Busca

vidaintensavida.com

poemas e reflexões da vida cotidiana

Categoria

amor com a vida

No pódio, o amor

NO PÓDIO, O AMOR

E esse ano o prêmio máximo novamente é dele

O amor expresso em palavras e ações

Ou até mesmo aquele existente no silêncio

O amor que se permitiu viver, partilhar

Ou até mesmo aquele que se acovardou

O amor solidário, que se multiplicou, que estendeu a mão

Ou até mesmo aquele que ficou na vontade

O amor que foi correspondido, dividido,

Ou até mesmo aquele que sobreviveu sozinho

O amor que produziu sorrisos, frutos, que se doou

Ou até mesmo o que deixou lágrimas e saudades

O amor que abdicou de si mesmo para proteger o outro

Ou até mesmo aquele que não soube se cuidar

O amor que lutou, que soube esperar e até se afastar

O amor que foi filho, pai, o amor que foi amigo,

Ou até mesmo aquele que nada pareceu ser além de dor…

No pódio: o amor

Porque amor é soberano, simplesmente por ser amor

O menor dos amores, ainda semente, engatinhando, é maior

Que qualquer outro sentimento árvore frondosa

Pois, se cuidado, enraíza-se e atinge alturas inimagináveis…

No pódio: o amor!

Alda M S Santos

Em casa

EM CASA

Verdadeiro fascínio, admiração, encanto pelas árvores

Preciso delas para viver

E não me refiro a oxigênio ou alimentação

Tenho necessidade emocional

Posso ficar horas sob algumas

Apenas a observar os detalhes, o movimento

E não há nenhuma que não me desperte o desejo

De subir, escalar seus galhos e troncos

Se um dia eu me perder,

Física ou emocionalmente de mim mesma,

Que seja entre árvores frondosas,

De alguma forma estarei em casa…

Alda M S Santos

A música que a vida toca

A MÚSICA QUE A VIDA TOCA
A vida é um grande musical
Toca músicas animadas, dançantes
Também toca músicas tristes, frustrantes
Tantas vezes aprendemos o ritmo, dançamos com prazer
Mas a música que a vida toca nem sempre irá nos satisfazer
Muitas vezes teremos vontade de chorar
Outras, até desejo de partir, não mais bailar
Mas precisaremos aprender a dançar
Porque a vitrola da vida não para de tocar
Podemos dançar sozinhos
Mas melhor mesmo é quando dançamos com um par…
Com o outro aprende-se nova coreografia
A dançar a dois com harmonia
Rimos dos erros e tropeços
Até novas canções passamos a tocar
Uma dança aos pares ou em grupos
Tem muito mais magia…
Posso até ter minha canção favorita
Mas ela só fará mais sentido
E se tornará ainda mais prazerosa e bonita
Se tiver alguém que aceite dançá-la comigo…
Alda M S Santos
Mais no meu blog vidaintensavida.com

Nas voltas que o mundo dá

NAS VOLTAS QUE O MUNDO DÁ

Dizem que quando começamos a reviver certas coisas

A reencontrar pessoas que ficaram para trás

A relembrar tanta coisa do passado

A resgatar sentimentos e emoções

A ser menos cerimonioso, mais piedoso, menos juízes,

Nossas vidas já deram uma volta completa

E estamos recomeçando, dando a segunda volta, obtendo uma revanche.

Bom seria se pudéssemos ir passando a limpo

Um novo caderno, reescrevendo, desenhando,

Melhorando o que não ficou bonito, borrado pelas lágrimas ou erros,

Dando cor ao que foi maravilhoso, desbotando o que fez mal,

Resgatando o que se perdeu e fez tanta falta!

Nas voltas da vida eu teria muito a resgatar,

A querer reviver, colorir,

Quase nada a apagar…

Bom sinal?

Alda M S Santos

Meu Sol me abandonou

MEU SOL ME ABANDONOU

Meu Sol hoje não me acordou

Não me chamou carinhosamente para a vida

Não me mostrou a beleza que há lá fora

Não me garantiu que essa dor passará

Que essa parte do caminho é válida

Não admirou meu sorriso ou secou minhas lágrimas

Não me convidou a passear no jardim

Não sinto seu calor a me aquecer lentamente

Não vejo seus raios dourados

Não percebo sua energia brotando dentro de mim

E ainda ontem se punha tão lindo em meu horizonte

E irradiava de manhã num maravilhoso alvorecer interno

Não quero me levantar enquanto não senti-lo!

