Busca

vidaintensavida.com

poemas e reflexões da vida cotidiana

Categoria

amor com a vida

Lugares incríveis 

LUGARES INCRÍVEIS

Lugares especiais, incríveis, espaços preciosos em nossas vidas…

Quero um para me acomodar e ficar quietinha! 

Quais são? O que os define?

O luxo, a simplicidade, a localização, a beleza, a emoção que despertam? 

A casa da vovó com seu cheirinho de quitandas?

O quintal de um amigo de infância? 

O banco da pracinha, debaixo da árvore frondosa, onde tivemos um beijo roubado?  

A rua onde brincamos de esconde-esconde?

Os corredores do prédio onde trabalhamos ou estudamos a maior parte dos nossos dias e fizemos valiosas amizades?

A rede onde namoramos? 

O lar onde criamos nossos filhos? 

Uma cachoeira, uma praia, um sítio onde passamos férias?

O que os torna especiais são os momentos neles vividos! 

Não é o tamanho, localização ou beleza.

Os sons, cheiros e sabores que deixaram impressos em nossa alma que os tornam únicos.

Basta fechar os olhos que poderemos acessá-los. 

Porém, o melhor lugar de todos, o mais incrível e especial, onde sempre gostaremos de estar, mesmo apertadinhos, é no coração daqueles que amamos. 

Esse é o melhor lugar para morar, não de favor, mas por direito adquirido pelo amor, em qualquer época da vida!

Devaneios? Não! Todos merecemos!

Alda M S Santos

Propósitos

PROPÓSITOS

Qual nosso propósito nessa vida? 

Se o tivéssemos bem definido tudo se tornaria mais fácil.

Mas quem o tem?

Namorar, casar, criar bons filhos?

Manter uma legião de amigos?

Conhecer o mundo?

Exercer uma profissão dignamente?

Dedicar-nos a alguém em especial? 

Fazer caridade?

Ser uma personalidade internacional?

Lutar por uma causa?

Ser essencial na vida de alguém?

Ser fiel a nossos princípios? 

Tudo isso? Nada disso? 

Propósito é algo que, infelizmente, só descobrimos quando o tempo passou

Quando fazemos retrospectivas

Ao sentirmos certo vazio existencial

Quando algo deixa de existir

Tendo-os claros, ou não, eles precisam existir

Uma vida sem propósitos é triste e sem sentido 

É propósito humano geral, simples, porém grandioso: fazer feliz, sendo feliz, em contrapartida.

Sob uma árvore, debaixo de um lindo céu

Reflexões…

Redirecionamentos de uma vida…

Alda M S Santos

Sorrisos

SORRISOS

Há sorrisos de todo tipo:

Sorriso tímido, olhar baixo, inseguro

Sorriso amarelo, sem graça, envergonhado

Sorriso largo, sem censura, contagiante

Sorriso triste, sofrido, saudoso

Sorriso falso, que repele

Sorriso nervoso, tenso, preocupado

Sorriso sensual, que atrai,

Sorriso com os olhos, que traz a alma junto e nos cativa

Sorriso carinhoso, solidário, amigo, que conforta 

Sorriso de amor, que vem do coração e nos abraça forte.

São sorrisos…Todos.

Distribuímos os nossos criteriosamente

Recebemos dos outros, nem sempre como gostaríamos.

De qualquer modo, já dizia o poeta:

“Não que a vida esteja assim tão boa,

Mas um sorriso ajuda a melhorar…”

Que sejamos mais democráticos ao distribuí-los e recebê-los.

Alda M S Santos 

Marcas de praia

MARCAS DE PRAIA

E a viagem acabou…

Será? O que restou?

Trazemos mais que marquinhas de biquíni no corpo,

Mais que uma pele dourada ou cabelos rebeldes,

Mais que fotos maravilhosas e sorridentes,

Mais que uma concha, tattoo ou souvenir,

Muito mais do que se pode ver.

Vai além do que está aparente.

Trazemos marcas impressas na alma,

Energia renovada, lembranças boas,

Carinho de um povo interessante e lutador,

Uma cultura diferenciada, lugares lindos.

Tudo isso vira massa a se moldar dentro de nós.

E o que ela se tornará só depende de nós mesmos,

Da combinação do que já somos com o que recebemos.

Nunca voltamos os mesmos de uma viagem.

Felizmente!

Alda M S Santos

Sobrevivência

SOBREVIVÊNCIA

Após toda tempestade fazemos um levantamento minucioso dos prejuízos, verificamos o que não foi levado pelo vento ou pelas águas, o que ficou de pé, intacto, ou apenas com pequenas avarias.

Buscamos o que sobrou, o que precisa ser reconstruído e o que não vale a pena trazer de volta.

Queremos encontrar sobreviventes.

Nas nossas próprias tempestades acontece o mesmo.

Como náufragos, sós, buscamos o que restou.

Tentamos sobreviver!

Boas pessoas são levadas. Tantos bons sentimentos parecem morrer, se extinguir, deixam de existir ou não são aparentes mais…

Como em toda tempestade, o que é forte e verdadeiro fica, não é levado pelas águas ou circunstâncias alheias a nós.

