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poemas e reflexões da vida cotidiana

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barreiras emocionais

Revisitando

REVISITANDO

Revisitando cantinhos de mim tomei uma decisão
Não quero memórias que machuquem meu coração
Não visitarei mais alguns espaços que são tormento
Que me lembrem que meu agir não foi tão a contento

Também não serei comigo tão severa
Não tinha a compreensão de hoje, fui sincera
Mas sei que a lição ficou na alma gravada
Não, não caio mais nessa cilada

Não vou mais ser tão confiante
Evitarei assim situação decepcionante
Mas no porvir serei sempre perseverante

Só cuido para não me perder de mim
Minha essência é fundamental em meu jardim
Meu perfume, minha cor serão meus, bem assim

Alda M S Santos

Não é opção!

NÃO É OPÇÃO!

Quantas vezes desistir surge como opção
Aquela angústia que aperta o peito, o coração
Mundo tão perdido, sem sonhos, negativista
Próprio umbigo é marca de todo individualista

Aquele desejo de jogar a toalha, ir embora
Se entregar, abrir mão, a alma silencia e chora
Tanta desigualdade, fome, exclusão
Mas tantos com limitada e excludente visão

Perde-se a noção do todo, da coletividade
Com isso some qualquer sinal de normalidade
Vai-se aos gritos todo indício de humanidade

A Terra clama por mais, pede que se levante
Acorde e sacuda a bandeira da paz, triunfante
Tenha humildade, amor, não seja arrogante!

Alda M S Santos

Nesse barco…

NESSE BARCO…

Não importa se viemos de barquinho ou jangada
A passagem por aqui precisa ser bem aproveitada
De lancha, jet-ski, veleiro ou navio
Quando se assusta, a vida passa num fio

Curtir a brisa, a chuva ou o vento no rosto
Se possível superando qualquer contragosto
Sob calmaria, tempestade ou vendaval
Potencializar o bem, não favorecer o mal

Bom mesmo são as companhias nessa viagem
Escolher bem, acolher, não deixar à margem
O amor e a amizade embelezam qualquer paisagem
Abraçar a vida, ser gratidão, essa é a maior vantagem

Alda M S Santos

Um dia de cada vez: só por hoje!

UM DIA DE CADA VEZ: SÓ POR HOJE!
A máxima dos grupos de ajuda
Das pessoas que sofrem qualquer mal
Quer seja mal físico, emocional, dependência química, vícios, é:
Um Dia De Cada Vez.
Só por hoje!
Só por hoje vou ser forte!
Só por hoje vou resistir!
Só por hoje não vou querer!
Só por hoje terei coragem!
Só por hoje não terei saudade!
Só por hoje não vou sentir medo!
Só por hoje não vou sofrer!
Amanhã será novo dia e novamente: só por hoje.
Assim fica mais fácil vencer qualquer dor, tristeza, sofrimento, saudade…
Pensar em lutar contra algo para sempre é tempo demais!
E se houver recaídas, tudo parte novamente daí.
Humanos erram, caem, levantam e seguem…
Humanos acreditam, mesmo sofrendo!
Por isso, quase sempre vencem…
Alda M S Santos

Eu posso!

EU POSSO!

Não posso parar as guerras ou os conflitos
Tampouco os bombardeios diversos nessa nau
Eu posso ser a barricada que protege os aflitos
Quando não dissemino a discórdia e o mal

Nem sempre posso organizar o caos
Ou evitar a escuridão que cai sobre nós
Eu posso manter minha luz, meu sol
Um ponto de apoio, no silêncio, a voz

Não posso impor o melhor caminho
Tampouco abrir trilhas, tapar buracos
Eu posso ser companhia a quem está sozinho
E um resquício de força aos mais fracos

Não posso acalmar os oceanos internos
Acender o arco-íris ou parar as tempestades
Eu posso ser o cobertor nos frios invernos
E rememorar o alimento das boas saudades

Não posso sequer imaginar o porvir
Ou entender a galáxia, o espaço sideral
Eu posso ser o porto seguro, o cais
Nas brisas suaves ou nos fortes vendavais

Eu posso! E você?

Alda M S Santos

Enquanto espero…

ENQUANTO ESPERO…

Enquanto espero por um mundo mais tolerante
Vou trabalhando, me afastando dos arrogantes
No aguardo por um mundo mais igualitário
Afasto o egoísmo, sou mais solidário

Enquanto espero por mais primaveras
Vou cuidando das mudas, regando meus jardins internos
Na esperança por humanos mais evoluídos
Tento ajudar os mais caídos e vencidos

Não que eu não fique também sofrida
É que na tentativa de “levantar” o outro
Percebo que me levanto também no processo
Acredito que assim pode haver mais sucesso

Nos invernos que todos, sem escolha, vivemos
Sei que hibernar não é ficar à toa, é acreditar
Que tudo tem o momento certo e o lugar
Orar, trabalhar, esperar: o verão vai chegar

Alda M S Santos

Ainda há muito para viver?

AINDA HÁ MUITO PARA VIVER?