Quero o escuro debaixo de meus cobertores

A segurança de minha cama

O apoio de meus travesseiros

Se não vejo cores, não sinto o calor

Não percebo a beleza, fico aqui

Até que ele possa me acordar de novo todas as manhãs

Abrir as janelas de minha alma

Ou que consiga me mostrar

Que a nebulosidade e a chuva

E a vida em cinza

Também podem ser vida…

Alda M S Santos

Não vivo sem

NÃO VIVO SEM

Podem ser muitas as coisas sem as quais não vivemos

Não vivo sem meus filhos, partes essenciais de mim

Não vivo sem meus pais, refúgio certo

Não vivo sem o abraço e sorriso de meus amigos, colo e abrigo fundamentais

Não vivo sem a natureza por perto, ar que respiro

Não vivo sem trabalho, sem solidariedade, ocupações vitais

Não vivo sem Deus, alimento da alma

Não vivo sem amor, companhia necessária para todas as horas

São tantas as coisas essenciais

Aquelas que o dinheiro não compra!

Mas a principal de todas:

Não vivo sem mim mesma!

Preciso me encontrar, me admirar, me ajudar

Ser a alegria e força que nascem lá de dentro

Pois para viver e valorizar todo o resto

Preciso existir para mim…

Todos nós precisamos!

Alda M S Santos

Simplesmente, viva!

SIMPLESMENTE VIVA

“Simplesmente viva… tem uma energia

De beija-flor as suas fotos e poesias…”

Definição de um poeta blogueiro (Anovamente)

Ao indicar o ‘Vida, Intensa Vida’ para um prêmio.

Como se aproximou da realidade!

Energia de beija-flor que, intenso, agitado

Precisa de alimento para o corpo e a alma

Para manter sua essência, para estar vivo…

E a busca nos lugares mais lindos

Perfumados, coloridos e encantadores

Os jardins…de flores ou de pessoas…

Simplesmente, viva!

Alda M S Santos

Quando a vida vale mais?

QUANDO A VIDA VALE MAIS?

Quando a vida vale mais?

Saber que há ao menos um alguém nesse mundo que daria a própria vida por você?

Saber que já houve Alguém que há mais de 2000 anos deu a vida por você?

Ou saber que você, sem demagogia, seria capaz de doar a própria vida por vários alguéns, literal ou figurativamente?

Sua vida vale muito, não é?

A minha também!

Alda M S Santos

O que você fez do amor que lhe confiei?

O QUE VOCÊ FEZ DO AMOR QUE LHE CONFIEI?

E se nos for perguntado noutro plano,

Noutra dimensão, no paraíso, como preferirem:

O que você fez do amor que lhe confiei,

Das várias oportunidades de amar que te ofereci?

O que você fez com o amor que lhe dediquei?

Cuidou, regou, adubou, fez florir,

Negou, abandonou, negligenciou, deixou morrer?

O que teremos a dizer a nosso favor?

Há algo que nos abone, que nos mostre dignos?

Alda M S Santos

Sim, não, talvez…

SIM, NÃO, TALVEZ

O sim remete a alegria, estado de graça, felicidade extrema

Satisfação, prazer, gozo total.

O não quase sempre é tristeza, é dor aguda, é golpe certeiro,

Lágrimas, reclusão, introspecção

O talvez é expectativa, nem sim e nem não

Talvez é espera oscilante, vascilante

Vai do quase sim ao quase não

É uma quase alegria, uma quase tristeza

É indecisão, é dor crônica

Talvez é brincadeira de balanço,

Ora lá em cima, ora cá embaixo

E não são todos que apreciam a adrenalina dos balanços

As emoções antagônicas dos “talvez”

Preferem os pés no chão,

Sentados no banco da pracinha

Vivemos entre o sim, o não e o talvez

Podemos até abolir os “talvez”

Mas nunca seremos só sim

Nunca seremos só não

E transitar do sim para o não

Já dá o balanço doloroso ou prazeroso da vida…

Alda M S Santos

Reencontro

REENCONTRO

O melhor reencontro de todos é o que acontece conosco mesmos

Aquele reencontro com partes de nós que julgávamos perdidas

Com pedaços de nós que admirávamos

E que ficaram escondidos, deram uma volta por aí

Ou simplesmente abriram espaço a outras

Aquela parcela de nós que transformava nossos medos em confiança e fé

Nossas lágrimas em esperança e sorrisos

Nossas culpas e frustrações em aprendizados e recomeços.

Saberemos quando olharmos com certo distanciamento

Que essas partes não se perderam, estavam ali

Foram resgatadas no momento que mais precisávamos

E nos ajudaram a levantar

Cambaleantes ainda, frágeis, chorosos,

Porém, com força potencial interna

Transformados pelo vivido ou pelo “quase” vivido

Percebemos que não nos perdemos de nós tão facilmente!

Em frente! Com fé!

Alda M S Santos

Primaveras de dentro

PRIMAVERAS DE DENTRO

Quem vê a beleza de uma rosa,

Sua frescura, sua cor e perfume

Intensa delicadeza e suavidade

Não imagina quantos obstáculos rompeu

Quantas dores sofreu, sede passou,

Insetos e pragas enfrentou,

Ou quanta persistência foi necessária

Para chegar a mostrar tamanho esplendor.