Podem sofrer danos, se arranhar, machucar, tornar-se fosco, mas um pouco de limpeza, atenção e cuidado trará o brilho novamente. Pode ser um móvel, imóvel, pessoa, amizade, amor…

Não adianta tentar salvar o que está danificado demais ou que não quer ser salvo. Perda de tempo e energia.

Toda tempestade tem seu propósito. Uma casa, carro, pessoas ou sentimentos que não enfrentaram tempestades, não tiveram sua força e resistência postas à prova. Não têm garantia de durabilidade.

O que não queremos que seja levado pela tempestade fortalecemos suas bases, alimentamos suas raízes.

Importante saber que toda tempestade deixa algo de bom, irriga nossas emoções, aproxima do que é verdadeiro.

O que não nos mata nos fortalece, nos torna mais fortes e sábios para as próximas tormentas.

Somos sobreviventes!

Alda M S Santos

Dá pra ser feliz

DÁ PRA SER FELIZ

Dá pra ser feliz navegando em alto mar

Mergulhando nas ondas altas

Molhando-se na beira da água

Caminhando à beira-mar

Sentado debaixo de um coqueiro admirando a paisagem.

Em todo tempo, lugar e companhias…

Desde que seja nossa escolha,

Não resultado da imposição do medo 

Ou da vontade de terceiros…

Pra ser feliz é preciso seguir o próprio coração.

Alda M S Santos

ADEUS

ADEUS

Tudo tem começo, meio e fim, 

Tempo contado, prazo de validade

Não importa!

O que vale é aproveitar, curtir, mergulhar fundo

Esgotar as possibilidades

E não se lamentar

Apenas agradecer!

À vida, a Deus, gratidão.

A essa terra, a esse mar maravilhoso, adeus! 

Até breve! 

Alda M S Santos

Parcerias

PARCERIAS

Parcerias, sempre buscamos…

Obtemos várias ao longo da vida.

Parcerias profissionais, parcerias de amizade, 

De família, parcerias de alma…

Umas rápidas, porém, intensas,

Algumas passageiras e leves,

Outras duradouras e tranquilas.

Há aquelas que não vingam, não dão certo

Que estão sempre nos sonhos, nos desejos

E as que são eternas no coração da gente…

Eterna troca de amor.

Devemos curtir, aproveitar, pois

“Somos nós que fazemos a vida, 

Como DER, ou PUDER ou QUISER”…

Alda M S Santos

Marcas

MARCAS

Na desconhecida extensão de minha jornada

Vou imprimindo minha marca

Forte, leve, às vezes insegura

Só ou acompanhada,

Feliz ou nem tanto

Sempre carinhosa e intensa.

Até quando o Criador permitir…

Alda M S Santos

Como o mar

COMO O MAR

Seja em maré alta ou baixa

Lua cheia, nova, minguante ou crescente

Ondas que vão e que vêm

Trazem muito com elas

Levam outro tanto consigo

Boas ou ruins…

Assim é o mar,

Infinitamente.

Assim é a vida, dia após dia. 

Quem ama o mar o aceita assim

Quem ama a vida aprende a conviver com seu vai-e-vém.

E a ama, apesar de tudo. 

Alda M S Santos

Brisas

BRISAS

Brisa…

O tempo todo ela sopra por aqui…

Não há o que eu mais goste no mar que a brisa que vem dele.

Cheiro característico, som calmante, 

Toque maravilhoso na pele, 

Suave, refrescante

Alterna-se com o calor do sol

Arrepia, dá prazer.

Democrática, atende a todos.

Fechando os olhos, deixamo-nos levar…

Permitimos que leve o que não desejamos 

E que traga o que precisamos

Pra mente, pro coração, pra alma…

Reabastecemos as forças, curtimos.

Sabendo que ela pode transformar-se em ventania ou vendaval a qualquer hora…

E tudo revirar! 

Alda M S Santos

Nossos anjos

NOSSOS ANJOS 

Se passarmos um filme em retrospectiva de nossas vidas

Poderemos observar algo que irá sempre se repetir

Mudam o local, o cenário, os atores, a trilha sonora, até o roteiro

Porém, a história é a mesma em várias versões

Desafios e obstáculos superados.

Talvez não pareça vitória ou superação,

Mas, entre as opções existentes, nos saímos bem.

Muitos foram os buracos em que caímos, 

Os vãos em que nos esprememos.

Inúmeros desvios de obstáculos, 

Incontáveis escorregadas em falsos amigos,

Bastantes as vezes em que corremos do amor ou para o amor,

Ou nos sentamos, choramos, reabastecemos energias,

Restauramos as forças…

Veremos que em todos esses momentos havia alguém especial conosco

Enviado por Ele para nos fortalecer. 

Como essa é uma história aberta, em construção,

Quais são os obstáculos de agora, nossos “inimigos” atuais?

Quem é nosso anjo especial? 

Nunca estamos sós! 

Alda M S Santos

Saudades de mim

SAUDADES DE MIM

Saudades de mim…

Do tempo em que eu me bastava

Não por autossuficiência,

Mas por saber o que buscar

Como, porque, quando.