Olhar para trás, refazer os passos
Novo olhar, outro compasso
Será que valeu a pena o que ficou?
Como lidar com o que restou?
O que falta ainda para viver?
Desejos de editar, mudar a trilha sonora
Reescrever partes dessa história
Eternizar alguns momentos
Deixar outros em câmera lenta, saborear
Já alguns poder apagar, deletar
Jogar na lixeira emocional, seu lugar!
Em retrospectiva momentos embaçados
Momentos brilhantes, abençoadas
Cada trilha dessa vida por vezes comprida
Houve também dores sofridas
E muita alegria contida, outras bem vividas
O que ainda falta para viver?
Resta energia, animação, disposição?
Posso seguir, ainda há contramão?
Tanta coisa triste, gente má, decepção…
Vejo gente nova chegando ao mundo
Recomeçando…circulando… prosseguindo
A vida não para nunca…
Ela sempre recomeça em alguém
Em algum lugar o dia amanhece
Ainda que muitos estejam entardecendo
Vou anoitecendo devagarinho…
Até amanhecer em outro lugar…
Ainda há muito para viver?

Alda M S Santos

Mundo largado

MUNDO LARGADO

O tempo está passando, vidas indo, outras chegando
A ciência evoluindo, a politicagem aumentando
Gente boa sendo enganada, ruim sendo aplaudida
O caminho parece cansativo e longo, trilha comprida
O desejo de conquistar o mundo ora domina
Em contraponto com vontade de desaparecer numa esquina
Horas em que tudo parece ter um significado
E outras em que nada faz sentido, mundo largado
Vontade de nos misturar a tudo, não mais pensar
Apenas nessa viagem louca nos deixar levar
Porque há momentos em que se for parar para refletir
Só prevalece o desejo insano de fugir
Fechamos a conta, jogamos a toalha
O coração aperta, a vista embaralha
E ainda há quem acredite nessa humanidade
Que investe em nós, parece mesmo insanidade
Guerras, abusos, corrupção, doencas, demagogia
A mente sofre, coração aperta, o que alivia?
Saber que Deus ainda nos mantém por aqui, acredita
Não adianta desistir, se entregar ou fazer fita
Acordar, levantar da cama, abrir a janela, chuva ou sol, frio ou calor
Melhor seguir nesse caminho…e investir no amor
Só ele é capaz de fazer tudo isso ser mais leve e verdadeiro
Nas idas e vindas desse trem nos mantermos passageiros
Só ele. Só Ele!

Alda M S Santos

Já me faltou…

JÁ ME FALTOU…

Já faltou a luz, o norte, a direção
Mas nunca faltou o caminho, a oração
Já faltou o ânimo, o desejo, a vontade
Mas nunca faltou a esperança de felicidade
Já faltou a força, a energia, a coragem
Mas a fé sempre foi bela paragem
Já faltou a crença na humanidade
Mas Deus sempre renovou em mim a bondade
Em alguns momentos sobraram medo e solidão
E me abasteci de sonhos e renovação
Já faltou autoestima, o amor-próprio
Na literatura, na poesia encontrei meu ópio
Já não me senti querida, amada, desejada
Mas quem nunca pensou em abandonar essa parada?
Já tive a fé estremecida, a esperança perdida
Mas nunca faltou amor à vida
E em mim mesma busquei guarida
Já me faltou o ar, o gás, o chão
E os sonhos foram meu céu, a rima do meu coração
Que já te faltou?

Alda M S Santos

É melhor!,

É MELHOR
Às vezes é melhor ficar quietinho em nosso canto
Aboletada lá naquele espaço nem sempre aconchegante de nossa alma
Quando olhamos para um lado e vemos silêncio
Para o outro indiferença ou pranto
Para a frente só desânimo ou desencanto
Nem todo dia é brilho ou luz
Nem todo caminho está sempre aberto
Nem todo o tempo somos alegria, energia
Às vezes é tudo tão cru, frio, incerto
Melhor entrar para dentro da gente
Fechar a porta, trancar, passar a chave, a corrente
Rezar, nos abraçar, sorrir ou chorar, extravasar
E esperar essa corrente negativa passar
Quando ela se for, a gente sai devagar
Mais fortalecidos e dispostos a tudo enfrentar…
Nem todo dia o sol brilha
E precisamos aceitar nossos nublados
Nossas garoas e chuviscos
São eles que fazem florescer a trilha
E nos tornam dispostos, menos ariscos
É melhor…
Alda M S Santos

Solidão

SOLIDÃO
Solidão não é ausência  do outro ao seu lado
Pessoas vão e vêm todo o tempo
Solidão é não encontrar-se consigo mesmo
Quando mais precisa de si
É buscar-se nas batidas frágeis de seu coração
Na infinitude da grandeza de  sua alma
E não se ver, não se achar
Encontrar apenas escombros
Solidão mais doída não é ausência de pessoas
Solidão dolorosa mesmo é ausência de si mesmo
Porque a partir do momento que nos encontramos
Nos enxergamos e nos resgatamos
De nossos próprios escombros
É que passamos a enxergar quem está perto
E não notávamos, sequer percebíamos a presença
Para enxergar e valorizar a presença do outro
É preciso vermos a nós mesmos primeiro
Aí a solidão será escolha
E apenas um momento de paz…
Alda M S Santos