De tantas lutas ficaram os espinhos,

Lembrança de que nada se alcança,

Por mais delicada e bela, sem lutas.

Foi inverno, é primavera!

Mas nada dura para sempre!

Nem os invernos, nem as rosas, nem as primaveras,

Fora ou dentro da gente.

Alda M S Santos

Histórias

HISTÓRIAS

Onde moram as histórias?

Numa praça em uma cidade centenária,

Numa obra de arte, numa música,

Numa fonte luminosa, num rio corrente,

Numa escultura, num livro, num poema,

Numa estrada, num caminho tantas vezes trilhado?

Parece que sim! Mas não!

As histórias moram dentro das pessoas!

Pessoas que as criaram,

Que as escreveram, que as viveram.

Esses espaços, objetos e ambientes,

É que têm o poder de ativar as lembranças, boas ou ruins.

Ao olhar para qualquer um deles,

Algo desperta dentro da gente.

Somos recheados de histórias, de saudades,

De desejo de reviver, de nostalgia…

Nós somos a história!

Alda M S Santos

Nascer e morrer 

NASCER E MORRER

Quantos somos?

Quantos de nós vêm de fábrica?

Quantos de nós morrem a cada dia, a cada dor, a cada decepção, a cada amor?

Quantos de nós nascem nessas mesmas circunstâncias?

Qual o saldo? 

Como saber quantos de nós restam? 

Olhando fundo nos olhos

Talvez haja um prognóstico, 

Se houver algum brilho, alguma faísca

A luz se renovará, e nova vida nascerá….

Até quando?

Alda M S Santos

Costurando

COSTURANDO

Nossas vidas se fazem de muitas costuras e bordados

Algumas pessoas já recebem a linha pronta para tecer

Outras precisam fiar ou até mesmo plantar o algodão

Nesse constante costurar, tecer ou bordar da vida

Com boas agulhas, máquinas e linhas 

Vamos costurando em linha reta, curva ou zig-zag

Tecendo com pontos diversos Grandes ou curtos, frouxos ou justos, 

Alinhavando sentimentos, arrematando pessoas e emoções

Muitas vezes, a linha embola, arrebenta,

A agulha quebra, a linha fica frágil

Os ajudantes desaparecem

A máquina apresenta defeito…

Como bons costureiros, temos que arrematar, cortar e recomeçar a costura chamada vida.

Ao final sempre há um bordado lindo e bem original! 

Alda M S Santos

Multiverso

MULTIVERSO

Fazer parte de um multiverso

Sentir-nos parte 

Sendo, ao mesmo tempo,

Tão pequenos perante tudo

Tão grandes e importantes 

Perante nós mesmos

De onde flui qualquer mudança significativa.

Somos fundamentais, mas não maiores que nada!

Alda M S Santos 

Espinhos

ESPINHOS

Nada atraente, puro espinho

Porco-espinho

Se chegar perto, machuca

Humanos-espinho

Que não se aproximam, que repelem

Ferem a si mesmos, ferem ao outro

Porcos ou animais, independe!

Sempre há um jeito de se aproximar

Sempre é possível ajudar

Um ponto acessível sempre há

Para quem tem sensibilidade,

A vida agradece!  

Alda M S Santos

Foto de Deva Daya

Vida em Cores

VIDA EM CORES

Quando tudo parecer cinzento

Seco ou sem cor

Melhor tentar mudar o olhar

Talvez estejamos colocando nossos olhos

Apenas num ponto fixo

Mas se observarmos bem

Sempre haverá cor,

Sempre poderemos dar a cor!

Sabedoria do cerrado, do deserto….

Alda M S Santos

Demorando

DEMORANDO

A vida é muito veloz, 

Como uma brisa ou uma ventania, 

Momentos e pessoas lindas passam por nós 

Sem que a gente dê a devida atenção. 

Em certas coisas e pessoas há que se demorar 

Para que possamos curtir o bastante. 

Os amigos são uma delas, 

A família é outra!

Que possamos “demorar” uns nos outros, 

Enquanto estamos por aqui.

Alda M S Santos

Acusações e defesas

ACUSAÇÕES E DEFESAS

Todo “bom” advogado sabe que 

Quando o fato é irrefutável

Tenta-se desacreditar a testemunha.

Quando o jogador é imbatível 

Tenta-se abalar sua autoconfiança.

Quando a fé move montanhas,

Tenta-se colocá-la à prova.

Quando o caminho é longo e difícil,

Tenta-se criar obstáculos imaginários.

Quando algo que se quer não é aceito ou compreendido, 

Tenta-se buscar falhas que o afaste.

Quando se recebe algo que julga não merecer,

Tenta-se de todo modo devolver.

Quando o amor não dá para questionar

Tenta-se desvalorizar quem ama ou suas razões.

Entre acusações e defesas,

Vive-se num mundo cada dia mais injusto e infeliz!