Saudades de mim…

Do tempo em que eu era o bastante

Não para todos, 

Mas para aqueles que me são caros…

Saudades de mim…

Do tempo em que eu sempre estava aqui.

Que me atendia prontamente ao primeiro chamado

E não era preciso gritar tão alto.

Ou me encontrar no silêncio mais profundo de mim mesma.

Saudades de mim…

Alda M S Santos

Tão fácil!

TÃO FÁCIL! 

Aparentemente tão fácil! 

Encontrar um companheiro para voar juntos

Descobrir novos espaços, novos ares,

Namorar!

Novo céu, azul intenso, sol mais brilhante…

Um lar, um ninho, simples e caprichado.

Materiais retirados da natureza!

Uma família sonhada, constituída, alimentada e amada…

Ali encontram todos os alimentos que precisam.

Têm de sobra: confiança que tudo vem

Têm em falta: preocupações e ansiedades. 

O que importa têm em fartura: 

Alegria para viver e cantar!

Tão fácil!

Em qual parte complicamos, se somos “superiores” e racionais? 

Alda M S Santos

Fazendo o caminho

FAZENDO O CAMINHO

Hoje pode estar lindo e calmo

Sol, cores e alegrias

Amanhã, nuvens e tempestades

Não esperemos um caminho suave, florido e belo todo o tempo.

Estando preparados para intempéries, caminharemos com mais alegria e disposição.

Não esperemos um caminho pronto, pois

“É caminhando que se faz o caminho”…

Alda M S Santos

Prazeres simples 

PRAZERES SIMPLES

Mais que poder ignorar o despertador, 

Prazer é ter uma cama onde continuar dormindo

Ou deitado…

Observar o dia amanhecer tranquilamente

Os raios de sol atravessando a janela

Aquecendo nosso corpo sobre a cama

Ouvir a paz que reina no silêncio da aurora

Sons do silêncio… 

Esses permitem ouvir nossos corações

Agradecidos, esperançosos, repletos de desejos…

E um dia lindo pela frente a convidar:

Vamos?

Alda M S Santos

Vida infinita

VIDA INFINITA

Já pensou se pudéssemos escolher

O que tornar infinito em nossas vidas?

O que seria fundamental?

A saúde, a beleza, a juventude?

A inteligência, a lucidez, a memória?

A bondade, a fé, o amor?

O desejo, a vontade, o prazer de viver?

Um pouco de tudo?

Quero uma vida intensa no que tiver que ser…

Que seja infinita, mesmo finita.

E que o amor prevaleça.

Alda M S Santos 

Inspiração divina

INSPIRAÇÃO DIVINA

Cuidado, amor e proteção de mãe, de pai são incansáveis…

Racional ou irracional

Mais que instinto, é inspiração divina! 

Seja qual for o tamanho, as habilidades ou o perigo a enfrentar, o amor é soberano.

Encantador observar! 

Preservação e perpetuação da espécie, da vida.

É reflexo de um amor que vem do alto.

É simplesmente uma pequena medida do amor de Deus por nós! 

Alda M S Santos

Um, dois, três…Lá vou eu! 

UM, DOIS, TRÊS…LÁ VOU EU! 

Caminhando, fim de tarde, estradinhas de terra, cheiro de mato, brisa suave, sons de pássaros, vista de muito verde. 

Uma cadelinha de “todo mundo” nos acompanha feliz. 

No caminho nos deparamos com várias crianças correndo. Ouço uma delas contar: 1, 2, 3, 4… Procuro de onde vem o som. 

Vejo-a agachada sobre um tronco, olhos tapados, ela é o pegador da vez. 

Parei pra observar. Havia umas dez delas. Blusas e shorts simples, descabeladas, descalças, suadas, sorridentes e felizes. 

Deviam ter entre 7 e 13 anos. O sítio de onde saíram tinha meia dúzia de cachorros agitados. Uma senhora estendia roupas nos varais.

A menininha grita a plenos pulmões: “30, lá vou eu, quem escondeu, escondeu…”.

Há quanto tempo não via crianças brincando de esconde-esconde na rua, como eu fazia! Nostalgia gostosa! 

A modernização, a tecnologia, os avanços urbanos trouxeram muitas melhorias para a vida de todos, mas a perda para a segurança e a liberdade de adultos e, principalmente das crianças, foi devastadora! 

Essa alegria de brincar na rua, ter muitos amigos “reais”, jogar bola, soltar pipa, andar de bicicleta, bater papo sentado no meio-fio, acender fogueira, brincar de jogo da verdade, as crianças de hoje não têm! 

Não há vídeo-game, smartphones, TVs, computadores, tablets ou academias que substituam! 

Falta contato humano!

Vivemos presos em prédios, blocos de concreto, atrás de grades e de medos! 

Meus filhos já não tiveram tanto como eu tive. O que será de meus netos quando vierem? 

Quem pode proporcionar aos seus, e valoriza, faz um esforço e leva-as aonde as brincadeiras e a vida acontecem “de verdade”.

Um deles grita: “1, 2, 3, salvo todos!”. Outra responde: “Mais umas só, que logo vai escurecer e não vai dar”. 