A que vim

A QUE VIM

Nem sempre consigo identificar
A razão de por aqui estar
Não sei se faço bem em buscar
Um motivo, um objetivo para continuar

Tantas vezes já parece tão cheio o jardim
Já não me cabe, meio diferente assim
Abelhas, borboletas, beija-flores
Brincam entre os canteiros entre tantas cores

Ando para lá, voo para cá, dou o melhor de mim
Tento não ficar onde não estão a fim
Sigo buscando a que vim

Olho em volta, olho para dentro de mim
Busco força, um trampolim
Me descubro meu próprio jardim

Alda M S Santos

Mundo

MUNDO

Mundo que tira, mundo que dá
Mundo que nos deixa a pensar
Mundo que nos rouba, que nos devolve
Mundo que nossas entranhas revolve

Mundo que nos cansa, nos ensina
Mundo que decepciona, nos fascina
Mundo do qual queremos fugir, sumir
Mundo que nos cativa e nos faz insistir

Mundo para o qual viemos por alguma razão
Para crescer, amar, lutar, ser evolução
Mundo que carrega muita desigualdade
Onde queremos ver mais humanidade

Mundo que quero subir no pódio e aparecer 
Às vezes quero ser minúscula, desaparecer
Mundo que quero deixar melhor que encontrei
Por isso busco fé e coragem, não desistirei

Alda M S Santos

Desafios

DESAFIOS

Levantar cedo com chuva lá fora
Ver quem a gente ama ir embora
Ouvir mentira e falsidade e ficar calado
Não ter quem a gente quer do nosso lado

Ter que escolher entre o ruim e o pior
Lutar contra alguém que parece maior
Escolher entre praia ou cachoeira
Levar decepções e mágoas na brincadeira

Manter leve e solta uma amizade
Engolir o choro quando falta lealdade
Sorrir quando o desejo é de sumir
Ter que fazer de conta, disfarçar ou fingir

Dizer não ao queijo com goiabada
Querer ser sempre a bela namorada
Dividir a cama, o abraço e o cobertor
Ser e fazer morada por direito e não favor

Conquistar alguém que está distante
Manter uma relação quente e vibrante
Fazer do amor um belo e doce desatino
Sem perder a sanidade, abraçar o destino

Alda M S Santos

Joga fora!

JOGA FORA!

Joga fora o que já não aquece
Ou aquilo que causa aperto, enrijece
Joga fora aquilo que fere e machuca
Assim vamos fugindo de arapucas

Joga fora o que não alegra e perfuma
Que não permite cor e beleza alguma
Joga fora, lance sem piedade ao vento
O que trava e estaciona o pensamento

Joga fora o amor que só causa dor
Certamente há algo com menos rigor
Joga fora, ou recicle, um sentimento
Busque reciprocidade, contentamento

Joga fora o que não é primordial
Por aqui manter o bem, afastar o mal
Nessa viagem só bagagens leves
Amor, paz, luz, união, a vida é breve

Alda M S Santos

Única

ÚNICA
Sou como uma taça de cristal
Caída, quebrada, colada
Arrumada várias vezes, levantada
Para a vida brindar, animar
Não sou menos valiosa por isso
Tampouco menos bonita
Sou diferente!
Minhas emendas me tornam única
Minhas cicatrizes e marcas me fortalecem
Meus machucados me tornam solidária
Aos machucados dos outros
Minhas dores e medos me fazem empática
Às dores e medos alheios
Minhas falhas e imperfeições me fazem compreender melhor
As falhas e imperfeições das pessoas
O que eu vivi, construí e trago até aqui
Só me é valioso na medida que posso agir
E ajudar outra taça a se reconstruir…
Sou taça renovada, reconstruída!
E daí?
Alda M S Santos

Talvez…

TALVEZ…

Talvez já deu o que tinha que dar
Talvez dê ainda para recomeçar
Talvez as nuvens densas possam assustar
Talvez o sol não consiga mais brilhar

Talvez a força esteja lá dentro escondida
Talvez precise ser redescoberta, revivida
Talvez a fragilidade ocupe todo o espaço
Talvez haja um grande descompasso

Talvez a fé não mova nossas montanhas
Talvez seja dura a descrença que acompanha
Talvez seja preciso um grande guindaste
Talvez a dor e a alegria façam contraste

Talvez a gente esteja já bem cansada
Talvez não queira ser reanimada
Talvez queira apenas numa caverna hibernar
Outonar, invernar, para depois primaverar

Alda M S Santos

Empatia

EMPATIA

Não se encontra por aí nas prateleiras
Nem exposta nas vitrines cheias de poeira
Não se acha à venda naquele mercado
Tampouco na Internet, no aplicativo badalado

Tão necessária, tão importante pra gente
Para se perceber mais humano, mais contente
Sentimos falta de colo, calor e empatia
Só é emcontrada onde há mais sinergia

Mas é possível ser em nós desenvolvida
Dá para apurar o olhar, a alma ser colorida
Não pode ser superior ou superficial
Empatia pede estar ao lado, ser especial