Alda M S Santos

Efeito cascata

EFEITO CASCATA

Nada existe que produza efeito cascata maior que o amor-próprio!

O amor-próprio gera autoconfiança suficiente 

Para despertar o desejo de amar o próximo.

Não se doa o que não se tem!  

Esse amor ao outro cresce, se agiganta e extravasa.

Como dominó, todos tombam diante da força e leveza do amor recebido, do amor doado.

Como cascata, ele é lindo, crescente e encantador! 

Não foi por acaso que Ele disse ” ama a teu próximo como a si mesmo”. 

Quem tem juízo obedece! 

Alda M S Santos

Carrossel

CARROSSEL 

– Teve infância, não?

– Sim! Não tive foi carrossel! 

Por que todo brinquedo tem que 

Rodar, subir e descer, dar frio na barriga? 

Será que são ensaios para a vida?

Apenas nos esquecemos de sorrir…

E de dizer “de novo”, como as crianças. 

Alda M S Santos

Sorrindo, vivendo

SORRINDO, VIVENDO…

Como a criança que sorri tensa

Ao ser lançada para o alto

E, ao cair, repousando nos braços do pai,

Pede para ser lançada novamente,

Assim vamos vivendo…

No alto, embaixo, sorrindo, tensos,

Mas sempre vencendo os medos,

Sempre buscando confiar,

Sempre tentando nos divertir,

Sempre buscando o amor…

Alda M S Santos

Falando em amar

FALANDO EM AMAR

Amar é ter as respostas 

sem precisar fazer as perguntas, 

Ou se não as tiver, apenas confiar

 que tudo está como deveria estar…

Alda M S Santos 

Passagem comprada

PASSAGEM COMPRADA

Viemos para esse mundo com a passagem de volta comprada.

Falta apenas o carimbo com a data de retorno.

E quando acontecerá nós não sabemos.

Podemos fazer inúmeras viagens por aqui antes dela, 

E acompanhados!

Muitas são as possibilidades!

Concentrar-nos na derradeira viagem impede que aproveitemos o passeio.

Ela chegará, quer a gente queira, quer não. 

E nela iremos sozinhos!

Podemos escolher aproveitar bem todas elas.

Alguma delas pode ser nosso retorno, de avião, de trem, a pé…

 E iremos felizes de volta para casa! 

Alda M S Santos 

Suspiros

SUSPIROS

Suspiros dizem tanto!

Insatisfações, cansaços, frustrações,

Esperanças, saudades, desejos…

São uma pausa para abastecer o tanque da emoção

Que inspira e traz oxigênio para o lado de dentro 

Expira e joga gás carbônico na atmosfera lá fora

Gemidos, inspiração profunda, dolorosa ou melodiosa,

Nossas “conversas” conosco mesmos…

Quase sempre produzem algo de bom!

Alda M S Santos

Passageira

PASSAGEIRA

Nossa vida pode muitas vezes ser

Tal qual fogo de palha, tempestade de areia,

Chuva de verão, a luz de um raio,

O barulho de um trovão, as ondas do mar,

Um trem bala ou um avião a jato.

São rápidos, passageiros,

Mas sempre deixam seus rastros.

Gravam suas marcas indeléveis,

Nos outros, em nós mesmos.

Alda M S Santos

No rancho raso

NO RANCHO RASO

Não precisa ser fundo, basta ser rancho,

Tampouco pra lá do fim do mundo, pode ser logo ali.

Não precisa haver dor ou saudade,

Mas se houver, que sejam passageiras.

Que a natureza seja sempre fiel companheira,

Pássaros, árvores, bichos, gente,

Mantenham sempre a harmonia.

Nem precisam ser abundantes,

Mas que a beleza e o amor,

Da Lua e dos companheiros,

Não sejam por esmola.

Com ou sem segredos,

Com ou sem viola,

Que a cantoria e a alegria sejam constantes,

Nesse rancho raso no meio do mundo.

Alda M S Santos

Oásis

OÁSIS 

Para os caminhantes do deserto

A simples “alucinação” com o oásis

Mantém ativo o fio da vida, 

Até que se torne real! 

Alda M S Santos

Seja!

SEJA!

Seja semente, seja raiz, 

Seja tronco, seja galhos

Seja flor, seja fruto…

Seja a água que hidrata,

Seja o sol que aquece, 

Seja a seiva que tudo alimenta,

Mas faça parte! 

Alda M S Santos

Receita

RECEITA

Todos chegamos aqui com o mesmo propósito

Com o mesmo pedido: fazer um bolo e distribuí-lo

Porém, as receitas são variáveis, ingredientes, idem.

Nem todos têm a manteiga, ou o açúcar é escasso.

Outros não gostam de ovos ou o leite azedou…

A farinha é grossa, o fermento está vencido.

Alguns nem gostam de bolo,

Outros não gostam de distribuí-lo.