Aqui não tem iluminação pública. Ficar na rua, à noite, só na lua cheia ou com fogueiras. 

Retomo meu caminho, pensativa e faço uma prece silenciosa. 

Que possamos reavaliar o que temos feito de nossas crianças, acreditando estar fazendo o melhor. 

E que Deus permita que os danos não sejam muitos! 

Alda M S Santos

Organizando

 ORGANIZANDO

Organizando…

Nas gavetas de cima, aqueles que me amam incondicionalmente.

Preciso da força que me dão apenas por estarem por perto.

Nas gavetas intermediárias, os críticos, os questionadores, analíticos, julgadores.

Preciso deles para me instigar e fazer crescer.

Nas gavetas de baixo, os falsos, hipócritas, mesquinhos, que se julgam melhores e superiores. 

Em todas elas quem merece e/ou precisa de amor.

Nas de cima, aqueles fáceis de amar.

Nas intermediárias, os que aprendo dia-a-dia a amar.

Nas últimas, aqueles que nunca devo esquecer: para nunca me tornar e para, se possível, mudá-los de gavetas.

Ninguém de nossas vidas deve ser excluído, apenas remanejado.

Não estão ali por acaso…

Nos ajudam a seguir o curso de nossas vidas.

Alda M S Santos

Capítulo I-Metas

CAPÍTULO I- METAS

Aceitar sempre todos os convites para brincar

Convidar sempre para suas brincadeiras

Numa interação deliciosa, agregar

Sentir profundamente, intensamente 

A natureza viva à sua volta

Flora, fauna, humanos, todos eles

Respeito aos seres e fenômenos naturais

Numa troca incessante de energia e amor

Aprender e ensinar sempre

Encher-se, transbordar, 

deixar fluir para o outro…

Sabendo-se apenas parte desse multiverso maravilhoso

Fazendo a parte que lhe cabe…

Estabelecendo propósitos e planos para essa história.

Alda M S Santos

Prólogo

PRÓLOGO

Serão novas páginas, novos capítulos

Personagens novos, alguns renovados

Uns se foram por conta própria ou foram cortados

Outros terão participação reduzida 

Novos planos e projetos alegram e assustam 

A permanência de alguns caminhos e desejos dão segurança

Coadjuvantes e personagens secundários conhecidos e aliados confortam

Cenários novos, fechados ou abertos animam

Muitas possibilidades! 

As páginas dessa história, novamente em branco, irão recomeçar

Muitos volumes escritos, um novo por escrever

O mesmo roteirista, mas o mais importante, a mesma protagonista

Mais forte, mais corajosa, experiente, amorosa e com muita fé! 

E aberta a muitas surpresas e novidades! 

Convido-os a tomar parte nessa aventura!

Alda M S Santos 

Convite

CONVITE

A vida é um convite ao portador. 

Aceite. 

Entre. 

Sente-se. 

Chame alguém.

Vá só.

Divirta-se!

Alda M S Santos

Muito obrigada!

MUITO OBRIGADA!

A você, que de uma forma ou de outra, fez diferença na minha história, meu muito obrigada. 

Que possamos caminhar juntos sempre. 

Que 2017 seja melhor em todos os sentidos. 

E que Deus nos acompanhe! 😘🙏🏼❤

Alda M S Santos 

Tentei, valeu!

TENTEI, VALEU!

Tentei aproveitar o máximo que pude aqueles que conviveram comigo:

Compartilhei alegrias, distribuí abraços

Cativei amigos, doei sorrisos

Cedi meus ombros para as lágrimas de uns, chorei em outros

Dividi minhas forças, recebi levezas

Fui flor, onde havia espinhos

Fui espinhos, onde havia necessidade de instigar mudança…

Fui a mão estendida, recebi conselhos amigos

Trabalhei muito, amei mais ainda!

Ofereci muito, recebi bastante.

Também me afastei, não vi, me neguei, fugi.

Errei, tropecei, caí, chorei… Levantei!

Tive amigos, família, Deus… 

Não tem como estar só com aliados assim! 

A cada um de vocês que cruzou comigo essa caminhada 2016, meu abraço carinhoso!

Todos foram fundamentais em minha evolução.

Que 2017 seja de flores, águas tranquilas, horizonte magnífico, amores ternos e amizade sinceras…

E Deus, sempre Deus conosco!

Mas contem comigo também se acaso os espinhos machucarem, a água salgar demais, o horizonte escurecer, a amizade não aparecer ou o amor arrefecer…

Feliz Ano Novo pra todos nós, amores! 

Alda M S Santos

Relógio para quê?

RELÓGIO PARA QUÊ?

Não há relógios, nem marcadores oficiais de tempo

Aqui, ele passa tranquilamente, sem pressa, sem cobranças

O sol se põe devagarzinho

Sabendo que oferece um espetáculo a todos, sem distinção

Não há necessidade de relógios, a escuridão cairá morosa, mas total

Os pássaros cantam chamando os filhotes “para dentro”, hora de dormir…

Bichinhos noturnos espreguiçam para começar a vigília

O cheiro do ar muda 

A brisa é diferente…

Vênus de um lado, a Lua do outro

Daqui a pouco, o céu salpicará de estrelas na imensa escuridão. 