Não precisa dizer o que se deve fazer
Não é necessário saber a tudo resolver
Mas é importante se fazer presente
Acolher, aceitar, compreender o que se sente

Alda M S Santos









Calmaria e intensidade

CALMARIA E INTENSIDADE

Somos feitos de fases, de estações
De ventania, de brisa, de furacões
Somos momentos de calmaria e intensidade
Somos um viver de paz e simplicidade

Na calmaria, é tempo de repouso do coração
Reorganizar as gavetas internas, a emoção
Mexer e remexer nos sentimentos guardados
Deixar o que faz bem ser potencializado

Na intensidade é hora de encarar tempestades
Alimentar a coragem com nossas verdades
Saber o tempo de se proteger dos enganos
Se é preciso ir lá fora lutar, amenizar os danos

Calmaria ou tempestade, sonho ou realidade
Momentos de saúde ou insalubridade
Invadem a alma da gente sem pedir licença
Escancarando as portas, forçando presença

Alda M S Santos

Estranha sensação

ESTRANHA SENSAÇÃO

Aquele sentimento estranho que aperta o coração
Não se sabe ao certo a razão
Só se sabe que há ali um vazio, uma ausência
Que machuca e aperta a consciência

Tentamos entender ao certo para seguir
Ignorar não adianta, tampouco fugir
É preciso encarar de frente
Entender a razão de martelar na mente

Há sentimentos fortes e inexplicáveis
Outros claros, mas nada amigáveis
Por substituição tentamos torná-los aceitáveis

Sentir, pensar, agir, essa é a melhor receita
Não dá para inverter a ordem, felicidade à espreita
A vida ainda que pesada a gente se sujeita

Alda M S Santos

Bagagem de volta

BAGAGEM DE VOLTA

Uns querem se destacar, se fazer notar, aparecer
Outros querem passar despercebidos, se esconder
Vários modos de passar por aqui nessa viagem
Qual é o seu, gosta de estar nessas paragens?

Há quem se destaque pelo bem que espalha
Outros pelo mal que a tantos atrapalha
Há quem faça o bem quietinho, em silêncio, calados
E aqueles que focam em si mesmos, atribulados

Há quem se exponha nessa grande vitrine da vida
Há quem fique no estoque, em caixas esquecidas
Há quem esteja ora lá, ora cá, tentando se resguardar
Sabendo que pode ser convocado a participar

Certo é que temos por aqui alguma missão
Aparecendo ou não, precisamos ser evolução
Não dá para perder a viagem, o trem passa ligeiro
Precisamos ter algo na bagagem de volta, companheiro

Alda M S Santos

Sem eira nem beira

SEM EIRA NEM BEIRA

Perdidos por aqui nesse espaço, sem eira
Já não sabemos por onde ir, sem beira
Sem eira e nem beira dá tanta canseira
Urge um propósito para afastar a leseira

Não são só bens materiais a razão
Desse inexistir, dessa frustrada sensação
O que fere o corpo, fere mais a emoção
Sem perspectiva segue nosso povão

Falta a tantos de nós bons sentimentos
Que sejam a borracha a apagar os sofrimentos
A viagem nessa nau implora contentamentos

Naquele livro da vida que por aqui escrevemos
Há páginas rasuradas, apagadas, arrancadas
Busquemos por aquelas mais abençoadas..

Alda M S Santos

Viver ou morrer

VIVER OU MORRER

Nossa vida anda no ritmo que a gente imprime
Ora vai rápido, ora devagar, alegra, oprime
Mas ela tem por aqui a extensão necessária
Seguimos a trilha acompanhada ou solitária

A hora de voltar para casa, para o lar eterno
Pode ser na primavera ou no inverno
Sabemos que temos por aqui nossa missão
E dela não dá para desistir ou abrir mão

Vai nosso corpo e alma para a nova morada
Mas em cada um fica nossa marca tatuada
Quem amamos, quem nos amou nessa viagem
Nos eternizamos nos corações com coragem

Vamos nos embrenhando em cada caminho
Lá fora, cá dentro, com afeto e jeitinho
Bom termos amigos, sermos estimados
Não sabemos quando seremos chamados

Alda M S Santos




Se um dia eu me perder

SE UM DIA EU ME PERDER
Se um dia eu me perder
Procure-me onde haja muito verde, muita mata, ar puro,
Se um dia eu me perder
Procure-me onde as águas sejam límpidas a refletir o céu,
Se um dia eu me perder
Procure-me num roseiral, em meio às borboletas azuis,
Se um dia eu me perder
Procure-me na alegria inocente de um grupo de crianças,
Se um dia eu me perder
Procure-me nos grãos de areia da praia ao pôr do sol,
Se um dia eu me perder,
E ainda assim não me encontrar,
Não busque em mim, olhe dentro de você,
Se me procuras, é porque me amou,
Se me amou de verdade, eu também te amei,
Certamente uma parte bonita de mim estará gravada em você,
Uma parte grande de você estará presa em mim,
E poderá levar-me a me encontrar…em você, em mim,
Comigo, com você!
Se um dia eu me perder de mim…
Alda M S Santos

Ora sóbrio, ora ébrio

ORA SÓBRIO, ORA ÉBRIO

Sigo, paro, espero, subo nesse trem
Sinto, penso, avalio, será que convém?
Sombras, fumaça que sobe para o céu
Tanto por aqui, verdadeiro escarcéu

Tic-tac do relógio do tempo
Indiferente a qualquer contratempo
Segue ora parceiro, ora algoz
Tão difícil desfazer certos nós

Penso dormir, não acordar, desistir
Como a fumaça… para o céu subir
E o trem segue… piuíííí…piuiííí
Ainda há o que fazer por aqui?

