor meio de mudar de fase sem grandes danos

Passar para o banco de trás e olhar a vida desse ângulo

Desfazer os nós da dúvida que apertam a garganta

Focar nos laços de afeto que permanecem nos corações

Aceitar tranquilamente que não temos mais controle de tudo

Aliás, nunca tivemos, apenas essa ilusão acabou…

Tudo são fases, fizemos um bom trabalho, outras virão!

Alda M S Santos

Ninhos vazios?

NINHOS VAZIOS?

Um ninho vazio, aparentemente um emaranhado, muito bem tecido

Fios, fiapos, pequenas linhas e folhas, galhos, tudo bem escolhido

Montado com o máximo capricho e cuidado

Amor e proteção em cada mínimo detalhe

Para realizar desejos, receber bênçãos, dar vida ao que foi sonhado

Há pouco eram só penugem, fome, pios, bicos abertos

Carinho ao alcance das mãos, ou melhor, dos bicos famintos

E logo se transformaram em penas, força, canto, asas, voo

Inseguro, a princípio, raso, baixo, assustado

Seguido de força, coragem, beleza e encanto

Proporcionando muito orgulho àqueles que no ninho ficaram

E, paradoxalmente, uma alegria salpicada de tristeza, de saudade

O amor tem o dom de alimentar quem trata de alimentar o outro

E o alimento parece faltar a quem não tem mais os alimentandos

Aquele ninho não é mais útil, não os cabe mais

Não para a mesma finalidade, ficou apertado para o tamanho de suas asas

O alimento dali já não é nutritivo o bastante

Mas quem aprendeu a se alimentar nesse bico

Quem cultivou o amor no pulsar desse coração

Quem ali desenvolveu os músculos das asas e alçou o primeiro voo

Não se esquece…

E se lembrará quando novo ninho for tecer

Com o mesmo amor e cuidado

Vida e amor se renovam

E mantêm os ninhos sempre cheios…

Alda M S Santos

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