Perco-me maravilhada em tão esplêndida simplicidade e beleza. 

Relógio para quê? 

Alda M S Santos 

 

Viver é brincar

VIVER É BRINCAR

A vida é uma eterna brincadeira de balanço. Ora estamos em cima, ora estamos embaixo. 

O prazer, o êxtase do topo só têm significado, porque conhecemos a sensação de, estando embaixo, vivermos a expectativa do alto.

O frio na barriga, o vai e vem, a brisa no rosto, a vista, tudo aumenta a satisfação.

Brincar só é divertido quando o fazemos com e por prazer e, preferencialmente, acompanhados.

Vamos brincar? 

Alda M S Santos

Se puder, siga

SE PUDER, SIGA

Se puder, siga o caminho mais simples

Mais rústico, menos requintado

É onde há mais alegrias sinceras

Se puder, siga as pessoas que te dão as mãos, os sorrisos

A alma, o coração

São elas que recarregam suas forças quando você cai

Se der, ouça e se encante com o canto dos pássaros

Com a leveza das borboletas, as cores das flores selvagens

São alimento para a alma cansada

 Se puder, ouça, interprete e siga seu coração,

As mais importantes lições que sua mente apagou

Ele traz gravadas consigo

Se puder, siga…

Alda M S Santos

Quero acreditar

QUERO ACREDITAR

Quero acreditar que todo sonho é possível

Mas preciso crer que tenho forças para enfrentar o que se apresenta

Coragem para abraçar o que desejo

Ou tônus muscular para fugir do que não me agrada… 

Quero acreditar que toda lágrima é passageira

Que apenas lava o caminho para o bem passar

Preciso crer que a saudade que chega 

Ainda que doa e machuque

É sinal de bons tempos idos

Quero acreditar que deixar ir aquilo que ainda cabe aqui, ou não mais, é necessário

Preciso crer que abrir mão,

Ou os braços para a vida

Com sorriso no rosto

E fé inabalável na alma

É o melhor jeito que há de viver…

Quero acreditar! 

Preciso…

Alda M S Santos

A vida vale a pena

A VIDA VALE A PENA

A vida vale a pena…

Mesmo que eu não identifique todos os tons de verde…

Ou de branco ou azul existentes.

Mas posso admirá-los! 

E sentir todas as vidas que aqui pulsam

E refletem dentro de mim…

Respiro o ar, sinto a esperança

Aspiro vida! 

Alda M S Santos

Coração saciado

CORAÇÃO SACIADO 

O que determina se um ano foi bom ou ruim? 

Aquisições novas, muitos passeios, trabalhos leves, compras caras, amores quentes, amizades doces?

 Sentimentos harmônicos, mais sorrisos, menos lágrimas, mais amor, mais sintonia, menos dor? 

A vida de cada um de nós é tão individual que ė difícil mensurar. Até nós mesmos podemos ser vários indivíduos ao mesmo tempo, dependendo da situação. 

Acredito que o que é determinante nesse balanço é a sensação de plenitude, de falta de ar, de frio na barriga, até de um certo esgotamento que fica.

 Independente do indivíduo, um ano bom é aquele em que se cumpriu melhor o propósito dessa caminhada: viver com plenitude! 

E isso não importa se foi com amor ou dor, sorrisos ou lágrimas, alegrias ou tristezas… O que realmente vale é se a gente se entregou, se empenhou, mergulhou de cabeça na vida. 

Sempre se aprende algo, na luz ou na escuridão! Se não teve nada, nem sorrisos nem lágrimas, aí não foi bom. 

A vida não é um Prato Feito. A vida é um grande Self Service. Precisamos levantar e nos servir. 

Podemos montar um prato não tão bom da primeira vez, mas, com a prática, vamos melhorando. E logo, logo estaremos com um prato que supre todas as nossas necessidades orgânicas e emocionais. 

Quem permanece sentado fica com o prato vazio e a barriga roncando… 

 Que, ao final, o saldo de todos nós seja positivo, barriga cheia, coração saciado, alma pronta para receber e refletir a luz que vem do alto e notamos ao abrir os olhos todas as manhãs! 

Feliz Ano Novo!

Alda M S Santos

O vencedor

O VENCEDOR 

O ano será novo, mas os dias só serão novos, se nós formos diferentes.

Várias serão as batalhas, as jogadas apresentadas

Nós escolheremos: jogar ou não.

Escolher nossas peças, qual delas mover

Quais “soldados” recrutar, armas a usar 

Quais “aliados” dispensar

Saber o momento certo de agir, de esperar, de recuar, de avançar

Fazer os alinhamentos necessários

Mesmo parados, estaremos jogando por inércia

Outros determinarão nossa vitória ou derrota

O aliado indispensável, seja qual for a batalha, é o amor.

Frágil o suficiente pra se derrubar por um olhar,

Forte o bastante para com um sorriso levantar… 

Inútil tentar outro caminho, outra jogada, outra arma ou outra estratégia. 

É dar voltas, é perder tempo! 

O Amor vence sempre!

Aliemo-nos a ele!