Gente que chega, gente que vai
Envelhecendo a cada dor, a cada ai
Na balança da vida há desequilíbrio
Ora estou sóbrio, ora estou ébrio

E o trem indiferente avança na linha
Para onde vai, quem caminha?
Melhor curtir a viagem sem esmorecer
Ninguém sabe quando irá descer…

Alda M S Santos

Quando olho para dentro

QUANDO OLHO PARA DENTRO

Quando olho para dentro a visão se amplia
Entendo o que se passa lá e cá, boa sinergia
O que sinto, o porquê, as faltas e os excessos
Fica mais fácil avaliar todo o processo

Quando olho para o interior, me encontro
Pergunto, respondo, silencio, confronto
Pode doer, fazer sofrer, fazer chorar
O caminho se descortina para poder continuar

Quando olho para aquele cantinho especial
Descubro o que me faz bem ou faz mal
Melhor, entendo o que não é primordial
Posso dispensar sem medo de vendaval

Quando mergulho em mim, saio da superfície
Busco pureza, claridade, afasto toda imundície
Vem a certeza que tudo que se quer resolver
Começa de dentro para fora, novo florescer

Alda M S Santos

Eu posso, sim, escolher!

EU POSSO, SIM, ESCOLHER!

Sou eu quem decido se rio ou se choro 

Se não ligo, não me importo, se ignoro 

Sou eu quem opto pelo azul ou rosa

Se calo, silencio ou se fico toda prosa 

Eu posso, sim, escolher! 

Posso escolher  entre seguir ou parar 

Sentar, deitar, descansar, relaxar 

Sou eu quem escolho meus caminhos 

Se quero companhia ou se vou sozinha 

Eu posso, sim, escolher! 

Sou eu quem faço a opção pelo amor 

Por acolher só o que não cause dor 

Sou eu que seleciono o que abraçar 

Também o que não serve, descartar 

Eu posso, sim, escolher! 

O que olhar ou admirar, me encantar 

Aquilo que prefiro não ver, apagar 

Sou eu quem escolho o que dançar 

Ou a música que quero tocar 

Eu posso, sim, escolher!

E asslm dou o tom do meu viver! 

Alda M S Santos 

Quando o mundo acabar

QUANDO O MUNDO ACABAR

Quando o mundo acabar, não quero chorar
Vou sentar num canto, refletir, analisar
Será que fiz tudo que me cabia
Sem esmorecimento, preguiça ou letargia?

Quando o mundo acabar, voltarei para casa
Livre de todos os pesos, leves asas
O quanto ficará de mim nesse espaço
Ao menos deixarei algum forte laço?

Quando o mundo acabar, não quero chorar
Serei grata, penso que o pranto vai chegar
Seja saudade, não arrependimenro ou pesar

Mas enquanto o mumdo não acabar por aqui
Assumirei minha parte, vou amar, vou agir
O voo de volta por hora pode seguir sem mim

Alda M S Santos

Uma ameaça?

UMA AMEAÇA???

Um dia a vida irá te cobrar
Tudo aquilo que te deu para usar
E você, por ação ou inércia, não soube aproveitar
Parece que é um modo de ameaçar?
Não sei…
Sei que recebemos tanto por aqui
E tantas vezes não usamos adequadamente
Perdemos tempo na contramão, batendo de frente
Lutando por algo que não parece a cara da gente
Enquanto, se olharmos bem, poderíamos agir diferente
Potencializando o que temos de bom
Nossas habilidades, nossos melhores dons…
Todos temos algo a ser desenvolvido
Talvez bem diferente do caminho tão sofrido
Que escolhemos trilhar e perdemos nosso melhor abrigo:
Nossa própria fé e energia vital
Que mais e mais aumenta se tiver atenção especial
Somos diferentes uns dos outros, felizmente
Mas nossa humanidade nos assemelha, verdadeiramente
Estamos aqui para ser e fazer o bem, para crescer
Se o que você faz permite esse desenvolver
A cobrança da vida não é ameaçadora
É um presente, uma benção reveladora

Alda M S Santos

Quando voltar para casa…

QUANDO VOLTAR PARA CASA…

A verdade é que não importa quantos idiomas soube falar ou entender
Mas a quantos indivíduos conseguiu ouvir, compreender e acolher
De nada adianta ser um profissional excelente e produtivo
Se entre família e amigos não soube ser colo e abrigo

Não se quer saber quanto dinheiro tem guardado
Mas a quantos conseguiu ajudar, não deixar desamparado
Não se quer avaliar quantos diplomas possui, mestrado ou doutorado
Mas se foi capaz de manter a simplicidade a seu lado