Num mundo onde há tantos famintos,

Há aqueles que, sabiamente, substituem ingredientes,

Enquanto há também quem desperdice o que possui.

E, mesmo possuindo todos eles, I 

O modo de fazer será determinante para essa receita

Chamada VIDA crescer e satisfazer a todos.

Bom apetite!

Alda M S Santos

A fé que me move

A FÉ QUE ME MOVE

“Tenho muita fé em Santa Zita! Sabia que ela é a santa das domésticas?

Faço muitas orações pra ela. Essa aqui é ela. Olha que linda!

Quer saber? Às vezes, eu perdia a hora rezando na igreja e voltava apavorada pra casa!

E grande era minha supresa ao chegar lá e encontrar tudo arrumadinho!

Santa Zita que arrumava para mim! Era pobre, sem estudos, empregada do lar e consagrou-se ao Senhor. Ela é a protetora das domésticas! 

É a fé nela e em Nosso Senhor que me move!”

Contou-me ela em seu pequenino quarto onde notava-se a fé em cada cantinho e objeto.

Sempre aprendendo com a força e fé de meus amores idosos! 

Alda M S Santos

Definir pra quê?

DEFINIR PRA QUÊ?
Definir pra quê?
Entender pra quê?
Se o sentimento, seja ele qual for, bom ou ruim,
Não depende da lógica?
Se brota tal qual flor, cresce, resiste?
Se tudo que vale no final das contas é sentir,
Se tudo que vale é amar…
Na tentativa infinda de ser feliz?
Alda M S Santos

Fantasmas

FANTASMAS

Fantasmas…

Não há portas, fechaduras ou trancas

Guardas, sentinelas ou vigilantes

Que os mantenha do lado de fora,

Quando “queremos” mantê-los do lado de dentro

Criando-os como bichos de estimação…

Fantasmas…

Talvez uma vigília interna, ou um auxílio externo

Tornem o ambiente impróprio para eles.

Quem sabe se a abertura de uma janela

Mostre a eles o encanto do lado de fora,

E não queiram mais morar dentro da gente?

Alda M S Santos.

Cheiro de Amor

CHEIRO DE AMOR
Olfato cria lembranças marcantes e eternas
Mais que qualquer outro sentido
Cheiro de mãe, cheiro de colo, de casa de vó,
De infância, de escola, de domingo, de Natal,
Cheiro de praia, de roça, de rio, de mata,
De namoro, de amigos, de filhos,
De abraços quentinhos, de cheiro no cangote,
De beijos molhados de chuva, de suor…
De muitos cheiros se faz minha memória.
Um único comum a todos:
Cheiro de amor.
Alda M S Santos

Desatinos

DESATINOS
De quantos desatinos se faz uma loucura?
De quantas loucuras se faz uma alegria?
De quantas alegrias uma vida precisa para ser feliz?
Alda M S Santos

Perdido

PERDIDO

Se há muito busca encontrar-se

Refazer-se, tornar-se de novo inteiro

E de tantas partes

Encontrou apenas algumas

Busque-se em sua última morada

Junto à escova de dente, perfume, roupas íntimas

E alguns utensílios dispensáveis esquecidos,

Pode ter deixado algo mais valioso

Que reconstitua seu quebra-cabeça particular.

Se lá houver mais partes que cá,

Mude-se de vez para lá.

Alda M S Santos

 

 

Não há garantias

NÃO HÁ GARANTIAS

Que a fé não arrefeça

Que o mal desapareça

Que a esperança não desfaleça

Que o amor prevaleça

Não há garantias!

Mas que a vida sempre aconteça,

E a gente se fortaleça!

Alda M S Santos

Aprendendo a amar

APRENDENDO A AMAR

Nós, humanos, nascemos com grandes potenciais.

Todos precisam ser desenvolvidos:

Alimentar, falar, andar, ler, escrever…

Aprendemos também a amar.

Cercamo-nos de pessoas que nos ensinam

A falar, a andar, a ler, a escrever, a nos alimentar.

Aprendemos tudo isso na prática diária.

Com o amor não é diferente,

Aprendemos a amar, sendo amados,

Aprendemos a amar, amando cada dia um pouco mais.

Descobrimos que o amor é antídoto para muitos males,

Que em qualquer “luta”, ele é o vencedor,

Que tem aliados importantes, que cativa outros bons sentimentos,

Se a lição for mesmo bem aprendida,

Sabemos que ele nunca é um mal, é voluntário, gratuito, nunca imposto.

As pessoas que mais sofrem e fazem sofrer nesse mundo têm carência dessa preciosa lição,

Não receberam amor o suficiente, não aprenderam o suficiente.

Seu aprendizado começa bem cedo, antes mesmo do nascimento,

No ventre de nossas mães já estamos praticando.

E nunca, nunca acaba!

Nesse círculo vamos girando, amando sempre,

Ensinando e aprendendo, enquanto houver vida!