Alda M S Santos

Algodão doce

ALGODÃO DOCE

Um grande algodão doce

Já repartido para nós

A vida cheia de doçuras

Para quem observa, colhe

Aproveita e divide…

Pegue seu pedaço,

Adoce sua vida! 

Alda M S Santos

Apenas isso

APENAS ISSO

Eu quero apenas que em 2017 possamos correr menos atrás de algo e acertar mais o passo ao lado de alguém, de “alguéns”…

Falar menos e, quando o fizer, que seja para enternecer o coração de nossos companheiros de caminhada… 

Ouvir mais, escutar e atender mais ainda…

Que possamos aprender mais e mais a ouvir nossos corações, analisar nossos desejos, atender nossas vontades. Um pouco de egocentrismo de vez em quando não faz mal a ninguém.

Que possamos perdoar, o outro, a nós mesmos, reconhecendo que todos somos falhos, mas podemos ser melhores a cada dia.

Que possamos ser a mão estendida que tantos buscam, o olhar solidário, o abraço caloroso. 

Que, sozinhos ou acompanhados, possamos valorizar cada passo dado, cada vitória conquistada, cada sorriso recebido, cada abraço apertado, cada “eu te amo” sussurrado, cada silêncio gritado. 

Porque, afinal, tudo que vale nessa vida é nossa capacidade de dar e receber amor. 

Seja em que nível for…

Apenas isso…

Que o amor reine por todo 2017!

Alda M S Santos

Emaranhado de fios

EMARANHADO DE FIOS

A vida é um verdadeiro emaranhado de fios. 

Você puxa uma ponta, outra, muda de novo, torce, vai, volta, entra, sai e consegue, por fim, desembolar algumas partes, identificá-las, separá-las. 

Mas sempre sobra ainda um bolo de fios confusos e desconexos.

 Não adianta insistir. O jeito é deixar esse bolo “descansar”. 

Esquecer dele, temporariamente, pelo menos. 

Atentar para o que já está desembolado e construir novas conexões. 

Um dia, quando menos perceber, conseguirá puxar uma ponta do bolo e ela sairá tranquilamente, sem esforço, uma após outra. 

Às vezes, ficamos tão ocupados tentando encaixar certas partes da vida que não se encaixam que perdemos a oportunidade de brincar com o que já está pronto e montado. 

Esse é o grande desafio, curtir o que se tem e esperar, com calma, a hora certa do que é sonhado e ainda está por vir.

Alda M S Santos

Podemos ser mais

PODEMOS SER MAIS

Nunca nos limitar…

Nunca! 

Essa deve ser nossa lei.

A força na dor, a fé na dúvida,

A amizade nas necessidades.

Podemos ser mais…

Mais profissionais, mais dedicados 

Mais ternos, mais amantes…

Tudo que é estimulado renasce, cresce, 

Tudo que é relegado, murcha, definha, morre.

Podemos nos surpreender

Por apenas cuidar de nós mesmos

Como uma planta que sempre se renova

Podemos ser mais

Novas folhas, flores e frutos…

Cada dia mais bela e encantadora…

Alda M S Santos 

De tudo um pouco

DE TUDO UM POUCO

Nem sempre podemos tudo

Tampouco teremos tudo

A sabedoria do viver

Está em extrair de cada porção

O que de melhor ela pode nos oferecer

É saber ver além da embalagem

É “arrombar” paredes invisíveis.

A doçura da amizade é absorver 

O que se apresenta nas mínimas coisas

É oferecer nosso diferencial para que o outro se complete 

A magia do amor consiste em 

De todos os poucos que se tem, 

De todas as flores e brilhos que se obtém

Inclusive das pedras, construir nosso castelo 

E fazer o nosso tudo! 

Alda M S Santos

Deixe o vento levar

DEIXE O VENTO LEVAR

Deixe o vento levar…

As mágoas que afogam nossa alegria

Os pensamentos que tornam cinzas nossos sonhos

As dúvidas que teimam em nos roubar o sossego

Deixe o vento levar…

As preocupações com o que não temos controle

A solidão que corrói nosso interior

As pessoas que nos jogam pra baixo.

Deixe o vento levar,

Mas seguremos com carinho 

Aquilo que não deve ir … 

O sorriso bobo que brota por qualquer motivo

As pessoas capazes de despertá-lo

Ainda que, por vezes, sejam causadoras de lágrimas.

Não o deixemos levar…

Quem acredita em nós, apesar de nossas imperfeições

Aqueles capazes de ativar nossa energia, acender nossa luz…

Quem para nós é o amor em todas as suas formas. 

Deixe o vento levar as nuvens escuras para longe

Ele trará de volta o Sol

E, com ele, virá vida nova

Recheada de esperanças…

Alda M S Santos 

Sonhos

SONHOS

Muitos têm, outros não

Uns dispensam, outros reivindicam

Dormindo ou acordados

São inspiradores…

Partilháveis ou não,

Dão forças, geram energia

Sem eles é estagnação

Com eles vamos avante

Mantê-los é saudável 

Lutar por eles é promissor

Realizá-los é o paraíso! 