Não será importante qual igreja frequentou ou fé professou
Mas quantos semelhantes abraçou, se os diferentes não afastou
Não importa se viajou por todo o mundo
Mas se teve sensibilidade de conhecer alguém a fundo

Não se quer saber se veste ou calça itens de marca
Mas em quantos conseguiu deixar boa marca
Não importa se morou numa mansão ou num barracão
Mas se soube ser família, ser um lar de coração

A verdade é que o valioso não é o que conseguiu de material aqui nessa viagem
Mas o quanto evoluiu enquanto ser humano nessa passagem
Isso, sim, terá valor quando voltar para casa…

Alda M S Santos

Escondidos

ESCONDIDOS
Quantas palavras não ditas
Um silêncio sufoca?
Quantas questões e dúvidas dolorosas
Uma sabedoria esconde?
Quantas angústias e lágrimas intermitentes
Um sorriso camufla?
Quanta inteligência e bondade  
Uma simplicidade carrega?
Quantos medos e traumas
Uma coragem disfarça?
Quantas loucuras e desatinos
Uma sanidade “sossega”?
Quanta esperança e fé
Um orgulho embaça?
Quanto companheirismo e amizade
Uma distância destrói?
Quanta evolução e aprendizado
Uma soberba apaga?
Quanto carinho e amor
Uma indiferença mata?
Quanta vida feliz
A inércia impossibilita?
Quanta coisa boa anda escondida
Nos recônditos secretos de nós mesmos
Aguardando para ser revelada
E navegar no barco da vida?
Alda M S Santos

Pra fazer sentido

PRA FAZER SENTIDO…

Gosto do que me desperta sorriso de paz
Que brinca, que acalma, que simplifica, é eficaz
A vida quer gente que faça, que seja ação
Mas que nunca abra mão da emoção

Gosto do que a natureza me proporciona
Da riqueza, força, l suavidade que emociona
Aprecio quando tudo parece se encaixar
Quando encontro colo ao ver tudo desmoronar

Preciso que as coisas para mim façam sentido
Para que eu tenha sensação de dever cumprido
Mas que não pese, seja leve, um viver divertido

Pra fazer sentido é necessário tocar o coração
Não basta que seja apenas percebido na razão
Se não acariciar a alma não vale nada não

Alda M S Santos

Minha força

MINHA FORÇA

Minha força vem de minhas fragilidades
Por mais paradoxal que possa parecer
As fraquezas têm suas especificidades
E é nesse movimento que podemos crescer

Onde habitam meus maiores medos
Que muitas vezes passam por segredos
É estufa protetora de minh’alma cansada
Mas também é adubo para essa vida agitada

Encontro forças na família, na oração
No desejo de caminhar em comunhão
Recusar o que é fácil, resistir à tentação
Viver exige momentos de inércia e de ação

O medo da perda nos faz ter cuidados
Abrigar com carinho nossos achados
Cuidar do broto, regar, curtir a floração
E degustar o fruto com alegria no coração

Alda M S Santos

Todos falhos

TODOS FALHOS

Não quero mais acreditar cegamente
Em gente que parece do bem, inocente
Eles são apenas humanos, nada mais
Que erram, acertam, afrontam os demais

Por aqui não há ninguém tão perfeito
Nesse plano parece tudo de qualquer jeito
Tanto fazemos buscando causar algum efeito
Ah, cansada… eita mundo imperfeito!

Humanos são todos, todos falhos
Religiosos e os demais, são apenas trabalhos
Políticos, então, esses, uns paspalhos
E ficamos todos com coração em frangalhos

Só precisamos remendar nossos retalhos
Com sabedoria e paz, entender atos falhos
Aceitar a noite, a garoa, a aurora, o orvalho
Sem tanta decepção, assim não me atrapalho!

Alda M S Santos

Vamos fazer assim?

VAMOS FAZER ASSIM?

Se me entristece, choro, saio de perto
Se me desrespeita, vou embora, isso é certo
Se me ignora, não ligo, sou forte, resistente
Se não admiro, não concordo, fico indiferente

Vamos fazer assim?

Se abala minha saúde física e mental
Fecho as portas e janelas para esse vendaval
Se manter convivência tem me feito mal
Ofereço minha ausência ou distância, tá legal?

Vamos fazer assim?

Sou responsável por tudo que me acontece
Meu agir deve te mostrar o que me aborrece
Estarei atenta ao que em mim não te faz bem
A mesma prerrogativa dou a você também

Vamos fazer assim?

Alda M S Santos

Como vai você?

COMO VAI VOCÊ?

Está com coração angustiado, sem saber o porquê
Corpo cansado, alma adoecida sem ter a quem recorrer
A vida pede um novo espaço, novo caminho
Desejo de não se sentir tão sozinho

Como vai você?

Sente-se fragilizado sem ter alguém confiável ao lado
O peito aperta, machucado ou cicatrizado
Desejo de estar noutro lugar menos bagunçado
Busca pela paz, por harmonia, mundo mais humanizado

Como vai você?

O CVV valoriza a vida, aquilo que você tem a dizer
Pode te ouvir, sem julgamentos, pode te acolher
Há 61 anos realiza esse trabalho de amor
Quer conversar, desabafar, lá encontrará calor…

Como vai você?