Alda M S Santos

 

Motivações

MOTIVAÇÕES
Outro dia, numa das minhas caminhadas ao anoitecer, avenida muito cheia,
Passa correndo por mim uma jovem mãe empurrando um carrinho de bebê.
Vestida para malhar, o bebezinho deitado no carrinho todo satisfeito e protegido,
Participava da vida da mãe enquanto ela praticava sua corrida.
Pus-me a pensar em “quem quer arruma um jeito, quem não quer arruma uma desculpa”.
Sabe-se lá o que essa mãe não teve que fazer para estar ali se exercitando?
Ou do que precisou abrir mão?
Penso que isso vale para tudo na vida. Tudo depende da nossa força de vontade.
Obviamente a vontade sozinha não resolve tudo, mas é mais da metade do caminho.
Tanta gente se entregando a doenças, vícios, males dos mais variados…
Sem querer minimizar o problema de ninguém, é preciso buscar a vontade dentro de si.
Buscar amigos, família, ajuda profissional, Deus, o que se fizer necessário.
Parece óbvio, mas só colhemos aquilo que plantamos.
Há pessoas que passam a vida fumando como chaminé, quando um médico diz: “ou para agora ou morre”, milagrosamente a força de vontade aparece.
Quando uma mãe diz: “ou arruma uma ocupação ou acabou televisão, computador e mordomias”, um emprego aparece.
Quando uma esposa diz: “ou as bebedeiras ou eu”, a escolha é feita, ainda que sejam as bebedeiras. Nem sempre as pessoas gostam de si mesmas.
O que falta na vida das pessoas para gerar mudanças importantes e significativas é a motivação, a força de vontade, o medo de perder algo.
Muita ajuda pode vir de fora, mas a primeira marcha somos nós mesmos que engatamos, quando percebemos que só estamos andando em marcha-à-ré.
É pra frente que se anda!
Alda M S Santos.

Construindo

CONSTRUINDO

Passamos a vida a construir. Somos construtores natos:

Uma casa, uma profissão, um lar, uma família, um amor, uma amizade…

Li certa vez que há pessoas que sofrem da síndrome do arquiteto

Planejam, constroem, dedicam-se a algo com afinco e amor,

Quando a obra planejada fica pronta não a habitam,

Partem para nova construção.

Pessoas inquietas, nômades, em trânsito, que não se prendem a nada ou ninguém.

Encontram prazer no construir, no conquistar, no realizar, no poder possuir.

Objetivo atingido, obra pronta, buscam novas emoções.

Acredito que nossas conquistas precisam ser curtidas.

As construções precisam ser habitadas!

Deus construiu o mundo aos poucos até chegar a seu objetivo máximo.

E parou para descansar e admirá-lo.

Acho que todos devemos chegar nesse ponto.

Porém, o ideal é que encontremos prazer na construção e na morada.

E sempre podemos reformar, quebrar uma parede aqui, mudar a cor ali.

Aumentar uns espaços, vitalizá-los, trocar portas e janelas…

Um bom construtor sempre encontra um jeito,

Sem ser preciso novas construções.

Deus até hoje mexe na sua obra, mas não desistiu dela.

Ele habita em nós todo o tempo.

Alda M S Santos

Dias ruins?

DIAS RUINS?
Há dias que definimos como dias de sol: céu azul, nuvens branquinhas, temperatura agradável.
Normalmente, convidam à alegria, aos sorrisos, amigos, passeios, interação.
Há também os dias nublados, com chuvinha insistente, meio frios.
Convidam ao recolhimento, reflexão, introspecção, cama e edredom.
Mas não é regra!
Com sol ou chuva, independente do tempo lá fora, ele pode estar nublado dentro da gente.
Aquela sensação ruim, nó na garganta, vontade de chorar por tudo e por nada.
Qualquer coisa corriqueira parece chata, desanimadora.
Uma palavra menos dócil ou uma atitude mais compreensiva, de carinho, bastam para abrir as comportas.
Há quem identifique como TPM, uns como conflitos existenciais, outros de apenas um dia ruim.
Seja qual deles for, melhor mesmo é chorar. Lágrima presa afoga, sufoca, envenena, mata.
Uma amiga costumava dizer que, quando tinha vontade, chorava mesmo, e alto, como criança. Só assim se sentia melhor.
Somos feitos de sorrisos e lágrimas. Devemos respeitar nossas necessidades. Ambos têm razão de ser
Busquemos as que possam proporcionar mais sorrisos, mesmo com sombras no olhar.
Alda M S Santos

Ventos

VENTOS

Uma brisa, um ventinho leve, uma ventania

Aprecio seus efeitos estimulantes ou calmantes.

Se felizes, senti-lo na pele é extremamente prazeroso.

Causa euforia, animação, energia.

Se tristes, tem o poder de relaxar, de acalmar.