Alda M S Santos

Essências

ESSÊNCIAS

São essências…

Fragrância de rosas, jasmins ou alecrins

Odor de orvalho, terra molhada ou mata virgem

Cheiro de colo de mãe, criança machucada ou mulher apaixonada…

Aroma de beijo de amor, ombro que consola ou abraço de pai.

Perfume de sorriso sincero, de lágrimas derramadas ou de dor escondida…

São essências…

Perceptíveis aos olfatos sensíveis, 

Aos corações enamorados,

Às almas apaixonadas,

Àqueles que estão afinados com a vida…

Essências não se apagam ou se extraem,

Se curtem, se sentem, se vivem…

Alda M S Santos

Ninhos abortados?

NINHOS ABORTADOS? 

De gravetos em gravetos, galhos em galhos, folhas em folhas

Num local cuidadosamente estudado

Casaizinhos de pássaros formam seus ninhos

Revezando-se, cuidam e protegem suas crias dos invasores

Chocam os pequenos ovinhos.

Alimentam os pequenos filhotinhos 

Até que eles possam alçar o primeiro voo

E, independentes, recomecem o ciclo.

Sequer cogitam abortar os ovinhos

Interromper a “gestação” não se cogita: antinatural! 

O papai assume seu papel fundamental. 

Vida irracional que se mantém! Se renova!

Racionais precisando seguir o exemplo.

Privilegiados somos nós: podemos ter ninho, podemos ser ninho por tempo indeterminado…

Aproveitemos! 

 Alda M S Santos

E se…

E SE…

E se o Sol esquecesse de nascer,

Ou a Lua se escondesse pra sempre na Nova? 

E se as flores não tivessem cor

Ou as mães não doassem amor? 

E se os pais não se amassem, os animais não cruzassem 

Ou os filhos não se mudassem? 

E se o mar sossegasse, a maré estagnasse,

Ou a noite não chegasse? 

E se as árvores não florissem, o rio não corresse,

Ou o sorriso esmorecesse? 

E se o abraço não acalentasse, o beijo não aquecesse,

Ou o olhar não falasse?

E se o namoro fosse dispensável, o amor descartável,

Ou só sexo bastasse, fosse saciável? 

E se tudo fosse fácil, o caminho limpo e plano

Ou a vida do jeitinho que a gente quer? 

Se pararmos pra pensar tudo tem sua razão de ser… 

Tudo é exatamente do modo que deve ser!

E se pudéssemos escolher,

Não a teríamos feito melhor.

Podemos melhorar nosso jeito de olhar para ela

Podemos mudar nosso modo de amá-la!

Alda M S Santos

O quanto você aguenta?

O QUANTO VOCÊ AGUENTA?

O quanto de tons de verde ou de azul do céu eu aguento?

Por quanto tempo eu suporto o silêncio que vem de fora?

O quanto de sossego sou capaz de aturar? 

Por quanto tempo consigo ficar sem ouvir a voz dos outros?

O quanto eu aguento de sons de pássaros, cigarras, galinhas d’angola, galos, macacos?

O quanto eu tolero dessa brisa que acaricia minha pele, disputando espaço com os mosquitos?

Por quanto tempo ficaria deitada aqui, apenas a observar?

O quanto de cores e sons eu preciso para viver? 

Tudo depende de quanta paz interior eu tenha!

Tudo depende da minha capacidade de conviver comigo mesma!

Tudo depende da minha (in)dependência dos outros. 

O quanto você aguenta?

Alda M S Santos

Por quê?

POR QUÊ?

Por que é tão fácil achar soluções para os problemas dos outros e tão difícil aplicá-las a nós mesmos?

Por que os filhos crescem, os pais envelhecem?

Por que o perto pode estar longe e o longe pode estar perto?

Por que a saudade dói, se o vivido foi bom?

Por que o amor chega, aparentemente, fora de hora?

Por que sofremos tanto por amor, se amor é bênção?

Por que sempre estamos querendo algo fora de nosso alcance?

Por que derramamos tantas lágrimas pelo que não vale a pena?

Por que poupamos sorrisos e carinhos?

Por que damos tanto ouvido a quem não nos interessa?

Por que perdemos tanto tempo com coisas sem valor?

Porque isso é a vida! 

Quando tivermos todas as respostas, provável que estejamos próximos do fim, ou não mais por aqui.

Não precisamos de todas as respostas. 

Precisamos de vida e, como tudo que é belo, ela é uma eterna e adorável incógnita!

Alda M S Santos

Digo sim

DIGO SIM

Digo sim para a luz do alvorecer

Para os recomeços e também

Para os tropeços que nos guiam o caminhar 

Digo sim para a chuvinha fina e constante que irriga 

E, pacientemente, abastece lençóis freáticos,

Digo sim para as tempestades, raios e trovões

 Que nos amedrontam, alertam e encantam.

Digo sim para o amor

Para as alegrias que proporciona

E também para a dor que venha a causar.

Dor que nos faz crescer, avaliar e ser melhores a cada dia. 

Digo sim para vocês

Que caminham comigo e enchem meus dias de emoção e carinho.

Digo sim para a saudade, o prazer revivido em cada lembrança

Saudade que abastece nossa alma daquela dorzinha profunda que diz:

Valeu a pena, eu vivi!