Alda M S Santos
#cvv #188 #cvv.org.br

Real

REAL

O que é real para mim, para você
Será tudo aquilo que a gente vê
Ou basta sentir a dor ou o prazer de ser
Aquilo que se é, sem mesmo saber o porquê?

O que é a realidade que nos faz despertar
Ou até mesmo adormecer sem querer levantar
É somente o que nos faz sentir livres, vivos
Ou também é real o que nos deixa cativos?

Minha realidade pode ser diferente da sua
Ela pode me deixar exposta, alma nua
Sei que enfrentá-la não precisa ser doloroso
Posso refletir e deixar o aprendizado gostoso

Quando encontro em mim as respostas
Para as perguntas ou emoções já postas
A realidade torna-se clara, significativa
Entendo a minha, a sua, nessa vida ativa

Alda M S Santos

Reiniciar

REINICIAR

Mundo anda difícil, o certo e o errado estão invertidos
Tolerância e amizade parecem não fazer sentido
Respeito pelo outro é visto com insatisfação
Não dá para viver em paz com tanta invasão

Não há reflexão, só se nota muita maldade
Gente que faz o mal em qualquer idade
Não há proteção, falta humanidade
Vergonha de estar por aqui, de verdade

Para tudo há briga, revolta, discussão
Tantas mentiras, dúvidas entre o sim e o não
Vontade de passar tudo isso a limpo, reiniciar
Será que Deus não gostaria de recomeçar?

Se assim for quero ser parte da natureza
Ali há harmonia, paz, luz e beleza
Ser água, bicho, planta, céu, tanto faz.
Só gostaria de algo mais eficaz

Alda M S Santos

Se fere

SE FERE

Se fere minha essência eu abro mão
Se deturpa minhas crenças eu digo não
Se invade minha humanidade peço lucidez
Se mata a vida que pulsa é insensatez
Num cantinho de mim mesma busco a paz
Rogo a Deus que viver o amor seja eficaz

Alda M S Santos

Viver é um eterno desafio

VIVER É UM ETERNO DESAFIO

Ah, viver parece uma grande piada!
Se você fala e não pensa se mete em furada
Se pensa e não fala fica engasgada
Se sente e nada faz, alma frustrada

Ah, viver nem sempre é fácil, não
Ficou cansativo tanto cuidado e senão
Medir cada detalhe para não ofender o irmão
E também não machucar o próprio coração

Ah, viver deveria ser um bom prato
Degustado com prazer de fato
A verdade é que há tanto prato vazio
Corpo e alma enfrentam esse desafio

Ah, será que desistir seria boa opção?
Dizer: quero brincar mais de viver não
Se não der para viver com emoção e alegria
Quero voltar para casa, a porta se abriria?

Alda M S Santos

vida #morte

Problemas?

PROBLEMAS?

Ah, os problemas… nem sempre são o que a gente vê
Posso estar sorrindo e passando pelo mesmo que você
Posso estar triste e em busca de sei lá o quê
Não somos melhores que ninguém
Problemas todo mundo tem
O jeito de encarar é que é variável
Há quem bata de frente,  brigue, chore, esperneie
Há quem, cansado, desista dessa lida, vagueie
Há quem pare, pense, tente entender o momento
Quer levantar em si qual o real sentimento
Quando percebe analisa, encara, sofre, chora
Às vezes bota tudo para fora e vai embora
Noutras, renova a alma ferida e machucada
Apara as arestas, e segue em busca de nova jornada
Ah  problemas…todo mundo tem
Atrás daquela alma boa e aparente alegria
Há um alguém que luta para manter a harmonia
Bom acolher com amor e empatia!

Alda M S Santos

Confiança

CONFIANÇA

Ah, que palavra doce que traz aconchego
Que combina com paz e sossego
Rima com segurança e esperança
Exige fé, coragem, amor e perseverança

Nem sempre fácil nos dias atuais
Confiar em meio a tantos vendavais
Acreditar que tudo vai melhorar, ver os sinais
Ignorar negativismo, enaltecer pontos divinais

Vontade de agir como delicada criança
Num colo entrega seus medos, faz aliança
Certa que ali há carinho, cuidado e bonança

Sob a imensidão de um céu de sol ou luar
Ser grato, ser luz, com humildade confiar
Logo, logo toda a angústia e medo vão passar

Alda M S Santos

Porteiras abertas

PORTEIRAS ABERTAS

Em porteira aberta passa boi, passa boiada
Passa também a visita chata e indesejada
Bom deixar apenas entreaberta, uma fresta
Aí permitimos passar só o que coração atesta

Se entra a luz, entra também a escuridão
Se entra alegria, também entra decepção
Não dá para convidar para ficar quem veio apenas para o café 
Quer seja em nossa mansão ou casinha de sapé

A tristeza tem mania de querer se instalar
Alia-se ao cansaço e desesperança para ficar
Mas se a alegria for bem nutrida, alimentada
Faz parceria com amor e expulsa essa danada