Um desânimo, uma alma angustiada, um coração apertado

Uma saudade, uma mente inquieta, um corpo cansado…

Na sacada, no alto de um prédio,

No alto de uma montanha, sentados na relva.

Na rede, na varanda, de madrugada, olhando a lua

Pedalando furiosamente numa estrada qualquer

Numa motocicleta, sem capacete, com cuidado.

No lombo de um cavalo trotando em trilhas na mata.

Num carro, vidros abertos, música alta, velocidade máxima…

Apertando o pé e seguindo em frente.

Sentindo o vento secar as lágrimas insistentes

Desarrumando os cabelos já rebeldes.

Levando embora o que é ruim, trazendo o que é bom!

Arrumando as gavetas da alma e do coração…

Alda M S Santos

Mantenha distância para sua segurança 

MANTENHA DISTÂNCIA PARA SUA SEGURANÇA

Sabe aqueles dias em que estamos dando choque em nós mesmos?

Pois é! Aqueles nos quais deveríamos carregar pendurada no pescoço e nas costas uma placa com a frase de para-choque de caminhão:

“Mantenha distância para sua segurança”.

Estamos impacientes, tristes, inseguros, insatisfeitos, decepcionados, com raiva até!

Ideal que nem saíssemos do quarto para evitar maiores danos ao “patrimônio” próprio e alheio! Risco de curto-circuito! Pane total.

Mas a vida chama! Trabalho, estudo, família, amigos, afazeres diversos.

Felizmente!

Lá fora, mesmo emburrados, escondidos atrás de uns óculos escuros, tentamos acordar.

Devagarzinho, vamos começando a enxergar as coisas belas e boas, que são muitas, e retribuir.

Fazendo o levantamento dos males que nos atingem, deixando todos eles, um a um, pelo caminho.

Com calma, com alma, respeitando nossos próprios limites, dores e lágrimas.

Aceitando os sorrisos, os carinhos, o amor que se apresenta.

Como “diz” outro caminhão:

“Nas curvas da vida, entre devagar…”

Se não quisermos atropelar ou ser atropelados.

Que aproveitemos a paisagem e as companhias.

Boa viagem!

Alda M S Santos

A Dona Aranha

A DONA ARANHA

“A Dona Aranha subiu pela parede, veio a chuva forte e a derrubou”…

Insistentes muitos de nós agimos como a dona aranha, subimos, escalamos, sob forte sol, com a confiança de chegarmos lá em cima.

Vem uma “chuva” forte e nos derruba.

E parece tudo desabar!

“Já passou a chuva, o sol já vai surgindo e a dona aranha continua a subir”.

Baqueamos, mas fortes e guerreiros que somos não ficamos ali parados. 

O sol volta a brilhar, novas paredes, novas aranhas, novas companhias… 

Continuamos a subir!

“Ela é teimosa e desobediente, sobe, sobe, sobe, nunca está contente!”

Afinal a chuva derrubou a aranha, não a parede.

Enquanto houver paredes ela irá acreditar que é possível subir.

Não é qualquer chuva que derruba de vez uma aranha! 

Não é qualquer coisa que derruba uma pessoa determinada.

Alda M S Santos

Madrugada

MADRUGADA

É madrugada!

A cidade inteira adormece! Silêncio!

Um cachorro late, outro responde,

Uma motocicleta ronca veloz, meu marido ressona levemente ao meu lado.

Sons do ventilador, do motor da geladeira sendo acionado e interrompido,

Sons do silêncio da madrugada.

E eu aqui, acordada!

Fui despertada por um sonho estranho.

Os barulhos em mim são mais altos que a geladeira, o ventilador, os cães ou motos.

Apreensão, medo, angústia, decepção, arrependimentos, uma tristeza lá no fundo.

Tento relaxar para pegar no sono novamente.

Meu marido parece sentir e me abraça ternamente.

Enumero o que pode ser real do sonho, o que é sinistro, surreal, armadilhas do meu subconsciente.

Revejo as pessoas no meu sonho. Elas são realmente assim? São capazes disso? 

Busco o que há de belo, de alegre, de amoroso e de pacífico em minha vida, tento contrapor.

Esse embate dura mais de uma hora. Mente agitada, alma comprimida.

Quando deixo as lágrimas rolarem, desaperto um pouco o coração, converso com Ele, tomo algumas decisões, consigo pegar finalmente no sono.

Acordo com o sol alto e parecendo ter levado uma surra.

À luz do dia nada é tão tenebroso quanto parece!
Felizmente! E a vida continua, feliz.

Alda M S Santos

Nostalgia do voo

NOSTALGIA DO VOO

Qual o objetivo de se aprender a voar?

Obviamente, ser capaz de realizar o voo sem ajuda.

Voo solo. Sem supervisão ou orientações, independente.

Todos que se dispõem a ensinar algo sofrem da nostalgia do mestre.

É a nostalgia do voo solo.