Alda M S Santos

Não fui convocado! 

NÃO FUI CONVOCADO!

Vida injusta, acusamos nós!

Não nos convidou para o baile, 

Fomos esquecidos

Não nos chamou para o passeio

Fomos preteridos

Não nos escolheu para o amor

Fomos marginalizados

Não nos convocou para o jogo da final 

Fomos descartados

Quantas vezes reclamamos?

Difícil entender uma recusa.

O não pode ser sim

O sim pode ser não.

Convocação pode ser vida, vitória!

Pode também ser morte, fim de jogo…

Entender nossos limites

Lutar pelo que vale a pena

Não se aborrecer pelo que não temos controle

Fazem toda a diferença em nosso viver. 

As águas do rio encontram obstáculos, mas nunca param, seguem em frente.

Cedo ou tarde, compreendemos. 

Alda M S Santos

Apenas um piscar de olhos

APENAS UM PISCAR DE OLHOS

Morte mexe com com a sensibilidade de todos

Futebol mexe conosco, brasileiros, com nossas emoções

Morte e futebol, juntos, nos paralisam

Tragédia dessa dimensão nos assusta!

Além da surpresa, da dor, da alegria subtraída

Da sensação de impotência

Ficam três certezas:

Ninguém sabe a hora ou está a salvo

Essa vida é fugaz, passa num piscar de olhos

Vamos amar e viver hoje tudo que temos direito!

Que Jesus os receba no paraíso! 

Alda M S Santos

Na dança

NA DANÇA

Dizem que na dança o cavalheiro conduz a dama. Nunca concordei muito com isso. Gosto de “participar”. 

Às vezes, é a dama que melhor conduz, guia, faz melhores passos, gira, tem maior jeito e desenvoltura.

Por que deveria esperar pra ser conduzida por alguém que não sabe muito bem como fazê-lo? 

Há pares e pares. E nem sempre o cavalheiro é apto o suficiente na condução, a dama o faz melhor e ele precisa aprender a deixar-se levar para fazerem um bom número.

Na dança da vida acontece justamente isso. Ambos revezam-se na condução. 

A dama pode ser apta na condução de alguns “ritmos” e “estilos”: samba, pop, rock. 

O cavalheiro pode sobressair-se na valsa, tango, bolero, danças de salão! 

Saber qual o momento de conduzir e de ser conduzido, tomar as rédeas da situação ou deixar-se levar, é um aprendizado importante e que facilitará nossos relacionamentos.

Assim, tanto a dança de salão como a dança da vida tornam-se lindas e harmônicas! 

Alda M S Santos

Autópsia

AUTÓPSIA

Se pudéssemos acompanhar uma autópsia dos nossos corações, o que veríamos? 

Tudo bem, sei que autópsia se realiza em seres que já morreram.

Mas, e se fizéssemos, se fosse possível? 

Será que haveria diferenças de um coração para o outro? 

Talvez alguns fossem mais moles, maleáveis, daqueles que levaram a vida mais tranquilamente, sem grandes sobressaltos ou estresses, amores leves, pacíficos.

Outros poderiam estar mais firmes, endurecidos, rígidos, de difícil manuseio. Foram se enrijecendo como autodefesa, meio usado para suportar o sofrimento, o desamor, as mágoas e solavancos da vida. 

 A maior parte acredito que se assemelharia a uma colcha de retalhos, pedaços grandes, pequenos, coloridos e disformes, ou a um terreno muitas vezes remexido, um asfalto muitas vezes reparado, uma árvore muitas vezes podada. 

Apresentaria áreas quase intocadas, por receio, finas, frágeis, delicadas, imaturas, sem alegria.

Outras partes estariam endurecidas por cima, capa de proteção, e amolecidas por dentro, cicatrização à força. 

Haveria ainda aquelas áreas estriadas, fortes, porém, flexíveis, que começaram a endurecer, mas seu “dono”, sempre corajoso, insistia no uso, não permitindo a rigidez ou a moleza excessiva. 

Quantas dessas partes tem nossos corações? Façamos essa autópsia em vida! 

Não queremos um coração imaturo, tampouco rígido. Um coração mole parece não ser opcional, ou vem de fábrica ou nada feito. 

Resta-nos o coração colcha de retalhos. Parece bonito, não? Colorido, enfeitado. Cada pedacinho um amor vivido, outro perdido, uma amizade autêntica, outra que se foi, pais, filhos, irmãos, cônjuges, uma vida que passou por nós, que ficou em nós. E que passa mais ligeira que um passo de dança, tão rápida quanto um sorriso.  

Quero que quando minha “autópsia” for realizada de verdade, seja onde for, espero que demore, meu coração tenha muitas lindas histórias para contar.

Alda M S Santos 

Chuvinha

CHUVINHA

Ela continua…ininterrupta

Irrigando terras e vidas.

Que todos tenham teto

Que nos molhemos apenas por opção

Que nossos corpos e mentes

Estejam protegidos e abrigados

Que possamos ser abrigo para quem precisar

Para o corpo, para a mente, para a alma…

Bom dia, amores…

🙏🏼🙏🏼😘😘

Blog no WordPress.com.

Acima ↑