Alda M S Santos

Nossas réguas

NOSSAS RÉGUAS

Ah, mas são diferentes, sim
Minha régua não é igual a sua
Podemos medir as mesmas coisas
Porém, com resultados diversos
Quer sejam físicos ou emocionais
Amorosos, sociais ou intelectuais
A dor ou a alegria, a chatice ou a simpatia
Nossas réguas só medem a nós mesmos
Sua régua não mede com precisão minha agonia
Não seria fiel, seria falsa, mera fantasia
Minha régua não dimensiona sua dor, sua realidade
Há outro padrão que não cabe na minha verdade
Para medir o que se passa contigo
Para ser bem próximo de um amigo
É preciso usar a sua régua, o seu metro
Ver sob sua ótica, sentir sob seu espectro
Sob pena de ser cruel, maldoso, falacioso
A medida para não ser tão impiedoso
É ser flexível, resiliente, acolhedor e respeitoso
Nada se aproxima mais de uma medida universal
Que o abraço, a voz, a palavra amiga e especial
Estou aqui! Para você e para mim, ao natural…

Alda M S Santos

Radicais?

RADICAIS?

Precisamos de humanos que saibam ouvir, não só falar
Que saibam conversar, sem com isso brigar
A capacidade de interagir e compreender
Permite nosso evoluir, nosso florescer

Cada qual em seu canto radicalizado
Não possibilita um diálogo civilizado
Apontar o dedo, julgar, fazer acusações
Cria um mundo nocivo, cheio de aberrações

É preciso ter o coração e mente abertos
Manter a civilidade e sabedoria por perto
Bate-boca e insultos ferem, desrespeito não é certo

Quando eu me permito mergulho interior, autoconhecimento
Abro espaço para razão e sentimento
Assim, posso entender melhor no outro o pensamento

Alda M S Santos

Perigo das certezas

PERIGO DAS CERTEZAS

Tanta gente cheia de certezas
De convicções, querendo virar a mesa
“Verdades” absolutas de lá e de cá
Sem respeito e cuidado isso não vai prestar

Tanta gente agindo de modo, no mínimo,  irreverente
Por vezes ilegal, radical e contundente
Falta parar um pouco, analisar, refletir
A massa nem sempre sabe para onde ir

A primeira postura daquele que se julga certo
Deveria ser manter a sabedoria e a paz por perto
Nunca semear discórdia e desunião, sob pena de criar deserto

É preciso compreensão ao ponto de vista diverso
Respeitando as próprias crenças, a lei, o que for controverso
Sabendo que nossa atitude muda o ritmo do universo

Alda M S Santos

Noves fora

NOVES FORA

Na tentativa de entender melhor esse mundo
Busco sair da superfície, mergulhar fundo
Uso a lógica, o raciocínio, a razão
Mas nem sempre as exatas trarão a solução

Somo, subtraio, multiplico, divido, noves fora
Vou tentando achar a resposta certa a toda hora
Entendo que para melhor compreensão
Terei que dosar razão e coração

Meu pensar pode ser bem diferente do seu
Será que seu sentir se parece com o meu?
Talvez nesse ponto encontremos um apogeu

Humanos sempre nesses difíceis embates
Vitórias, derrotas, empates
Casos de vida e morte, há algo que os aparte?

Alda M S Santos

A missão

A MISSÃO

Qual será por aqui nossa tarefa, nossa missão
Como saber se não estamos na contramão
Se seguimos a turma, a maioria, a massa
Se nos importa bem sentir sentados na praça?

Como estaremos no check-out final
Será doce calmaria ou intenso vendaval
Haverá dívidas e créditos nesse balanço
Ônus ou bônus, alegrias, paz ou ranço?

Nosso HD interno será útil, aproveitável
Ou pode-se deletar tudo, resetável
E reiniciar do zero o que for aceitável?

Seria bom usar Bluetooth, poder trocar dados
Aparelhar corpo e alma, presente e passado
Fazer de nosso coração o maior aliado

Alda M S Santos

Disco voador

DISCO VOADOR

Luzes no céu de nosso Brasil
Em tons branco ou azul anil
Girando em trios ou paradas
Pilotos reportam questão inusitada

Será que são discos voadores
Talvez OVNIs com seus sensores
Somos espécie a ser estudada
Gente que anda perdida e amalucada

Vieram trazer ou buscar informação
Qual será a dúvida, a questão
Poderiam nos ensinar a dar as mãos

Espaço sideral todo precisa de amor
“Oh, oh, seu moço do disco voador
Me leve com você pra onde você for…”

Alda M S Santos

Abalos sísmicos

ABALOS SÍSMICOS

A natureza humana está sendo abalada
Estrutura sendo fortemente danificada
Tanta gente gritando, tanta gente silenciada
As paredes da alma estão todas trincadas

Bom verificar o índice do abalo sísmico
A origem, a duração, o quanto é polêmico
A escala Richter do coração poderá dizer
Os danos que podem causar esse enlouquecer

Análise feita, causas e consequências descobertas
É chegada a hora de aparar as arestas
Não dá é para deixar trincas abertas

Abalos sísmicos geram nova acomodação
Bom estar alerta para evitar infiltração
A vida precisa de amor, essa é a solução

Alda M S Santos

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