Aqueles que de alguma forma se dedicam a ensinar

A orientar, estimular, curar, possibilitar o crescimento

Apagando mágoas, traumas e inseguranças

Querem que seus pupilos cresçam e apareçam

É o caso dos professores, dos médicos, dos psicólogos

De modo mais pessoal, dos pais, das mães,

Dos amantes, dos amigos…

Veem dia-a-dia a evolução de seus aprendizes

O passo a passo do aprendizado, as lutas

As quedas, a impotência, os avanços, as vitórias

E chega o dia deles voarem sozinhos, longe dos “mestres”.

Mostrar que a lição foi válida, a que vieram,

Para que tanto se dedicaram e se esforçaram.

Alegres, seguem seus caminhos, voam alto.

Aos mestres, cabe o sentimento de orgulho e de dever cumprido

Mesclados à imensa saudade e sensação de perda.

Os alunos superaram os mestres e se foram.

Os mestres devem se recolher e ficar em segundo plano,

Muitas vezes até sair de cena. Deixá-los voar.

Como as aves, as borboletas e os beija-flores.

Seres feitos para voar não podem ser mantidos presos.

Se as lições foram mesmo aprendidas

Saberão que é bom ter pouso entre voos,

E um dia retornarão para um abraço.

Os alunos, os pacientes, os filhos, os amantes, os amigos…

Alda M S Santos

Poesia

POESIA

Dia Nacional da Poesia

Dia de todos nós…

Cada ser carrega em si a magia

O encanto, a beleza poética.

Em estado de dormência, de latência,

À espera dos “poetas” de plantão para despertá-la.

Uns a transformam em poemas.

Outros apenas vivem a poesia que encontram nos outros

Em forma de sorrisos, de carinhos, de abraços, de saudades,

De trabalho, de vida, de doces beijos e muito amor.

Desperte a poesia que há no outro,

Desperte a poesia que há em você!

Alda M S Santos

Lobotomia 

LOBOTOMIA

“Por que a gente fica velha e lembra só de coisas que machucam o peito da gente?” -Perguntou-me uma idosa, lágrimas a escorrer no rosto enrugado, olhos cheios de histórias! 

Pessoas jovens também, querida! Precisamos levar a mente a pensar nas coisas boas que todos temos, respondi. 

“Mas até coisas boas ferem o coração, porque não existem mais”. 

Sei que não é fácil, mas a mente é flexível, precisamos levá-la para bons lugares. Curtir a saudade boa. Interagir com as companheiras, participar mais, digo.

“Quero não, perdi o gosto, estou aqui esperando pra morrer e sozinha. Queria fazer aquela operação que apaga o cérebro da gente, como chama mesmo”.?

Lobotomia?

“Essa mesmo! Aí a gente não sofre, apaga o que dói!”

Eu a abracei e brinquei: gosta de abraço? Não gosta de cantar? Vamos cantar? Se fizer lobotomia irá esquecer os abraços, as músicas! 

Ela riu e disse: “vou tentar lembrar do que é bom! Quando você volta? 

Quantos de nós não temos vontade de “apagar” em nós o que nos machuca?

O risco é apagar o que há de bom também!  

Melhor mesmo é conviver com nossas dores, nossos amores, nossas amizades, nossos atropelos.

E tentar produzir mais sorrisos que lágrimas, equilibrando a balança. 

Alda M S Santos

Respostas

RESPOSTAS
Muitas são as questões nessa vida,
Maiores ainda as variedades de respostas!
Quando a questão é a indiferença, a tristeza, a apatia
Nossas respostas podem ser idênticas à questão,
Ou também podem vir em forma de revolta, bom humor, energia
Se a questão que se apresenta for a raiva, a rebeldia, a intolerância,
Pode-se obter esses mesmos itens como resposta,
Mas é possível haver também o silêncio, a calma, a alteridade.
Quando a questão é o carinho ou o amor acontece o mesmo.
Muitos responderão com carinho e amor em diferentes intensidades.
Porém, há aqueles que responderão com indiferença, repulsa
Afastamento e até mesmo certa rispidez.
As respostas que damos ao que se nos apresenta
Dependerá, em parte, de quem nos faz o questionamento
E, a maior parte, do que temos em nós.
Questões quase sempre são as mesmas
Existem para nos instigar, nos provocar, nos acordar
O que difere nas respostas que oferecemos
São as fórmulas e dados de que dispomos para resolvê-las em nós.
Quem não aprecia a raiva ou indiferença,
Dificilmente responderá com raiva ou indiferença.
Quem não “reconhece” o carinho ou o amor,
Terá sérias dificuldades em reconhecê-lo numa “questão”
Para oferecer resposta à altura.
Porém, uma vez aprendido, sentido e reconhecido
Ninguém ficará imune a ele.
É contagioso e incurável.
Ainda bem!
Alda M S Santos

Blog no WordPress.com.

Acima ↑